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Reunidos em 25 de julho de 1998, 32 anos passados das hediondas explosões do Recife, um punhado de democratas civis e militares, inconformados com a omissão das autoridades legais e indignados com a desfaçatez dos esquerdistas revanchistas, organizou o grupo “TERRORISMO NUNCA MAIS” (TERNUMA), a fim de resgatar a verdadeira história da Revolução de 1964 e, mais uma vez, opor-se a todos aqueles que ainda teimam em defender os referenciais comunistas, travestidos como se fossem democráticos.
| Podcast do Diogo – O Marcola do país da macarronada
Eu estou de volta do médico, e Diogo está de voltao ao podcast. Vamos lá.
* O Brasil negou o pedido de extradição de Cesare Battisti durante minhas férias. Férias na Itália. Acompanhei o episódio de longe, pela imprensa italiana. “La Repubblica” publicou o seguinte comentário:
“No país do samba, há uma espécie de cumplicidade ideal com todos os Battisti do mundo, com os terroristas, com os justiceiros. Lula deve ter pensado que a Itália é uma republiqueta como a sua. (Ele) acredita que o mundo inteiro é formado por paisecos no limite entre o populismo e a ditadura militar”. Ponto. Nos últimos anos, “La Repubblica” foi um dos jornais estrangeiros que mais tolamente se encantaram com o presidente brasileiro. Agora mudou. A abestalhada claque italiana de Lula passou a enxergá-lo como um retrato do caudilho bananeiro. Um documento que recebi na semana passada pode ajudar a explicar essa baba raivosa na boca dos italianos. Trata-se da ficha do Ros – o Grupo de Operações Especiais da polícia militar italiana – sobre os terroristas do PAC – os Proletários Armados pelo Comunismo -, do qual fazia parte Cesare Battisti. Primeiro trecho: “Os Proletários Armados pelo Comunismo formaram-se nos últimos meses de 1977, no âmbito da luta contra a nova realidade do regime carcerário de segurança máxima, que acabara de ser instituído”. E eu acrescento: os atentados terroristas do PCC, em maio 2006, ocorreram pelo mesmo motivo – a transferência de alguns membros do bando para o presídio de segurança máxima de Presidente Bernardes. O PAC é o PCC do país da Tarantella (sim, estou parodiando o editorialista do “La Repubblica”). Tarso Genro alegou que Cesare Battisti foi perseguido por suas ideias políticas. A única ideia que ele tinha era essa: aliviar o cárcere duro, exatamente como o Comando Vermelho em Bangu 3. Para ler e ouvir íntegra, clique aqui |
| Por Reinaldo Azevedo | 22:21 | comentários (36) |
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Domingo, 25 de Janeiro de 2009 11h33
No início da madrugada deste domingo, dia 25, doi homens encapuzados executaram o vice-presidente do PT de Pernambuco, Manuel Bezerra Neto, de 44 anos, com dois tiros, em Pitimbu.
Segundo as primeiras informações, Manuel Bezerra que uma das principais testemunhas da CPI do Grupo de Extermínio, estava em uma casa na praia de Acaú, no município de Pitimbu, quando os acusados chegaram ao local em uma moto ainda não identificada. Os bandidos disparam dois tiros à queima roupa contra a vítima; um dos tiros atingiu o peito e o outro a cabeça. Após a ação, os acusados fugiram. Nenhum objeto foi levado.
Manuel Bezerra, residia no município de Itambé, em Pernambuco, cidade em que supostamente atuava um um grupo de extermínio denunciado pela vítima na CPI presidida pelo deputado federal Luiz Couto (PT-PB).
O corpo do vice-presidente do PT está no Departamento de Medicina Legal e só deve ser liberado depois da perícia.
Fonte: Da Redação
Fugitives from justice in Brazil
The madness of asylum
Jan 22nd 2009 | SÃO PAULO
From The Economist print edition
Why this indulgence for a convicted killer?
AP Italians don’t see Battisti’s joke
WITH its extensive opportunities for committing fresh indiscretions and its giant statue of Christ extending limitless redemption, Rio de Janeiro is an attractive place in which to live as a fugitive from justice. Claude Rains elegantly hid out there in one of Alfred Hitchcock’s best films. Ronald Biggs, having robbed a mail train in 1963, swapped a British prison for Copacabana beach—and was more envied than vilified as a result. Now Cesare Battisti, an Italian thriller-writer who was once a member of a group called Armed Proletarians for Communism, has joined the list after Brazil granted him refugee status.
Before he came to Rio, Mr Battisti enjoyed a comfortable exile in France. Italy and France have long argued, in the way only neighbours can, about the number of once-violent Italian activists who have settled in Paris. Last year the French government refused to extradite Marina Petrella, a former Red Brigades terrorist (Carla Bruni, the president’s wife, went to Mrs Petrella’s hospital bed to give her the good news). Italy’s government had hoped Brazil would be more helpful. But its protests have been met with a snort from President Luiz Inácio Lula da Silva, of the sort reserved for occasions when he thinks a more developed country is telling Brazil what to do.
Mr Battisti was convicted in absentia of killing two policemen in Italy in the late 1970s. He was also found guilty of taking part in the murder of a butcher, and of helping to plan that of a jeweller (shot in front of his 14-year-old son). Mr Battisti denies these charges, but there is little doubt in Italy that his trial was fair.
Brazil’s reasons for protecting Mr Battisti are unconvincing. The justice minister, Tarso Genro, referred to his country’s tradition of harbouring political exiles, ranging from Alfredo Stroessner, a particularly nasty ex-dictator (of Paraguay), to Olivério Medina, an ex-guerrilla (in Colombia). Now that democracy is the norm in the Americas, that tradition is anachronistic. Mr Genro also seems to think that Mr Battisti was convicted of political crimes, rather than plain murder.
Two sentiments underlie Mr Genro’s reticence. One is Brazil’s reluctance to examine its own past. Whenever the question of an inquiry into the military government of 1964-85 arises, it is quickly squashed (unlike similar demands in Argentina or Chile). The second sentiment, that of solidarity, is to be found among some members of Lula’s party who were far-left militants in the 1970s. In Italy, which lost a former prime minister to the Red Brigades and had a government adviser murdered as recently as 2002 by its imitators, attitudes are much less indulgent.
Ordem do dia elaborada pelo Comandante do Comando Militar do Leste, General Luiz Cesário da Silveira Filho, juntamente com o General Ex Paulo Cesar de Castro, Chefe do Departamento de Ensino e Pesquisa, difundida aos quartéis e às escolas militares.
Meu caro soldado!
Nós, os comandantes do CML e do DEP, escrevemos para te contar a História. Escrevemos para cumprir nosso dever de fazer chegar a verdade ao nosso comandado. Escrevemos para lembrar ao mais moderno soldado e ao mais antigo general tristes fatos, vividos em 1935. Escrevemos não apenas para recordar, mas, sobretudo, para que tu possas refletir sobre o presente e o futuro, do teu País e do teu Exército.
Há setenta e três anos, a traição, o homicídio e a covardia foram o caminho escolhido por soldados que aparentavam ser como tu, mas que estavam apenas e na verdade fantasiados de soldados. Traidores do solene juramento de respeitar os superiores hierárquicos, de tratar com afeição os irmãos de armas e com bondade os subordinados. Homicidas, assassinaram camaradas dentro dos próprios quartéis, recintos sagrados que, até então, compartilhavam com aqueles a quem chamavam irmãos. Covardes, cometeram seus crimes na calada da noite e sob o manto da madrugada.
Um imponente edifício fechava a Praia Vermelha. Surgira em conjunto com outros prédios, especialmente construídos para as comemorações, em 1908, do centenário da abertura dos portos às nações amigas. Aquele imponente edifício substituíra a velha caserna da Escola Militar do Brasil e abrigava, em 35, o 3° Regimento de Infantaria. Dele, hoje, permaneceram os restos mortais, velhas fotos e fortes lembranças. Os restos mortais dos que nele e em outros quartéis foram assassinados repousam, quase todos, no mausoléu construído na mesma praça, no Rio de Janeiro, e, apenas um, em Belo Horizonte. As fortes lembranças estão vivas na memória de seus descendentes e de seus irmãos de armas, no respeito por seu sacrifício, no exemplo que legaram e na certeza de que não morreram em vão. Os militares brasileiros mortos em 35 somaram-se aos milhões de vitimas da ideologia marxista totalitária e implacável, ela sim a verdadeira ditadura.
E tu sabes, soldado, o que motivou militares do Exército a se transformarem em carrascos de companheiros de farda?
Pois, soldado, foi a cegueira produzida por aquela ideologia marxista-leninista, também chamada de comunismo, cujo veneno penetrou no sangue, nas veias e nas artérias de tantos, inclusive daqueles a quem também cabia velar pela Pátria. Seguidores da doutrina da sanguinária e já sepultada União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, filiados ou simpatizantes de um também já sepultado partido comunista, preferiram substituir o sagrado verde e amarelo pelo vermelho internacionalista que propugnava pela luta de classes. Jogavam-se operários contra patrões, subordinados contra chefes, pobres contra ricos, filhos contra pais, negros contra brancos, nativos contra descobridores, irmãos contra irmãos, em nome da chamada sociedade sem classes, na qual todos seriam iguais. Pobres de espírito aqueles que acreditaram no canto da sereia!
Meu estimado soldado! O Exército foi levado ao combate naquele trágico novembro de 1935. Lutou-se, principalmente, na Praia Vermelha e na Escola de Aviação do Exército, no Rio de Janeiro, então Capital Federal. O belo e imponente quartel, trincheira do inimigo interno, precisou ser bombardeado pelas forças legais. Suas ruínas foram demolidas e o 3° de Infantaria, extinto. Lutou-se, também, no Nordeste, especialmente em Natal. O Governo agiu e impôs a lei e a ordem. O inimigo vermelho rendeu-se. É deprimente ver suas fotos, mal uniformizados, túnicas abertas, rindo debochadamente após a capitulação.
Tu sabes que lhes foi dada anistia na década de quarenta? E tu sabes que um deles foi eleito deputado pelo mesmo dito partido comunista? E tu sabes, imagina só, que, em plena Câmara, o deputado, um ex-capitão, declarou que, se houvesse uma guerra entre o Brasil e a União Soviética, ele lutaria ao lado dos vermelhos? Pois é, mesmo assim, ainda há hoje quem procure distorcer essa e outras passagens da Historia.
Meu soldado, passados setenta e três anos, não penses que permaneceram apenas nas páginas e lágrimas da História todos os que têm o pensamento moldado por aquela torpe ideologia. Alguns sobreviventes, remanescentes e cegos pelo mesmo pensamento, aproveitando-se das liberdades democráticas, pensam descaracterizar a democracia e ousam reescrever a História sob a ótica da luta de classes. Continuam a envenenar almas e mentes e a atiçar o ódio e a vingança contra os que os derrotaram.. Hoje, seu ódio, acovardado, envenena a sociedade mascarando o viés ideológico. Procuram convencer a todos disfarçando a vingança sob o manto de pretensos direitos humanos. Tentam fabricar falsos heróis com as mãos sujas de sangue de brasileiros que lutaram e garantiram a liberdade para o País. Cuidado com eles! 10:05 (3½ horas atrás) Mário
CONTINUAÇÃO…
Contudo, tu integras, voluntariamente, uma das instituições de maior credibilidade junto ao povo brasileiro. Tu prestaste, por opção, juramento solene perante a Bandeira do Brasil que poucos, como tu, homenagearam no último dia dezenove. Pois, sabendo do que se passou naquele triste novembro de 1935, honra os que morreram por todos nós e continue a marchar de passo certo no caminho do dever. Obedeça às ordens de teus comandantes do Exército de sempre, da ativa e da reserva. Este é o Exército único, que, por vezes, querem separar, o Exército do Pacificador, o Duque que levou a paz ao Maranhão, a São Paulo, a Minas Gerais e ao Rio Grande do Sul, fazendo com que brasileiros se reconciliassem em nome da Pátria. Ensinou a perdoar e a olhar para o futuro. Honrou a anistia concedida.
Tu fazes parte daquela gente que preza atributos, valores abstratos de honra e de nacionalidade, que alguns setores tratam com determinado desprezo, como bem disse alta autoridade em recente ato na Capital Federal.
E, coesos, todos, tu e nós prestemos continência aos heróis e mártires de 35. E, atentos ao presente, mantenhamos a fé no País, nas Forças Armadas, no Exército, nos homens honestos e de bem, no povo verdadeiramente brasileiro. Continuemos a nos dedicar inteiramente ao serviço da Pátria. É para com ela, e só para com ela, nosso solene compromisso. E que nos sirva de alerta a conhecida frase “o preço da liberdade é a eterna vigilância!”
ATO INSTITUCIONAL Nº 5, DE 13 DE DEZEMBRO DE 1968
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, ouvido o Conselho de Segurança Nacional, e
CONSIDERANDO que a Revolução Brasileira de 31 de março de 1964 teve, conforme decorre dos Atos com os quais se institucionalizou, fundamentos e propósitos que visavam a dar ao País um regime que, atendendo às exigências de um sistema jurídico e político, assegurasse autêntica ordem democrática, baseada na liberdade, no respeito à dignidade da pessoa humana, no combate à subversão e às ideologias contrárias às tradições de nosso povo, na luta contra a corrupção, buscando, deste modo, “os. meios indispensáveis à obra de reconstrução econômica, financeira, política e moral do Brasil, de maneira a poder enfrentar, de modo direito e imediato, os graves e urgentes problemas de que depende a restauração da ordem interna e do prestígio internacional da nossa pátria” (Preâmbulo do Ato Institucional nº 1, de 9 de abril de 1964);
CONSIDERANDO que o Governo da República, responsável pela execução daqueles objetivos e pela ordem e segurança internas, não só não pode permitir que pessoas ou grupos anti-revolucionários contra ela trabalhem, tramem ou ajam, sob pena de estar faltando a compromissos que assumiu com o povo brasileiro, bem como porque o Poder Revolucionário, ao editar o Ato Institucional nº 2, afirmou, categoricamente, que “não se disse que a Revolução foi, mas que é e continuará” e, portanto, o processo revolucionário em desenvolvimento não pode ser detido;
CONSIDERANDO que esse mesmo Poder Revolucionário, exercido pelo Presidente da República, ao convocar o Congresso Nacional para discutir, votar e promulgar a nova Constituição, estabeleceu que esta, além de representar “a institucionalização dos ideais e princípios da Revolução”, deveria “assegurar a continuidade da obra revolucionária” (Ato Institucional nº 4, de 7 de dezembro de 1966);
CONSIDERANDO, no entanto, que atos nitidamente subversivos, oriundos dos mais distintos setores políticos e culturais, comprovam que os instrumentos jurídicos, que a Revolução vitoriosa outorgou à Nação para sua defesa, desenvolvimento e bem-estar de seu povo, estão servindo de meios para combatê-la e destruí-la;
CONSIDERANDO que, assim, se torna imperiosa a adoção de medidas que impeçam sejam frustrados os ideais superiores da Revolução, preservando a ordem, a segurança, a tranqüilidade, o desenvolvimento econômico e cultural e a harmonia política e social do País comprometidos por processos subversivos e de guerra revolucionária;
CONSIDERANDO que todos esses fatos perturbadores da ordem são contrários aos ideais e à consolidação do Movimento de março de 1964, obrigando os que por ele se responsabilizaram e juraram defendê-lo, a adotarem as providências necessárias, que evitem sua destruição,
Resolve editar o seguinte
ATO INSTITUCIONAL
Art. 1º – São mantidas a Constituição de 24 de janeiro de 1967 e as Constituições estaduais, com as modificações constantes deste Ato Institucional.
Art. 2º – O Presidente da República poderá decretar o recesso do Congresso Nacional, das Assembléias Legislativas e das Câmaras de Vereadores, por Ato Complementar, em estado de sitio ou fora dele, só voltando os mesmos a funcionar quando convocados pelo Presidente da República.
§ 1º – Decretado o recesso parlamentar, o Poder Executivo correspondente fica autorizado a legislar em todas as matérias e exercer as atribuições previstas nas Constituições ou na Lei Orgânica dos Municípios.
§ 2º – Durante o período de recesso, os Senadores, os Deputados federais, estaduais e os Vereadores só perceberão a parte fixa de seus subsídios.
§ 3º – Em caso de recesso da Câmara Municipal, a fiscalização financeira e orçamentária dos Municípios que não possuam Tribunal de Contas, será exercida pelo do respectivo Estado, estendendo sua ação às funções de auditoria, julgamento das contas dos administradores e demais responsáveis por bens e valores públicos.
Art. 3º – O Presidente da República, no interesse nacional, poderá decretar a intervenção nos Estados e Municípios, sem as limitações previstas na Constituição.
Parágrafo único – Os interventores nos Estados e Municípios serão nomeados pelo Presidente da República e exercerão todas as funções e atribuições que caibam, respectivamente, aos Governadores ou Prefeitos, e gozarão das prerrogativas, vencimentos e vantagens fixados em lei.
Art. 4º – No interesse de preservar a Revolução, o Presidente da República, ouvido o Conselho de Segurança Nacional, e sem as limitações previstas na Constituição, poderá suspender os direitos políticos de quaisquer cidadãos pelo prazo de 10 anos e cassar mandatos eletivos federais, estaduais e municipais.
Parágrafo único – Aos membros dos Legislativos federal, estaduais e municipais, que tiverem seus mandatos cassados, não serão dados substitutos, determinando-se o quorum parlamentar em função dos lugares efetivamente preenchidos.
Art. 5º – A suspensão dos direitos políticos, com base neste Ato, importa, simultaneamente, em:
I – cessação de privilégio de foro por prerrogativa de função;
II – suspensão do direito de votar e de ser votado nas eleições sindicais;
III – proibição de atividades ou manifestação sobre assunto de natureza política;
IV – aplicação, quando necessária, das seguintes medidas de segurança:
a) liberdade vigiada;
b) proibição de freqüentar determinados lugares;
c) domicílio determinado,
§ 1º – O ato que decretar a suspensão dos direitos políticos poderá fixar restrições ou proibições relativamente ao exercício de quaisquer outros direitos públicos ou privados.
§ 2º – As medidas de segurança de que trata o item IV deste artigo serão aplicadas pelo Ministro de Estado da Justiça, defesa a apreciação de seu ato pelo Poder Judiciário.
Art. 6º – Ficam suspensas as garantias constitucionais ou legais de: vitaliciedade, mamovibilidade e estabilidade, bem como a de exercício em funções por prazo certo.
§ 1º – O Presidente da República poderá mediante decreto, demitir, remover, aposentar ou pôr em disponibilidade quaisquer titulares das garantias referidas neste artigo, assim como empregado de autarquias, empresas públicas ou sociedades de economia mista, e demitir, transferir para a reserva ou reformar militares ou membros das polícias militares, assegurados, quando for o caso, os vencimentos e vantagens proporcionais ao tempo de serviço.
§ 2º – O disposto neste artigo e seu § 1º aplica-se, também, nos Estados, Municípios, Distrito Federal e Territórios.
Art. 7º – O Presidente da República, em qualquer dos casos previstos na Constituição, poderá decretar o estado de sítio e prorrogá-lo, fixando o respectivo prazo.
Art. 8º – O Presidente da República poderá, após investigação, decretar o confisco de bens de todos quantos tenham enriquecido, ilicitamente, no exercício de cargo ou função pública, inclusive de autarquias, empresas públicas e sociedades de economia mista, sem prejuízo das sanções penais cabíveis.
Parágrafo único – Provada a legitimidade da aquisição dos bens, far-se-á sua restituição.
Art. 9º – O Presidente da República poderá baixar Atos Complementares para a execução deste Ato Institucional, bem como adotar, se necessário à defesa da Revolução, as medidas previstas nas alíneas d e e do § 2º do art. 152 da Constituição.
Art. 10 – Fica suspensa a garantia de habeas corpus, nos casos de crimes políticos, contra a segurança nacional, a ordem econômica e social e a economia popular.
Art. 11 – Excluem-se de qualquer apreciação judicial todos os atos praticados de acordo com este Ato institucional e seus Atos Complementares, bem como os respectivos efeitos.
Art. 12 – O presente Ato Institucional entra em vigor nesta data, revogadas as disposições em contrário.
Brasília, 13 de dezembro de 1968; 147º da Independência e 80º da República.
A. COSTA E SILVA
Luís Antônio da Gama e Silva
Augusto Hamann Rademaker Grünewald
Aurélio de Lyra Tavares
José de Magalhães Pinto
Antônio Delfim Netto
Mário David Andreazza
Ivo Arzua Pereira
Tarso Dutra
Jarbas G. Passarinho
Márcio de Souza e Mello
Leonel Miranda
José Costa Cavalcanti
Edmundo de Macedo Soares
Hélio Beltrão
Afonso A. Lima
Carlos F. de Simas
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Revolução de 31 de março de 1964, cruzada brasileira anticomunista brasileira
Almirante Carlos Penna Botto

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As seis perguntas do terror
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Pyotr Tkatchev, que morreu num asilo de loucos, foi um dos mais obscuros e talvez o mais conseqüente dos terroristas. Por volta de 1870, propôs que fossem assassinados todos os russos e russas com mais de 25 anos de idade, “porque os adultos são incapazes de compreender os ideais da revolução”.
Pyotr concordava com seus companheiros anarquistas quanto à necessidade de assassinar o czar, mesmo que o czar tivesse menos de 25 anos. Porém, ia mais longe. Achava que cada czar assassinado seria sucedido no trono por um outro ainda mais brutal e autocrata. Também o novo czar teria de ser assassinado e assim por diante: gerações de terroristas deviam estar sempre prontas para ir matando todos os czares, isso durante todos os séculos, até a eternidade.
Para Pyotr, o terror não era um meio de obter um fim político. Era um fim em si.
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No Brasil, na semana passada, terroristas de diversos tipos estiveram nas manchetes de todos os jornais.
São os terroristas brasileiros discípulos de Pyotr?
Pela amostragem da última semana, o terror brasileiro tem diversas caras, mas nenhuma delas é parecida com a do exaltado anarquista permanente. Quase a totalidade dos nossos terroristas – menos os poucos que não são de esquerda – quer, de diversas formas diferentes, um único fim: a destruição do “sistema capitalista” e a instauração do socialismo no País.
A população, que já conhece a violência do terrorismo através de ações cada vez mais freqüentes nos últimos anos, começa agora a conhecer suas verdadeiras intenções.
Mas ainda restam perguntas fundamentais sobre o terror:
- como estão os terroristas atualmente, depois que alguns grupos foram desbaratados?
- Que tipo de gente são os terroristas?
- Quantos atuam?
- O que já conseguiram, o que querem conseguir?
- Como estão sendo combatidos?
Como vai o terror?
Na segunda-feira, no Rio, quatro jovens assaltaram a Kombi de um banco. Levaram cheques sem fundos, um rádio de pilha e uma marmita de macarrão com frango; buscavam dinheiro para a subversão, segundo policiais.
No mesmo dia foi preso um técnico eletrônico, membro do MR-8 (Movimento Revolucionário 8 data da morte de Guevara, em outubro de 1967), que tinha uma estação transmissora em sua loja em Ipanema. Seu companheiro Ivens Marchetti, arquiteto, preso na ilha das Flores, confessou que os assaltos eram “feitos para sustentar a preparação de guerrilhas no centrooeste do Paraná”.
Terça-feira foram jogadas no palácio do Cardeal Dom Agnello Rossi, em São Paulo, uma bomba e uma carta com a assinatura de Carlos Marighella, antigo dirigente do Partido Comunista (segundo a polícia a assinatura não foi forjada).
E a semana continuou:
- um assalto em Guaratinguetá, SP,
- um no Rio e um em São Paulo;
- três jovens presos no Rio, com planos de assaltos;
- mais três presos em São Paulo;
- um coronel baleado por estudantes que distribuíam panfletos no Rio.
No assalto ao Banco Nacional de São Paulo, no Rio, dois dos assaltantes foram presos. Eram do MR-26 (Movimento Revolucionário 26 de Julho, data do início da Revolução Cubana). Um dos presos, José Duarte dos Santos, ex-marinheiro expulso em 1964, disse na polícia:
“Eu não sou marginal. Vocês recuperam um marginal. Para mim, só o fuzilamento”.
O General Syzeno Sarmento, comandante do I Exército, comentou esse assalto:
“Não podemos arriscar a vida de nossos soldados. (…) Minha ordem foi clara: quando os soldados sentirem que alguém os vai atacar, podem atirar para matar, para valer”.
.E os terroristas?
“Os estudantes constituem peça importante na engrenagem da guerra revolucionária, já deflagrada pelas esquerdas”.
A importância dos estudantes no terror está demonstrada pelas próprias informações dirigidas pelas autoridades. Dos terroristas, a polícia só conhece uma parte:
- os que já foram presos e os que estão sendo procurados.
De janeiro de 1968 até a semana passada, as polícias dos vários Estados anunciaram ter identificado mais de 370 pessoas envolvidas em atos de terrorismo e assaltos com objetivos políticos.
Dos detidos nesse período (perto de duzentos) foi divulgada a qualificação de 128, dos quais 112 esquerdistas e doze direitistas.
Entre os de esquerda, quase todos de vinte a 25 anos de idade (apenas cinco com mais de trinta), 43 eram estudantes (38,5%).
Por que os estudantes são a maioria?
Para o General Meira Matos, a guerrilha rural fracassou na América Latina – “a morte de Guevara foi seu último suspiro” – e por isso as esquerdas decidiram transferir seu movimento das montanhas para as grandes cidades, onde a massa estudantil, motivada por uma série de contradições, talvez seja a vanguarda da luta.
Explica: “Realmente houve uma mudança de atitude coletiva.
Acabou a fase festiva que só levava a mais repressão. Houve uma reflexão por parte dos estudantes. Uma parte radicalizou e partiu para o terrorismo.
Outra parte parou”.
Dos esquerdistas detidos e qualificados como não estudantes, 23 eram militares ou ex-militares (20%), os quais oito oficiais; dezenove eram profissionais liberais (17%); nove operários (8%).
Entre os restantes, que incluem cinco estrangeiros, há comerciários, bancários, funcionários públicos e um dono de hotel. Apenas oito dos esquerdistas (7%) são casados.
Se os detidos são uma boa amostra da composição do total, incluindo os procurados e os ainda não descobertos, as porcentagens indicariam a composição social dos grupos esquerdistas:
-maioria de estudantes,
- ex-militares e profissionais liberais;
-alguma penetração do terrorismo esquerdista junto aos operários.
Dos dezesseis direitistas, a maioria, oito, eram militares (nenhum oficial); havia um faxineiro, um pintor de automóveis, um escritor e marginais.
Além dos detidos e dos 166 identificados e procurados, quantos são os terroristas?
Ninguém sabe, mas investigadores do DOPS de São Paulo julgam que não conseguiram muita coisa contra o terrorismo: prenderam 36 terroristas, porém não puderam dissolver nenhuma das organizações a que pertenciam os detidos.
Técnicos do Departamento de Polícia Federal dizem que foram surpreendidos pela ação terrorista. Só há um ano as polícias estaduais e a federal passaram a ter especialistas para combater o terror.
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Com todas as baixas sofridas, porém, os terroristas continuam tão ativos quanto antes, o que pode dar mais uma indicação para os que quiserem especular sobre seu número.
Diz um técnico da Polícia Federal:
“Alguns têm sustentado a idéia de que os terroristas são, em última análise, psicopatas.
Tal teoria nos parece absolutamente falha: eles são, no fundo, técnicos, recrutados e treinados especialmente.
Evidentemente, não podem ser considerados psicopatas”.
Eis um balanço do terrorismo no País:
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SÃO PAULO - Entre 1968/69 foram roubados 2.426.000 cruzeiros novos de 42 agências bancárias, seis carros pagadores, um trem pagador, uma agência de turismo, duas casas comerciais.
A maioria desses roubos (e dos que foram feitos em todo o País a partir de 1967) foi, seguramente, de autoria de grupos de esquerda.
Até o segundo semestre de 1967, os assaltos a bancos eram raros e feitos por marginais. Em São Paulo, até aquela época, a média ficava entre um e dois por ano, a maior do País.
Na segunda metade de 1967 começa a escalada dos assaltos, que coincide com o início da ação dos terroristas de esquerda contra quartéis e estabelecimentos públicos – principalmente ligados à polícia e Segurança Nacional.
Metade deles foi dirigida contra quartéis e entidades como o jornal “O Estado de S. Paulo”, o Serviço de Informações dos EUA, a sede da Tradição, Família e Propriedade; todos esses são atribuídos à esquerda, embora a polícia ainda não tenha esclarecido a grande maioria das investigações.
As autoridades ainda não têm conclusões definitivas quanto a incêndios das TVs de São Paulo, de fábricas, explosões de bombas em ônibus, trilhos ferroviários e sedes de sindicatos. (No seu último manifesto, Marighella nega a autoria dos incêndios das TVs.)
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Em São Paulo o terror de esquerda se tem empenhado bastante no roubo de armas.
Nos dois últimos anos, pelo menos mais de duzentas armas foram levadas de casas comerciais, soldados, quartéis e de um hospital militar.
Nas listas divulgadas pela polícia aparecem 150 fuzis e 23 metralhadoras, além de uma quantidade ainda não calculada de dinamite e munições.
Houve ainda três ocupações de emissoras de rádio levadas a efeito por terroristas que fizeram divulgação de manifestos subversivos.
A DOPS carioca não conhece a autoria de nenhum desses atentados e está investigando seis incêndios ocorridos nos últimos dois anos, que alguns poucos policiais atribuem a grupos subversivos. Nada foi provado ainda.
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Foram apreendidos com esquerdistas presos 350 quilos de dinamite, 46 revólveres e metralhadoras e 200 quilos de munição.
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Em Porto Alegre (apenas 299.000 cruzeiros novos roubados em assaltos desde 1965, nenhum deles atribuído a grupos políticos) não há, no momento, nenhum terrorista ou subversivo de outro tipo preso, dizem as autoridades policiais.
A maior preocupação da polícia é a notícia de que o ex-líder sindical Edmur Camargo estaria implicado nos assaltos à Caixa Econômica Federal e ao Sulbanco, em junho passado.
Embora Edmur seja negro bem escuro de lábios grossos e as testemunhas tenham dito que o assaltante é mulato de lábios finos, o retrato falado foi tão mal feito que acabou coincidindo com as feições do ex-líder sindical. Mas o Secretário da Segurança, Coronel Jaime Mariath, julga que Edmur nada tem mesmo a ver com os assaltos.
Em Belo Horizonte, desde que a Organização Político-Militar foi desbaratada, no começo deste ano, não houve mais subversão.
Talvez então a palavra “terrorista” não fosse adequada para designar um subversivo que assalta bancos com o único objetivo de obter dinheiro para sustentar guerrilheiros ou uma rede clandestina de militantes.
No entanto, a sucessão de assaltos, acompanhada de algumas mortes, está criando um sentimento de medo em setores da população que trabalham em áreas visadas pelos subversivos assaltantes.
Um policial paulistano afirma: “Lutar com esses terroristas é o mesmo que tomar veneno. Esses caras não têm sentimento como a gente, não podem ver farda. A vida um negócio muito mais importante que o negócio dos bancos. Tem muita gente que faz tudo para não dar serviço em banco”.
Na agência da Rua Iguatemi, do Banco do Estado de São Paulo, todos os funcionários foram transferidos para outros bairros, depois que o estabelecimento foi assaltado duas vezes.
Explica o gerente:
“Eles sofreram um trauma muito forte e não poderiam continuar a trabalhar no mesmo lugar”.
A insegurança sentida pelos bancários e guardas de bancos não contamina o resto da população, preocupada com os incêndios e mortes.
Não há nada de semelhante ao que ocorre em Israel, por exemplo, onde os terroristas do El Fatah soltam bombas em supermercados, feiras, residências, pontos de ônibus, exatamente com a intenção de criar o pânico na população civil.
No Brasil o terrorismo provocou a reação policial. Em São Paulo, nas proximidades de bancos, as tradicionais duplas de soldados da Força Pública foram substituídas por grupos de quatro, em muitos lugares. A polícia agora faz batidas mais rigorosas e mais sistemáticas.
Também em São Paulo foi anunciado o lançamento da Operação Bandeirante: de surpresa, trechos da cidade, principalmente à noite, serão bloqueados para a polícia revistar todos os automóveis e seus passageiros, à procura das armas e do material do terror.
Do ponto de vista econômico, a nação ainda não sofreu o golpe do terror. O dinheiro roubado dos bancos, quando não é enviado para fora do País, continua circulando, movimentando a economia, através de compras.
Mas, assim como os assaltantes criaram o terror, o clima de insegurança poderá levar a uma insegurança real em alguns setores da economia.
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Pelo menos é o que dizem os subversivos presos em seus depoimentos e suas organizações, em manifestos clandestinos.
Os principais grupos de assaltantes e terroristas são :
- a Vanguarda Popular Revolucionária,
- o grupo de Carlos Marighella, o MR-8 e o MR-26 – esses dois, ao que parece, ligados entre si e a outros MRs, com números que lembram datas importantes no calendário da subversão.
Todos eles têm a guerrilha rural em seu programa – e o grupo de Marighella a anuncia ainda para este ano.
Existem ainda vários outros grupos:
- a Ala Vermelha do Partido Comunista do Brasil,
- o GENR (Grupo Especial Naecional Revolucionário),
- o Colina (Comando de Libertação Nacional),
- a Rede (Revolucionários Democráticos),
- o MIR, que o DOPS paulista conhece de nome – mas não sabe o significado da sigla, o que é, nem o que faz.
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Seria uma espécie de livre-atirador, agindo de acordo com um programa que defendeu na Conferência Tricontinental de Havana, em 1967. Este programa é divulgado através de panfletos clandestinos, em nome da Ação Libertadora Nacional.
Entre outras coisas, num desses panfletos, datado do mês passado, Marighella afirma:
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“Todos os grupos revolucionários armados que estão lutando devem prosseguir com a guerrilha urbana, como temos feito sistematicamente até aqui, assaltando bancos, atacando quartéis, expropriando, intensificando o terrorismo de esquerda, justiçando, seqüestrando, praticando em larga escala a sabotagem, para tornar desastrosas as circunstâncias em que o governo tem de agir”
E continua:
“Este será o ano da guerrilha rural”.
E recomenda: “Expropriar os latifundiários, queimar suas plantações, matar seu gado para matar a fome dos famintos, invadir as terras, justiçar os grileiros e os norte-americanos envolvidos com eles em compras de terras…”
A dificuldade que a polícia tem em relação ao grupo de Marighella, até agora praticamente não atingido pela repressão, é que ele estimula a formação de “grupos armados diferentes, de pequenos efetivos compartimentados uns dos outros e mesmo sem elos de ligação”, segundo diz no seu panfleto.
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Eles andaram, à moda de Guevara, pelos matos das margens do rio Cascavel, Paraná.
Terça-feira, 17 – Estamos levando o abastecimento escondido no mato e fomos ao encontro de oberto e Santos. Relatei meu contato com Rui e discutimos a marcha da coluna. Apresentei uma série de críticas ao Santos e creio que fui muito violento. Ele continua mal, politicamente, mas melhorou muito, na prática. É preciso discutir abertamente muitas questões. Fomos dormir, com duas horas de vigia para cada um. Apresentei um plano de evacuação parcial da área. Tudo OK.
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Quarta-feira, 18 - Saímos às 7 horas. Pelo caminho, Roberto deu instruções e Santos fez observações sobre as plantas. Ficamos conhecendo a urarana, que tem talo igual ao do palmito. Chegamos ao local de acampamento por volta de 13h30. Devido à chuva, ‘pifou’ nossa ida ao depósito.
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Domingo, 22 – Na noite anterior choveu sem cessar. Todos nós levamos as armas quando saímos para buscar água, defecar, etc. Isso se tornou lei entre nós.
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Segunda-feira, 23 – Santos fala muito em voltar à cidade. Fizemos uma limpeza geral das armas. Roberto contou passagens da vida dele. Impressionante como adquiriu consciência revolucionária. O rádio deixou de funcionar. Estamos sem notícias.
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Quarta-feira, 25 - Eu e Roberto faremos a picada para o norte, enquanto Miguel e Santos caminharão para leste. Voltaremos a nos encontrar no sábado.
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Quinta-feira, 26 - Faz hoje, se não me engano, cinco dias que estamos desligados do mundo. Discuti com Roberto a nossa concepção da Organização Político-Militar.
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Domingo, 29 - Toda a alimentação sofre com a umidade. À noite, bati um papo com o Santos. Fui às raízes dos problemas que ele está sentindo. O homem vacila em todos os níveis.
Segundo um técnico do Departamento de Policia Federal, a ação terrorista, pura e simples, é, condenada por eles baseados nas seguintes razões:
1) pelo seu primitivismo, o terrorismo representa, no fundo, a incapacidade para o proselitismo, a arregimentação e o diálogo;
2) por traduzir, em geral, noção de golpe, de ação individual ou de um pequeno grupo, propenso à criação de heróis, em detrimento da ação coordenada das massas;
3) pelo seu aspecto absolutamente negativo, levando à repulsa da maioria da população e à reação violenta das autoridades, preocupadas com a manutenção do regime e da ordem.
Che Guevara, Lênin e Stálin pensavam realmente dessa forma?
Segundo Che, a sabotagem é válida, mas não o terrorismo:
“O terrorismo e o atentado individual são métodos absolutamente diferentes da sabotagem. Estamos sinceramente convencidos de que o terrorismo é uma arma negativa que nunca produz os efeitos desejados: é ele que pode afastar o povo de um movimento revolucionário e ao mesmo tempo provocar perdas humanas desproporcionais aos resultados obtidos.
Pode-se recorrer, no entanto, a atentados individuais, mas unicamente em casos bem particulares, para suprimir um dos chefes da repressão, por exemplo. Mas não se deve, de modo algum, utilizar material humano especializado para eliminar um pequeno assassino, cuja morte pode provocar a eliminação de todos os elementos revolucionários que participam do atentado, sem contar as vítimas de represálias”. (Che Guevara, “A Guerra de Guerrilhas”, 1960.)
Em 1905 acreditava que essa fase insurrecional já existia em São Petersburgo e acusava o Partido Bolchevique de certa passividade: “Fala-se em bombas há mais de seis meses, sem se haver fabricado uma única. Organizai imediatamente grupos de combate, por toda a parte onde for possível. Armai-vos vós mesmos, sem delongas, com o que houver à disposição: revólveres, facas, trapos embebidos de petróleo, etc.
Esses grupos de combate devem agir imediatamente:
- uns, eliminando um policial agente secreto ou fazendo explodir um comissariado de polícia;
- outros, organizando um ataque contra um banco, a fim de confiscar dinheiro para a revolta”.
Nas ruas de Tiflis e Baku, no Cáucaso, um terrorista misterioso, conhecido pelo nome de Koba Ivanovitch, seguia à risca essas instruções e de tempos em tempos apareciam cadáveres de policiais mortos a tiros.
Esse terrorista ficaria famoso, quase vinte anos depois, sob outra alcunha: Stálin.
Foi ele o autor do maior assalto a banco realizado pelos bolcheviques quando ainda se preparavam para tomar o poder: 341.000 rublos.
Mas esse dinheiro nunca pôde ser usado: as notas eram todas de 500 rublos com números acima de 62.900 na série A. As únicas com essa numeração.
VOCÊ ESTÁ CANSADO(A) DE VER SEU DINHEIRO IR PARA PATROCÍNIO DE MENTIRA KÚMMUNISTA EM FORMA DE FILME-LEKAS QUE LOUVAM KANALHAS, TERRORISTAS, TRAIDORES, ENTREGUISTAS, ESTUPRADORES, ASSASSINOS, ACIMA DO NOME DO PRÓPRIO “SENHOR JESUS CRISTO”.
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ENTÃO NÃO ABASTEÇA NOS POSTOS PT-ROBRAS.
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QUANTO MENOS DINHEIRO INDO PARA MANTER A FARRA DAQUELA GIGANTE MÁQUINA GOVERNAMENTAL, MAIS O KÚMMUNISMO ESTARÁ FORTE.
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E FORA CPMF.
CHEGA DE DINHEIRO NOSSO VIRAR FUZIL AK-47 EM TRINCHEIRA DO “M”ovimento “S”andinista “T”errorista.