raridade , um padre que não é comunista.

Add comment Abril 13, 2008

Quem é a favor ?, quem é contra?

1- ser a favor do homosexualismo
2- pensar que todos somos iguais
3- pensar que não existe cultura superior a outra
4- ser crente e enxer o rabo do pastor de grana ( embora os crentes sejam contra o homosexualismo)
5- pensar que o movimento hip-hop prega a paz e recupera os jovens da marginalidade
6- ser a favor da politica de esmola e acomodação do governo luís viado mula da silva
7- afirmar que raças não existem
8- achar que o carnaval é bom e traz respeito para o nosso país
9- achar que bandido é coitadinho e vitima da sociedade
10- ficar se sentindo culpado por pertencer a classe média.

Add comment Abril 12, 2008

PT TEM QUE VOLTAR A SER OPOSIÇÃO.

A Falta que faz o PT!!!

Plínio Zabeu

Você já imaginou a zona que o PT faria se no governo FHC:
A epidemia de dengue fosse incontrolável como agora?
E a febre aftosa?
Se faltasse gás?
Se os lucros dos bancos fossem tão vultuosos como agora?
Se houvessem tantos acidentes aéreos?
Se houvesse o caos aéreo?
Se o FHC se rebaixasse para o ditador Chaves e para Cocaleiro Morales?
Se o FHC comprasse um avião tão luxuoso?
Se todos os amigos do FHC fossem corruptos?
Se o FHC “perdoasse” a dívida de tantos “amiguinhos”?
Se o FHC tivesse um filhinho tão espertinho?
Se as despesas do palácio aumentassem tanto?
Se alguma ministra de FHC nos mandasse relaxar e gozar?
Se a primeira dama não fizesse porra nenhuma mas tivesse cartão de crédito ilimitado?
Se o FHC aparelhasse o estado com milhares de empregos para os “companheiro”?
Se algum aspone do presidente nos mandasse tomar no … quando caísse algum avião?
Se o FHC declarasse sempre que não sabia de nada?
Se o FHC fosse amiguinho do presidente mais corrupto que o senado já teve?
Se o leite contivesse soda cáustica?
Se algum ministro do FHC declarasse que soda cáustica no leite não faz nenhum mal?
O que o PT diria?
Aonde anda o PT?
“Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”…,

“Petista é como pardal: Tem em todo lugar, não serve pra nada, é feio, não canta e ainda caga no país inteiro”

Abrs e fiquem com Deus…

Add comment Abril 11, 2008

Decálogo de Lenin acontecendo no Brasil !

1.. Corrompa a juventude e dê-lhe liberdade sexual;
2.. Infiltre e depois controle todos os veículos de comunicação de massa;
3.. Divida a população em grupos antagônicos, incitando-os a discussões sobre assuntos sociais;
4.. Destrua a confiança do povo em seus líderes;
5.. Fale sempre sobre Democracia e em Estado de Direito, mas, tão logo haja oportunidade, assuma o Poder sem nenhum escrúpulo;
6.. Colabore para o esbanjamento do dinheiro público; coloque em descrédito a imagem do País, especialmente no exterior e provoque o pânico e o desassossego na população por meio da inflação;
7.. Promova greves, mesmo ilegais, nas indústrias vitais do País;
8.. Promova distúrbios e contribua para que as autoridades constituídas não as coíbam;
9.. Contribua para a derrocada dos valores morais, da honestidade e da crença nas promessas dos governantes. Nossos parlamentares infiltrados nos partidos democráticos devem acusar os não-comunistas, obrigando-os, sem pena de expô-los ao ridículo, a votar somente no que for de interesse da causa bsocialista;
10.. Procure catalogar todos aqueles que possuam armas de fogo, para que elas sejam confiscadas no momento oportuno, tornando impossível qualquer resistência à causa…

Add comment Abril 11, 2008

links para arquivos da ditadura

Add comment Abril 11, 2008

a revolução quilombola - o que é - o que faz - o que destrói!

Sem Medo da Verdade

Boletim Eletrônico de Atualidades - N° 57 - 09/04/2008

www.paznocampo.org.br

 

 

 

Caso não esteja visualizando o texto deste boletim, acesse através do endereço:

http://www.paznocampo.org.br/boletim57

 

Os agressivos quilombolas já começam a provocar

Esta é a denúncia que fez ao site Paz no Campo o agricultor Roberto Silva Rosa, que tem uma propriedade em Barra do Turvo, Vale do Ribeira - SP. Sentindo-se respaldados pelas autoridades do Estado do Paraná, quilombolas já começam a provocar vizinhos, com uma arrogância como as dos sem-terra. Leiam o relato. A Guilhotina quilombola funciona já fora das terras deles. Já estão possuídos pelo espírito da guerra de raças, denunciada por Nelson Ramos Barretto em seu livro “A Revolução Quilombola – Guerra racial – confisco agrário e urbano – Coletivismo”, divulgado pelo Paz no Campo.

 

Meus amigos, tenho propriedade rural no Vale do Ribeira, na cidade da Barra do Turvo, a qual divisa pelo Rio Pardo com Adrianópolis- PR. Minha terra não foi, e nem á ainda requisitada por quilombolas autodefinidos.  Do outro lado do rio existe uma comunidade quilombola - São João-, à qual permito cruzar  minhas terras por um carreiro, que dá acesso a uma ponte de cabos (pinguela para uma pessoa).

 

Ocorre que há cinco meses comecei a receber queixa desse povo que minhas búfalas e vacas de leite estavam atacando esse pessoal e me ameaçaram com policia e responsabilização por algum dano que fosse causado a esses transeuntes, já que cedo servidão de passagem. Resolvi fazer um corredor no canto da propriedade para segurança de ambas as partes.

 

Aí começou meu pesadelo. Eles cortaram a cerca, roubaram os arames e a corrente de minha porteira, derrubaram palanques. Dei queixa. Foi feito um BO. A policia me deu razão e mandou eu refazer a cerca.

 

Alguns dias depois, uma viatura da Polícia Militar do Paraná comandada por um oficial Capitão esteve no local para averiguar uma denuncia que dizia que não deixei uma ambulância entrar para pegar um doente. Nada foi constatado e foram embora. Gostaria de lembrar que essa viatura saiu de Curitiba e veio a Barra do Turvo percorrendo 350km. Incrível, não é mesmo?

 

Pois bem. Um líder dessa comunidade, chamado Antonio, pediu uma reunião no local, comigo e com a policia. Nessa reunião, o que eles queriam? Pasmem! Uma estrada cercada dos dois lados para acesso de carro, com pátio e estacionamento dentro da minha propriedade. Esta estrada de 300m comprimento, por 5 de largura, mais pátio. Imediatamente discordei.

 

Passados alguns dias recebi um telefonema de um instituto chamado ITC sediado em Curitiba. O Dr. José Antonio Gediel me chamava para uma reunião sobre esse assunto. Fui. Lá  chegando estavam o Dr. Gediel, o secretario da Prefeitura de Adrianópolis, e um advogado do ITC. Chegamos a um acordo: que a passagem ia voltar a ser onde era, apenas com uma cerca divisória, sem entrada para carros e que uma maquina ia quebrar um pouco a inclinação de uma descida. Enfim ia continuar o carreiro de sempre. O secretario de Adrianópolis, Sr. Elízio, ficou de me retornar para iniciar as obras.

 

Nota discordante, o advogado do ITC me ameaçou com Policia Federal, direitos humanos, etc., se eu não fizesse o acordo.

 

Passados alguns dias fui surpreendido com uma viatura da Patrulha Rural do Estado de São Paulo na minha porteira. Essa viatura rodou 260km para chegar até lá, com 3 policiais. Vieram averiguar uma denuncia que eu estava soltando 500 cabeças no passador desse povo. Que um homem caiu na subida (sempre foi uma subida) e havia se machucado. Os policiais, a exemplo dos outros do Paraná, me deram razão, nada constataram e foram embora. Esses policiais vieram a mando do juiz de Jacupiranga, o qual recebeu uma carta anônima. Reparem: minhas terras têm 20 alqueires. Como posso ter 500 cabeças em um pedaço de 4 mil metros? - que é onde esta localizado este carreiro? Depois fiquei sabendo que a policia do Paraná veio a mando do grupo ligado ao governo Requião, o grupo CLOVIS MOURA*, atendendo a um telefonema dos quilombolas.

 

Neste meio tempo recebi ligação do secretario da Prefeitura de Adrianópolis o qual me informou que eles não queriam mais o carreiro e sim a estrada e exigia que eu afastasse minha porteira 4 metros para baixo de onde eles passam para fazerem a tal estrada. Se não cumprisse mais essa exigência , eles iriam à justiça reivindicar a mesma

 

Procurei mais uma vez o Dr. Gediel, o mesmo não teve a nobreza nem de me atender. Mandou uma secretaria dizer que não tinha nada mais a ver com isto e que eu devia procurar o Sr. Glauco Souza Lobos representante do grupo CLOVIS MOURA. Assim o fiz. O Sr. Glauco, muito educado, informou que por ser uma área de divisa, ele não poderia atuar em São Paulo, mas iria pedir para três representantes dos quilombos locais, (João Surá, Córrego do Franco e mais um que não me lembro) que tentassem visualizar o problema, já que ninguém destes grupos governamentais foram lá. Ou seja a palavra dos quilombolas é que conta. E já me preveniu que ele estava sabendo que estava sendo enviada à 6ª vara uma reclamação sobre isto e que o juiz responsável é um ferrenho defensor dos quilombolas. Que esse juiz iria fazer uma devassa em minha vida e na documentação do terreno. E daria um jeito de abrir esa estrada. Não deveria esse juiz ser imparcial?

 

Pois bem, este é o meu caso. Tudo que tenho junto com minha esposa é fruto de um trabalho de 30 anos, e agora tenho que abrir mão, cortar minha propriedade ao meio ,e o outro lado da cerca vão dar a um quilombola para morar? Tiro leite na propriedade com o qual eu pago meus impostos e sobrevivo

 

 Estou me sentindo um marginal. Volto a repetir: minha terra não é quilombola e sou obrigado a fazer isto. Dizem que a coletividade fala mais alto do que meu direito de posse. Policia na porteira, órgãos governamentais na minha porteira, quilombolas na minha porteira! Não sei o que fazer. Minha mulher está entrando em depressão, chorando o dia todo! Tem medo de ir à propriedade  com medo de sermos alvos de atentados. Que terror é este e ninguém faz nada!

 

Em uma consulta com um advogado, ele me disse que se eu deixar fazer esta estrada, ela será de domínio publico. Por favor me ajudem, levem este caso a alguém que possa rebater, possa me ajudar; estou a ponto de vender tudo e sumir de lá. Mas eu acho que é uma vergonha para um homem de 42 anos e sua esposa que não querem nada de ninguém, honestos trabalhadores, sejam ameaçados pelos quilombolas, que derrubam árvores, caçam, comem e vendem animais silvestres da região, fazem queimadas, plantam pasto e arrendam as terras, vendem as terras, trocam por búfalos e outras coisas mais. Essa gente e os que os defendem - não tenho nada contra elas, pelo contrario acho certo as coisas sejam feitas dentro da regularidade - mas,eles, estão acima da lei? Eles têm mais direitos às leis do que os outros cidadãos brasileiros?”

 

* o Grupo Clovis Moura faz o trabalho de identificação dos grupos quilombolas e comunidades negras no Paraná, como no resto do Brasil age a Fundação Cultural Palmares, do Ministério da Cultura (N.da R.)

 

  

 

 

Faça sua doação para ajudar nossa luta, clique aqui!

 

Recomende a seus amigos o “Paz no Campo”

 

 

 

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Sem medo da verdade

O Boletim “Sem medo da verdade” é enviado a pessoas cadastradas ou indicadas. Se não deseja recebe-lo, ou considera que foi cadastrado indevidamente, por favor,

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1 comment Abril 9, 2008

como a grande midia trata a religião e o ateísmo nos EUA

Add comment Abril 9, 2008

sites contra corrupção e impunidade melhores sites

Add comment Abril 6, 2008

pt ontem e hoje, do fernando do orkut

No governo FHC, o PT era contrário a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira)
No governo LULA, o PT aumentou sua alíquota e o “P” de provisória virou “Permanente”;

No governo FHC, o PT dizia que salário não é renda e que a tabela do IRRF deveria ser reajustada.
No governo LULA, o PT impediu o reajuste da tabela.

No governo FHC, o PT era contra taxar inativos.
No governo LULA, o PT aprovou a Reforma da Previdência, que faz exatamente o contrário.

O PT na oposição era contra o FMI
No governo LULA, o PT ofereceu um Superávit Primário maior que o exigido pelo FMI.

Em governos anteriores, o PT brigava por CPI’s até para investigar a “Morte da Bezerra”
No governo LULA, o PT “stalinisticamente” com seu rolo compressor impede CPI que iria remexer suas entranhas. E as que foram feitas, a maioria Chapa Branca que fingia que investigava! As CPIs que não é Chapa Branca sempre tem o PT e seus cães de guarda (Ideli, Siba, Maurício Rands, etc..) para atrapalhar as investigações…

Em governos anteriores, o PT criticava as Medidas Provisórias.
No governo LULA, o PT deita e rola com as tais MP’s

Em governos anteriores, o PT desafiava aos governantes de então que vivessem com um Salário Mínimo.
No governo LULA, o PT discute se o reajuste deve ser de R$ 10,00, R$ 20,00 ou R$ 30,00 reais

Em governos anteriores, o PT questionava os “Trens da Alegria”
No governo LULA, o PT vem trafegando com o seu “Avião da Alegria”.

Em governos anteriores, o PT era contra o “toma lá, dá cá”.
No governo LULA, o PT “franciscanamente” reinaugura o “é dando que se recebe”…

Em governos anteriores, o PT era um ferrenho crítico das verbas de publicidade.
No governo LULA, vemos e ouvimos a imprensa escrita, falada e televisada com enxurradas de propaganda oficial e mentirosa, diga-se de passagem!

Em governos anteriores, o PT (vestal) era crítico visceral ao Fisiologismo.
No governo LULA, o PT chama para sua órbita todos aqueles a quem só via defeitos, Sarney é o maior exemplo!

Em governos anteriores, o PT (o Lula carrancudo) dizia que no Congresso Nacional existiam mais de 300 “picaretas”.
No governo LULA, os antigos “picaretas” são agora Companheiros!

No governo Collor, o PT dizia que a Casa da Dinda era a casa da Mãe Joana - podia até ser, afinal a casa era Delle…
No governo LULA, o PT (a dona Marisa) modificou os jardins do Palácio com a Estrela Vermelha do PT, com a diferença que essa casa não é só dela, pertence a todos os brasileiros.

Add comment Abril 5, 2008

história, vultos, personalidades, lembranças, penápolis de antigamente, fatos de penápolis

O penapolense, esperando o Centenário de sua cidade em 2008, não esquece as histórias de pioneiros. Muitos deles chegando de carro de boi de Uberaba, em viagens que duravam um mês, e ficando semanas na Pensão do Sr. Ventura ou em barracas no ‘Acampamento dos Pioneiros’ até se construir uma casinha no sítio recém comprado que ainda era puro mato.

Penápolis que já foi uma estação de trem e uma venda. As enormes perobeiras à beira dos ribeirões. A minúscula Companhia Paulista de Força e Luz do Avanhandava da década de 1920.

O sr. Tarcísio da Livraria Católica relembrando o seu pai, um pioneiro, carreteiro, que “puxava” sal e gêneros alimentícios em carro-de-boi entre Penápolis e Franca. Os pioneiros, recebendo em 1958, com muito orgulho, no Cinqüentenário de Penápolis, o título de cidadão honorário penapolense.

Penápolis não esquece a antiga Estação de Trem, o antigo Campo da Aviação, na vila Fátima, com seus “teco-tecos”, os “CAP-4 Paulistinha“, paraquedistas, a Esquadrilha da Fumaça com seus gloriosos aviões T-6, o saudoso Correio Aéreo Nacional com sua linha até o Paraguai. O Clube de Planadores de Penápolis. O Syndicato Condor decolando seus aviões Junkers alemães para o Mato Grosso.

Os passeios no Salto do Avanhandava que, nas palavras da Carmita Ahmad, o salto: “Serpenteia em meneios coleantes, em alvéo de pedras, rumoreja a caudal de espumas borbulhantes do Tietê em fina benfazeja”.. Os banhos e as pescarias no Ribeirão do Lageado. O Porto do Cruz e a Estrada velha do Lageado.

A dureza da política dos anos 1920 e o assassinato do Luís Osório da Fonseca. O Domingos Vieira da Silva que atirou no tribunal do júri em fevereiro de 1930 e foi notícia no New York Times. o cérebre Tenente Galina, caçador de criminosos no sertão da Noroeste.

As ruas descalças e pacatas com apenas 30 automóveis em 1925. A antiga Escola Mixta Municipal do Lageado do Professor Altino Araújo Vaz de Mello, fundada em 1913. As crianças recebendo o diploma do 1º Grupo Escolar. A primeira Escola Feminina Estadual de Penápolis da Professora Ismênia Aymbiré do Amaral Rocha, em 1912, época em que muitos professores se recusavam a irem para Penápolis por medo dos índios.

A Carmita de Mello Ahmad, filha do Professor Altino, lendo todos os livros que apareciam na cidade e escrevendo suas poesias sobre Penápolis e sobre São Francisco de Assis. A Pepita Rodrigues, de porta em porta, vendendo tomate.

Os comícios do Doutor Adhemar Pereira de Barros em frente ao Mercado Municipal: -“Penapolenses de Penápolis“!, assim começava o velho Adhemar os seus discursos. Estadista Adhemar que, junto com o Lucas Nogueira Garcez, construiu a velha e saudosa Usina Hidrelétrica de Avanhandava e construiu as duas principais rodovias que cortam Penápolis: a SP-300 e a SP-425.

Em 1919, a grande festa na cidade, recebendo os mais importantes políticos da capital que vieram fundar a Santa Casa de Misericórdia de Penápolis e instalar as Escolas Reunidas, que depois se tornariam o 1º Grupo Escolar.

A dureza de se atravessar, a vau, com carroças e cavalos, o rio Tietê, feito este que só se conseguia em um único ponto mais estreito do rio, e a tão sonhada ponte do Tietê, ligando Penápolis a São José do Rio Preto, que finalmente foi construída no tempo do saudoso governador Doutor Washington Luís, na década de 1920.

A Cora Coralina vendendo mudas de árvores para a cidade toda e sua Casa de Retalhos. Em uma época em que era raro ver uma mulher comerciante, Cora Coralina lutava, nas ruas e no jornalO Pennapolense” do professor Altino, pela instalação de uma Associação Comercial na cidade. Grande Professor Altino!, cuja família também foi pioneira na educação e no jornalismo em Uberaba no século XIX. O Pennapolense circulou de 1915 a 1939.

O Dr. Mário Sabino, político e médico, atendendo pobres e ricos com carinho. O lendário Quinca Monteiro com seu chapéu de aba larga e sua coleção de fazendas . As elegantes alunas voltando do Instituto de Educação com seus uniformes de camisa branca e saia azul-marinho com pregas.

O Luís Leme orgulhoso de seu antepassado Fernão Dias mas sempre reclamando que tiraram o “Leme” do Fernão Dias Pais Leme, e mostrando a todos, a espada ganhada pelo seu avô, do D. Pedro II, nos velhos tempos da Colônia Militar.

A primeira casa de Penápolis, toda de madeira, doada, pelo Coronel Manoel Bento da Cruz, aos frades Capuchinhos, da qual, uma antiga moradora, a poetiza Carmita Ahmad dizia:

“Casinha velha.. Você relembra A história de nosso passado Que não será esquecido e foi glorificado… Nos tempos primordiais, Seu teto abrigou nossos ancestrais… Você foi templo, escola e residência… A tradição sua forma conservou… É símbolo e foi berço. Onde originou a nossa civilização“.

O apito da locomotiva Baldwin “Maria-Fumaça”. Os trens lotados de imigrantes rumando para sabe-se lá onde. O homem do trem, percorrendo os vagões da velha Noroeste do Brasil, gritando: -”Olha o sanduíche!, quem vai querer?!. Estrada de Ferro Noroeste com seus vagões com muita poeira pois os seus trilhos foram colocados diretamente no solo, sem um suporte de pedras.

As jardineiras (ônibus de antigamente), vagarosas e empoeiradas, chegando de São José do Rio Preto. O assassinato do delegado Álvaro Martins Sevilha, em 1936, e a famosa pensão da viúva, dada pelo governo do estado.

O velho cemitério do tempo dos índios. Os pracinhas da FEB. A sósia de Elis Regina. O “Cidade contra Cidade” e a “Miss Penápolis” no programa Sílvio Santos. Os bons tempos do time de futebol da cidade o “CAP“. O jornal semanal “Comarca de Penápolis” do Sr. Raul Forchero Casasco, que circulou por 40 anos (1937-1977).

As 50 charretes de aluguel (táxi) e os amáveis charreteiros em frente à antiga Estação rodoviária, sendo que em 2005 restavam apenas duas charretes. A Maria 21. A Dona Maria Chica. A despedida concorrida e emocionada do Manoel Bento da Cruz. O leiteiro da carrocinha, deixando leite de casa em casa. O primeiro arranha-céu: O Edifício Adilha, sinal de progresso. A trágica morte, em 1968, do Dr. Ramalho Franco quando seu paraquedas não abriu.

Penápolis não esquece as disputas eleitorais entre o Nagib Sabino e o Edson João Jeirassati. O caminhoneiro “Zé Preto” narrando as dificuldades e proezas das viagens de caminhão, na década de 1950, para o “Norte” (hoje se diz nordeste do Brasil). A Orquestra Penapolense na década de 1950 tocando no Clube Penapolense.

As visitas do Bispo de Lins que reuniam multidões. As irmãs e irmãos do Apostolado da Oração, primeira irmandade de Penápolis, criada em 1909, e da Venerável Ordem Terceira Franciscana Secular.

O Frei Thiago de Cavênide, rigoroso seguidor das normas de pobreza e sempre ao lado dos jovens, teólogo e mestre, e os capuchinhos de Trento.

Os frades pioneiros: Frei Bernardino de Lavalle que celebrou a primeira missa na fundação de Penápolis. Frei Boaventura de Aldeno, Frei Sigismundo de Canazei e o Frei José de Cassana com sua Escolinha São Francisco, escola pioneira, toda de madeira, na primeira casa de Penápolis. Frei Domingos de Riesi que dirigiu a construção da primeira igreja, do convento e da nova escola, já em 1909, e que seria inaugurada em 1913.

As festas do padroeiro no Largo da Matriz. O engenho de açúcar artesanal. Os carros de boi levando toras de madeira para as serrarias e as carroças puxadas por burros levando café para a velha Estação de trem (que funcionou até1917) da velha Estrada de Ferro de Bahurú a Itapura.

Coisas e pessoas que fizeram de Penápolis um lugar muito amado e inesquecível.

Add comment Abril 4, 2008

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