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A morte de Márcio Moreira Alves – o homem que xingou o exército e provocou o AI-5O homem culto felicita todos os amigos de 1964 pela morte do marcito – um comuna a menos

http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/aos-72-anos-morre-jornalista-ex-deputado-moreira-alves-432933.shtml

CÂMARA DOS DEPUTADOS SONEGA INFORMAÇÕES: 1968

O Jornal da Câmara, de 2/9/2008 (http://www2.camara.gov.br/jornal – Geral: Câmara dos Deputados, 2 de setembro de 1968), lembra que neste dia, em 1968, o deputado pelo MDB, Márcio Moreira Alves, proferiu um discurso em que atacava a ditadura militar por ter invadido a Universidade de Brasília no dia 29 de agosto. No dia seguinte, 3/9, Moreira Alves voltou à carga e pediu aos pais que boicotassem as festividades do Sete e Setembro, não deixando seus filhos assistirem aos desfiles, e finalizou afimando que o Exército era um “valhacouto de bandidos”. Não se sabe porquê, a gravação original deste “pinga-fogo” de Moreira Alves sumiu misteriosamente da Câmara, segundo afirmou o ex-senador Jarbas Passarinho.

O Jornal da Câmara apresentou a opinião de outros palestrantes, além de Passarinho, que participaram do seminário “Brasil: 1968-2008″, ocorrido no Interlegis/Senado Federal, no dia 26 de agosto, como os historiadores Carlos Fico, da UFRJ, e Estevão de Rezende Martins, da UnB. (Participaram do seminário, ainda, os cientistas políticos Paulo Kramer e David Fleischer, da UnB, e o jornalista José Nêumanne Pinto, do Estadão; o cineasta Wladimir de Carvalho não pôde comparecer ao evento, por estar sofrendo de forte dor de coluna.) Invertendo fatos históricos, Carlos Fico afirmou em sua palestra (a qual eu assisti) que a ditadura militar foi quem promoveu a violência em 1968, não os terroristas, ao invadir a UnB e censurar a peça “Roda Viva” de Chico Buarque, e que a fala de Moreira Alves foi apenas uma deixa para fechar ainda mais o regime. Como se pode deduzir, Carlos Fico, à moda de Habsbawm, analisa a História apenas sob a ótica marxista, pinçando fatos a seu favor.

O ano de 1968 contém uma agenda muito mais ampla e macabra do que a apresentada pelo Jornal da Câmara, que lista apenas 7 datas (a conta do mentiroso…), muito bem escolhidas, ideologicamente falando. Foi um ano em que começaram a proliferar muitos grupos terroristas, especialmente no Rio e em São Paulo, sob as ordens de Cuba, de acordo com o que foi deliberado pela OLAS, em 1966, fundada sob inspiração de Salvador Allende, para “criar vários Vietnãs na América Latina”, segundo afirmou Fidel Castro na ocasião. Com a morte de Che Guevara na Bolívia, em 1967, muitos estudantes latino-americanos queriam ser iguais ao guapo jovem de boina vermelha, que havia se tornado um mito entre a estudantada.

Carlos Fico afirmou, ainda, que não havia necessidade de implantar uma ditadura para combater os grupos terroristas. Que isso poderia ter sido feito dentro do regime democrático. Jarbas Passarinho rebateu o historiador relativista no seminário aludido, afirmando que o habeas corpus, p. ex., mandava soltar terroristas sanguinários, como Carlos Marighela, e que havia, sim, necessidade de endurecimento do governo, com leis especiais, afirmando que a Colômbia “nunca editou seu AI-5” e o resultado aí está: as FARC já aterrorizam toda a nação há 44 anos.

Vejamos quais foram os principais acontecimentos de 1968, que justificaram a criação do AI-5:

No dia 1º de maio, em um comício na Praça da Sé, em São Paulo, o Governador Abreu Sodré e sua comitiva foram expulsos da tribuna, a qual foi utilizada por agitadores para ataques violentos ao Governo militar.

No dia 26 de junho, o soldado do Exército, Mário Kosel Filho, foi explodido pela VPR de Carlos Lamarca em uma guarita do QG do então II Exército, onde tirava serviço de sentinela. Nesse mesmo dia (mera coincidência?), realizava- se no Rio a “passeata dos 100 mil”, reunindo estudantes, padres, artistas, “intelectuais” e outros.

No dia 22 de julho, a VPR rouba 9 FAL do Hospital Militar do Cambuci, em São Paulo.

No dia 10 de agosto, a ALN de Carlos Marighela assalta o trem-pagador Santos-Jundiaí, ação que rendeu ao grupo NCr$ 108.000.000,00 e consolidou sua entrada na luta armada. O ministro da Justiça do governo Fernando Henrique Cardoso, Aloysio Nunes Ferreira, foi um dos que participaram daquele assalto, fugindo em seguida com a mulher para Paris, com documentos falsos. Em Paris, o “Ronald Biggs” caboclo viria a participar da Frente Brasileira de Informações (FBI), criada em 1968 em Argel, Argélia, sob inspiração de Miguel Arraes, ligada a organizações de esquerda, de oposição ao governo militar do Brasil, órgão que tinha por objetivo promover a desinformatsya, tanto no Brasil, quanto no exterior. “Marcito pinga-fogo” também foi um ativo militante da FBI, junto com Fernando Gabeira e Francisco Whitaker Ferreira, Frente essa que teve o apoio ostensivo do guru marxista francês Jean-Paul Sartre e as bênçãos do bispo vermelho D. Hélder Câmara.

No dia 20 de agosto, foi morto por terroristas o soldado da Polícia Militar de São Paulo, Antônio Carlos Jeffery.

No dia 12 de outubro, a VPR assassinou o capitão do Exército dos EUA, Charles Rodney Chandler, projetando-se perante as organizações terroristas nacionais e internacionais.

No dia 7 de setembro, foi assassinado o soldado da PM de São Paulo, Eduardo Custódio de Souza, e
No dia 7 de novembro foi assassinado o Sr. Estanislau Ignácio Correa, ocasião em que os terroristas levaram seu automóvel.

Nesse mesmo ano de 1968, houve um crescendo na agitação estudantil de todo o País, fruto da “Revolução Cultural” implementada na China por Mao Tsé-Tung, com os famigerados “livros vermelhos”, que atingiu também Paris, quase derrubando o Governo Charles de Gaulle, e pela OLAS de Cuba, como já foi citado acima.

Em Paris, os estudantes eram influenciados pelas idéias neomarxistas de Marcuse e pelo líder estudantil Daniel Cohn Bendit, além de movimentos mundiais contra a Guerra do Vietnã, contestada principalmente pelos negros americanos.

Muitos estudantes, brasileiros ou não, queriam ser os “novos guevaras”, após o “martírio” de Che na Bolívia, em 1967. A agitação estudantil era insuflada principalmente pela Ação Popular (AP), pela Dissidência da Guanabara (DI/GB), pelo Comando de Libertação Nacional (COLINA), pelo Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), pela Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) e pela Ala Marighela (posterior Ação Libertadora Nacional – ALN). Os principais líderes estudantis eram Vladimir Palmeira e Franklin Martins, da DI/GB, e José Dirceu, da ALN.

No dia 28 de março de 1968 foi morto no Rio o estudante Edson Luís de Lima Souto, em um choque de estudantes contra a polícia. Durante seu enterro, foi depredado um carro da Embaixada americana e incendiado um carro da Aeronáutica.

No dia 31 de março, uma passeata de estudantes contra a Revolução deixou 1 pessoa morta e dezenas de policiais da PM feridos no Rio.

No dia 19 de junho, liderados por Vladimir Palmeira, presidente da UNE, 800 estudantes tentaram tomar o prédio do MEC no Rio, ocasião em que 3 veículos do Exército foram incendiados.

No dia 21 de junho, no Rio, 10.000 estudantes incendiaram carros, saquearam lojas, atacaram a tiros a Embaixada Americana e as tropas da PM, resultando 10 mortos, incluindo o sargento da PM, Nélson de Barros, e centenas de feridos.

No dia 22 de junho, estudantes tentaram tomar a Universidade de Brasília (UnB).

No dia 24 de junho, estudantes depredaram a Farmácia do Exército, o City Bank e a sede do jornal O Estado de S. Paulo.

No dia 26 de junho ocorreu a “passeata dos 100 mil”, no Rio, e o assassinato do soldado Kozel Filho, como já afirmado acima.

No dia 3 de julho, estudantes portando armas invadiram a USP, ameaçando colocar bombas e prender generais.

No dia 4 de julho, a “passeata dos 50 mil” tinha como principal bordão “só o povo armado derruba a ditadura”.

No dia 29 de agosto, houve agitação no interior da UnB, ocasião em que foi preso o militante da AP, Honestino Guimarães, presidente da Federação de Estudantes Universtários de Brasília (FEUB), o qual, desde então, foi dado como desaparecido. O deputado Mário Covas foi à UnB para lhe prestar solidariedade.

No dia 3 de outubro, choques entre estudantes da USP e do Mackenzie ocasionaram a morte de um deles, baleado na cabeça.

No dia 12 de outubro, realizou-se o XXX Congresso da UNE, em Ibiúna, SP. A polícia prendeu os participantes, entre os quais Vladimir Palmeira, José Dirceu e Franklin Martins. Nesse Woodstock tupiniquim, foram encontradas drogas, bebidas alcoólicas e uma infinidade de preservativos usados. Havia até uma “escala de serviço” de moças para atendimento sexual. Os líderes estudantis, em acordo com Marighela e com o governo de Cuba, haviam chegado à conclusão de que o estopim para a luta armada viria de uma prisão em massa de estudantes, envolvendo comunistas e inocentes úteis, e jogaria essa massa nos braços da luta armada.

No dia 15 de outubro, estudantes tentaram tomar o prédio da UNE, queimando carros oficiais. Fernando Gabeira participou do ato terrorista.

Para analisar aqueles “anos da matraca”, especialmente o quentíssimo ano de 1968, convém lembrar duas passagens de José Antonio Giusti Tavares, em seu livro Totalitarismo Tardio – O caso do PT:

“Juízos de valor acerca de condutas do passado devem ser feitos não a partir de parâmetros éticos do presente, mas da contextualização da conduta na sua própria época, e nela, por comparação com condutas diferentes”.

“Os historiadores e os cientistas sociais devem cumprir pelo menos dois requisitos básicos da epistemologia e da ética das ciências humanas:

1) evitar tanto quanto possível qualquer restrição ou seleção dos fatos brutos e,

2) ao apresentá-los, distinguir sempre, tanto quanto possível, entre fatos e interpretações”.

Seria importante o Jornal da Câmara difundir todos esses fatos ocorridos ao longo de 1968, não apenas aqueles que atendam a algum propósito ideológico. No entanto, tenho que concordar com o Jornal em pelo menos um aspecto: “a verdadeira história ainda não foi contada”.

Por que a Câmara não começa, enfim, a contar toda essa história, de verdade, ao invés de contá-la pela metade, sonegando informações históricas importantes ao povo brasileiro?

> 1968: 40 anos do AI-5

Félix Maier

1 comment 3 03UTC Abril 03UTC 2009

Porque a esquerda festiva sem remorso de seus crimes ainda manda no Brasil ? As vítimas dos terroristas guerrilheiros anistiados por Lula

OS MORTOS PELOS TERRORISTAS

ai vai black

POR MESES

janeiros :

10/01/68 – Agostinho Ferreira Lima – (Marinha Mercante – Rio Negro / AM)
07/01/69 – Alzira Baltazar de Almeida – (Dona de casa – Rio de Janeiro / RJ)
11/01/69 – Edmundo Janot – (Lavrador – Rio de Janeiro / RJ)
29/01/69 – Cecildes Moreira de Faria – (Subinspetor de Polícia – BH/ MG)
29/01/69 – José Antunes Ferreira – (Guarda Civil – BH / MG)
17/01/70 – José Geraldo Alves Cursino – (Sargento PM – São Paulo / SP)
07/01/71 – Marcelo Costa Tavares – (Estudante – 14 anos – MG)
18/01/72 – Tomaz Paulino de Almeida – (sargento PM – São Paulo / SP)
20/01/72 – Sylas Bispo Feche – (Cabo PM São Paulo / SP)
25/01/72 – Elzo Ito – (Estudante – São Paulo / SP)

fevereiros:
20/02/70 – Antônio Aparecido Posso Nogueró (sargento PM – São Paulo)
12/02/71 – Américo Cassiolato (Soldado PM – São Paulo)
28/02/71 – Fernando Pereira (Comerciário – Rio de Janeiro )
01/02/72 – Iris do Amaral (Civil – Rio de janeiro)
05/02/72 – David A. Cuthberg (Marinheiro inglês – Rio de Janeiro)
18/02/72 – Benedito Monteiro da Silva (Cabo PM – São Paulo)
27/02/72 – Napoleão Felipe Bertolane Biscaldi (Civil – São Paulo)
28/02/72 – Luzimar Machado de Oliveira (Soldado PM – Goiás)
21/02/73 – Manoel Henrique de Oliveira (Comerciante – São Paulo)
22/02/73 – Pedro Américo Mota Garcia (civil – Rio de Janeiro)
25/02/73 – Octávio Gonçalves Moreira Júnior (Delegado de polícia – São Paulo)

MARÇOS:
27/03/65 – CARLOS ARGEMIRO CAMARGO (Sargento do Exército – Paraná)
31/03/69 – MANOEL DA SILVA DUTRA (Comerciante – Rio de Janeiro)
11/03/70 – Newton de Oliveira Nascimento (Soldado PM – Rio de Janeiro)
31/03/70 – JOAQUIM MELO (Investigador de Polícia – Pernambuco)
08/03/71 – DJALMA PELUCCI BATISTA (Soldado PM – Rio de Janeiro)
24/03/71 – MATEUS LEVINO DOS SANTOS (Tenente da FAB – Pernambuco)

SEGUE…….

5 mar (22 horas atrás)

O CARA

06/03/72 – WALTER CÉSAR GALETTI (Comerciante – São Paulo)
12/03/72 – MANOEL DOS SANTOS (Guarda de segurança – São Paulo)
12/03/72 – ANÍBAL FIGUEIREDO DE ALBUQUERQUE (Coronel R1 do Exército – São Paulo)
12/03/73 – PEDRO MINEIRO (Capataz da Fazenda Capingo – Para)

ABRIS:

14/04/69 – FRANCISCO BENTO DA SILVA
14/04/69 LUIZ FRANCISCO DA SILVA
04/04/71 – JOSÉ JÚLIO TOJA MARTINEZ
07/04/71 – MARIA ALICE MATOS (Empregada doméstica – Rio de Janeiro)
15/04/71 – HENNING ALBERT BOILESEN (Industrial – São Paulo)
10/04/74 – GERALDO JOSÉ NOGUEIRA (Soldado PM – São Paulo

MAIOS:

31/05/68 – AILTON DE OLIVEIRA (Guarda Penitenciário – RJ)
08/05/69 – JOSÉ DE CARVALHO (Investigador de Polícia – SP)
08/05/72 – ODILO CRUZ ROSA (Cabo do Exército – PA)
09/05/69 – ORLANDO PINTO DA SILVA (Guarda Civil – SP)
27/05/69 – NAUL JOSÉ MONTAVANI (Soldado PM – SP)
02/05/70 – JOÃO BATISTA DE SOUZA (Guarda de Segurança – SP
10/05/70 – ALBERTO MENDES JÚNIOR (1º Tenente PMESP – SP)
10/05/71 – MANOEL SILVA NETO (Soldado PM – SP)
14/05/71 – ADILSON SAMPAIO (Artesão – RJ)
26/06/68 – MÁRIO KOZEL FILHO – ( soldado – São Paulo )
27/06/68 – NELSON DE BARROS – (Sargento PM – RJ)
27/06/68 – NOEL DE OLIVEIRA RAMOS – (Civil – RJ)
04/06/69 – BOAVENTURA RODRIGUES DA SILVA – (Soldado PM – SP)
22/06/69 – GUIDO BONE – (Soldado PM – SP)
22/06/69 NATALINO AMARO TEIXEIRA – (Soldado PM – SP)
11/06/70 – IRLANDO DE MOURA RÉGIS – (Agente da Polícia Federal – RJ)
09/06/71 – ANTÔNIO LISBOA CERES DE OLIVEIRA – (Civil – RJ
02/06/72 – ROSENDO REZENDE – (Sargento PM – SP)
29/06/72 – JOÃO PEREIRA – (Mateiro-região do Araguaia – PA)

SEGUE

5 mar (22 horas atrás)

O CARA

JULHOS:

25/07/66 – Edson Régis de Carvalho – (Jornalista – PE)
25/07/66 – Nelson Gomes Fernandes – (Almirante – PE)
01/07/68 – Edward Ernest Tito Otto Maximilian Von Westernhagen – Major do Exército Alemão-
RJ
11/07/69 – Cidelino Palmeiras do Nascimento (Motorista de táxi – RJ)
24/07/69 -Aparecido dos Santos Oliveira – (Soldado PM – SP)
15/07/70 – Isidoro Zamboldi – (Guarda de segurança – SP)
01/07/71 – Jaime Pereira da Silva (Civil – RJ)
24/07/73 – Francisco Valdir de Paula (soldado do Exército – Região do Araguaia- PA)

AGOSTOS:

20/08/69 – José Santa Maria (Gerente de Banco – RJ)
25/08/69 – Sulamita Campos Leite (Dona de casa – PA)
31/08/69 – Mauro Celso Rodrigues (Soldado PM – MA
12/08/70 – Benedito Gomes (Capitão do Exército – SP)
19/08/70 – Vagner Lúcio Vitorino da Silva (Guarda de segurança – RJ)
29/08/70 – José Armando Rodrigues (Comerciante – CE)

SETEMBROS:

28/09/66 – Raimundo de Carvalho Andrade – (Cabo PM – GO)
07/09/68 – Eduardo Custódio de Souza – (Soldado PM – SP)
20/09/68 – Antônio Carlos Jeffery (Soldado PM – SP)
03/09/69 – José Getúlio Borba (Comerciário – SP)
03/09/69 – João Guilherme de Brito (Soldado PM – SP)
20/09/69 – Samuel Pires (Cobrador de ônibus – SP)
22/09/69 – Kurt Kriegel (Comerciante – RS)
30/09/69 – Cláudio Ernesto Canton (Agente da Polícia Federal – SP)
14/09/70 – Bertolino Ferreira da Silva (Guarda de segurança – SP)
21/09/70 – Célio Tonelly (Soldado PM – SP)
22/09/70 – Autair Macedo (Guarda de segurança – RJ)
02/09/71 – Cardênio Jaime Dolce
02/09/71- Silvâno Amâncio dos Santos
02/09/71- Demerval Ferreira dos Santos (Guardas de segurança – RJ)
02/09/71 – Cardênio Jayme Dolce, assassinado durante o assalto
23/09/72 – Mário Abraim da Silva (Segundo Sargento do Exército – PA)
??/09/72 – Osmar (Posseiro – PA)
27/09/72 – Sílvio Nunes Alves (Bancário – RJ)

5 mar (22 horas atrás)

O CARA

OUTUBROS:

12/10/68 – Charles Rodney Chandler (Cap. do Exército dos Estados Unidos – SP)
24/10/68 – Luiz Carlos Augusto (civil – RJ)
25/10/68 – Wenceslau Ramalho Leite (civil – RJ)
04/10/69 – Euclídes de Paiva Cerqueira (Guarda do carro pagador – RJ)
06/10/69 – Abelardo Rosa Lima (Soldado PM – SP)
07/10/69 – Romildo Ottenio (Soldado PM – SP
31/10/69 – Nilson José de Azevedo Lins (Civil – PE)
27/10/70 – Walder Xavier de Lima (Sargento da Aeronáutica – BA)
–/10/71 – Alberto da Silva Machado (Civil – RJ)
01/10/72 – Luiz Honório Correia (Civil – RJ)
06/10/72 – Severino Fernandes da Silva e José Inocêncio Barreto (Civis – PE)

NOVEMBROS:

Poucos conhecem seus nomes. Eles morreram na madrugada de 27 de novembro de 1935. Não em combate, mas covardemente assassinados. Alguns dormindo…
Durante todos estes anos, suas famílias, em silêncio resignado, reivindicaram dos governantes, a não ser um mínimo de coerência, a fim de que pudessem acreditar que eles não morrerem em vão.
01. Abdiel Ribeiro dos Santos – 3º Sargento
02. Alberto Bernardino de Aragão – 2º Cabo
03. Armando de Souza Mello – Major
04. Benedicto Lopes Bragança – Capitão
05. Clodoaldo Ursulano – 2º Cabo
06. Coriolano Ferreira Santiago – 3º Sargento
07. Danilo Paladini – Capitão
08. Fidelis Batista de Aguiar – 2º Cabo
09. Francisco Alves da Rocha – 2º Cabo
10. Geraldo de Oliveira – Capitão
11. Jaime Pantaleão de Moraes – 2º Sgt
12. João de Deus Araújo – Soldado
13. João Ribeiro Pinheiro – Major
14. José Bernardo Rosa – 2º Sargento
15. José Hermito de Sá – 2º Cabo
16. José Mário Cavalcanti – Soldado
17. José Menezes Filho – Soldado
18. José Sampaio Xavier – 1º Tenente
19. Lino Vitor dos Santos – Soldado
20. Luiz Augusto Pereira – 1º Cabo
21. Luiz Gonzaga – Soldado
22. Manoel Biré de Agrella – 2º Cabo
23. Misael Mendonça -T.Coronel
24. Orlando Henrique – Soldado
25. Pedro Maria Netto – 2º Cabo
26. Péricles Leal Bezerra – Soldado
27. Walter de Souza e Silva – Soldado
28. Wilson França – Soldado

6 mar (22 horas atrás)

O CARA

12/11/64 – Paulo Macena
24/11/67 – José Gonçalves Conceição (Zé Dico)
07/11/68 – Estanislau Ignácio Correia
04/11/69 – Estela Borges Morato
04/11/69 – Friederich Adolf Rohmann
07/11/69 – Mauro Celso Rodrigues
10/11/70 – José Marques do Nascimento
10/11/70 -Garibaldi de Queiroz (Soldado PM – SP)
14/11/69 – Orlando Girolo (Bancário – SP)
01/11/71 – Nelson Martinez Ponce (Cabo PM – SP) ** MEU PAI **

Metralhado por Aylton Adalberto Mortati, durante um atentado praticado por cinco terroristas do MOLIPO (Movimento de Libertação Popular), contra um ônibus da Empresa de Transportes Urbano S/A, em Vila Brasilândia, São Paulo.
OBS: esse que assassinou meu pai hoje tem o nome de rua em saõ paulo e rio de janeiro

10/11/71 – João Campos(Cabo PM – SP)
22/11/71 – José Amaral Vilela (Guarda de segurança – RJ)
27/11/71 – Eduardo Timóteo Filho (Soldado PM – RJ)
09/11/72 – Mario Domingos Panzariello

6 mar (21 horas atrás)

O CARA

DEZEMBROS:

15/12/67 – Osíris Motta Marcondes (Bancário – SP)
17/12/69 – Joel Nunes (Sargento – PM – RJ)
18/12/69 – Elias dos Santos (Soldado do Exército – RJ)
10/12/70 – Hélio de Carvalho Araújo (Agente da Polícia Federal – RJ)
13/12/71 – Hélio Ferreira de Moura (Guarda de Segurança – RJ)

FONTE:http://www.averdadesufocada.com/index.php?option=com_frontpage&Itemid=1AQUI, PRESTO UMA PEQUENA HOMENAGEM A ESSAS PESSOAS ,QUE PERDERAM SUAS VIDAS EVITANDO NA EPOCA, QUE FOSSE IMPLANTADO NO BRASIL UM REGIME COMUNISTA.
E DUVIDO QUE AS FAMILIAS DESSES HERÓIS TENHA RECEBIDO ALGUMA INDENIZAÇÃO DO GOVERNO ( SEJA ELE DE ESQUERDA OU DE DIREITA)

1 comment 6 06UTC Março 06UTC 2009

Quem foi João Goulart

Vou fazer um comentário com as palavras do senhor Carlos lacerda, tirado da revista “O Cruzeiro”:

“De herdeiro de alguns hectares de terra, transformou-se, em poucos anos, em proprietário de mais de 550 mil hectares – uma área igual a quatro vêzes e meia o território da Guanabara.”

E prosseguiu: “Associado do Sr. Wilson Fadul (que por isso foi ser Ministro da Saúde, e não porque seja um cientista), em quatro anos, com dinheiro do Banco do Brasil, e com dinheiro cuja origem não explica, o Sr. João Goulart transformou-se num dos homens mais ricos dêste País, com três bois por hectare em suas fazendas”.

“O Sr. João Goulart é um leviano que nunca estudou – e não estudou porque não quis, não é porque não pôde. E agora, no Govêrno do País, queria levar-nos ao comunismo.”

“Eu o conhecia bem. Mas, como bom democrata, submeti-me à vontade da maioria, quando entrou em vigor a fórmula do Parlamentarismo. Mas o Sr. João Goulart não queria governar. Adulava, de dia, os trabalhadores que condenava ao desemprêgo, de noite. O Sr. João Goulart jurou fidelidade ao Parlamentarismo, para logo em seguida impor o plebiscito, e todo o povo votou. Eu não votei porque achava que o plebiscito era uma palhaçada, e repito que era”.

“Quem quiser fazer reformas deve ter a honestidade de dizer que as fará sem reformar a Constituição. Há necessidades de se fazer reformas, e eu acho que se pode fazer isso sem se mexer na Constituição. Mas o Sr. João Goulart não queria isso. Montou um dispositivo sindical nos moldes fascistas, com dinheiro do Ministério do Trabalho, dinheiro roubado do impôsto sindical, roubado do salário dos trabalhadores, para pagar as manifestações de banderinhas e as farras dos homens do Ministério do Trabalho.”

“Ao mesmo tempo, começou a criar dificuldades para a Imprensa, para os jornais, para o rádio e a televisão, iniciando um processo de escravização dos homens livres que fazem a imprensa do nosso País. Depois de criar as dificuldades, o Sr. João Goulart oferecia-se para resolvê-las, enquanto dava curso ao processo de entreguismo do Brasil à Rússia. O Sr. João Goulart foi o maior entreguista que já teve êste país.”

O ex-Presidente Goulart iniciou o solapamento da autoridade militar, entregando os comandos militares a gente sem prestígio nas Fôrças Armadas. “O desprestígio” “atingiu a todos os setores do Govêrno, os Ministérios Civis e a própria Casa Civil da Presidência, onde estava Darcy Ribeiro, um instrutor de tupi-guarani, que acabou reitor da Universidade de Brasília sem jamais ter sido professor”.

“A Marinha é tão ruim que um cabo pode ser estudante de Direito. Em nenhuma Marinha do Mundo, nem nos Estados Unidos, nem na Rússia – um cabo tem tempo para estudar Direito. E o Sr. João Goulart acobertou, patrocinou, estimulou tôda essa gente, jogando marinheiro contra soldado, farda contra farda, classe contra classe, brasileiro contra brasileiro”.

“Assim, não era possível que Marinha, Aeronáutica e Exército suportassem mais tamanha impostura e tamanha carga de traição.” E concluiu: “Deus é bom. Deus teve pena do povo”.

10 de Abril de 1964

Add comment 5 05UTC Março 05UTC 2009

Revolução de 1964

O Regime Militar de 64 é a muleta moral dos intelectuais — eles o acusam de todos os crimes para melhor acobertarem os próprios

José Maria e Silva
www.josemariaesilva.com

“A revolução é biófila, é criadora de vida, ainda que, para criá-la, seja obrigada a deter vidas que proíbem a vida.”

Paulo Freire, em Pedagogia do Oprimido, defendendo os fuzilamentos sumários comandados por Che Guevara e Fidel Castro

Com quantas vidas se faz uma ditadura? Na belíssima novela de John Boyne, O Menino do Pijama Listrado, essa pergunta é respondida pelo espanto de Bruno, um menino de nove anos. Sempre que ele se surpreende com o mundo do Fúria à sua volta, seus olhos se arregalam, sua boca faz o formato de um O e seus braços caem ao longo do corpo. A obra, uma elegia à inocência da vida que não sabe da morte, deveria ser lida — e meditada — pelos 3.949 intelectuais que, até agora, assinaram um manifesto contra a Folha de S. Paulo, repudiando o editorial “Limites a Chávez”, publicado em 17 de fevereiro último, no qual a ditadura militar brasileira é indiretamente chamada de “ditabranda”. O Menino do Pijama Listrado (o livro, não vi o filme) demonstra, metaforicamente, a abissal diferença entre um regime autoritário (circunscrito à esfera política) e um regime totalitário (que permeia todas as instâncias sociais).

As primeiras reações ao editorial da Folha partiram da socióloga Maria Victória Benevides, professora da Faculdade de Educação da USP, e do advogado Fábio Konder Comparato, professor aposentado pela mesma instituição. Esquecendo-se que a universidade que representam arrasta até hoje um cadáver insepulto (o do estudante de medicina morto num trote em 1999), Benevides e Comparato encenaram uma indignação que jamais sentiram diante das quase 100 mil mortes perpetradas pela Trindade Cubana (Fidel, Guevara e Raúl Castro) — 17 mil na boca dos fuzis, em execuções sumárias, e 80 mil nos dentes dos tubarões, em fuga para os Estados Unidos. Como a Folha de S. Paulo chamou a atenção para essa dúbia moral de Benevides e Comparato, lembrando que eles jamais protestaram contra a ditadura cubana, os dois intocáveis uspianos se sentiram feridos e, em resposta, fizeram o que os intelectuais de esquerda mais sabem fazer quando são pegos sem argumentos — conclamaram o rebanho para um manifesto.

O inefável Antonio Candido, decano dos intelectuais de esquerda, encabeça o repúdio à Folha, que também conta com figuras como o indefectível Emir Sader, intelectual que, diante de Che Guevara, cai de joelhos por terra, parafraseando a missa: “Guevara, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma só palavra e serei salvo”. Quem duvida que Emir Sader é capaz dessa oração diante do guerrilheiro argentino, leia o que ele escreveu num artigo publicado em Carta Maior: “Não vou gastar palavras inúteis para falar do Che. Basta reproduzir algumas das suas frases, que selecionei para o livro Sem Perder a Ternura”. Também diante de Marx e Fidel, Sader emudece: “O que falar de Marx que permaneça à sua altura? O que escrever sobre Fidel?”

Se o ensino superior no Brasil, público e privado, não fosse mero aparelho ideológico da esquerda, Emir Sader jamais teria virado doutor em ciência política pela USP e professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro, além de orientador de teses e dissertações. Sem dúvida, estaria até hoje tentando passar no vestibular e sendo reprovado sempre, por não ter argumentos para retratar personagens da história. Que universidade isenta aceitaria um aluno que, ao ouvir falar de Marx, Guevara e Fidel, não fosse capaz de articular uma só palavra e se comportasse feito os silvícolas do Anhangüera, embriagado pelo álcool incandescente da revolução? Já imaginaram se um intelectual de “direita” dissesse não ter palavras diante de Karl Popper? Seria acusado de ignorante e charlatão. Emir Sader é um paradigma da universidade brasileira. Ele é a prova cabal de que, por trás da cantilena de “produção do conhecimento”, o que há nos mestrados e doutorados do país é uma usina de produção de marxismo e derivados.

Estou plenamente convicto de que a universidade brasileira não é solução para nada — ela é parte essencial do problema. As principais mazelas do Brasil são fomentadas artificialmente pela universidade, que, desde a década de 50, na ânsia de criar um novo mundo, especializou-se em destruir o existente. Isso fica muito claro quando se estuda a origem social dos guerrilheiros que pegaram em armas contra o regime militar. Eles vieram, em sua maioria, das universidades. Não tinham o menor apoio popular. Como é que o povo podia apoiar um bando de tresloucados que, de arma em punho, pregavam a derrubada de uma ditadura imaginária? Porque até o final de 1968, com a edição do AI-5, só havia ditadura na imaginação dos universitários.

Foi exatamente durante os propalados “Anos de Chumbo” que o Brasil viveu uma das maiores efervescências culturais de sua história, com os festivais, a imprensa alternativa, a Tropicália, o Cinema Novo, Chico e Vandré, Caetano e Gil. Ao contrário de Cuba, onde Chico Buarque seria fuzilado ou condenado a 20 anos de prisão se falasse mal de Fidel Castro, no Brasil, o máximo que lhe aconteceu foi ser admoestado pelos militares, o que lhe garante até hoje uma conta bancária maior do que seu indiscutível talento. Num ambiente assim, existe alguma razão plausível para se pegar em arma ou até para se perpetrarem atentados terroristas, como fizeram muitos grupos guerrilheiros? Obviamente, não. Em toda guerra, os primeiros sacrificados são os inocentes, portanto, a opção pela luta armada para derrubar um regime só se justifica quando esse regime é sanguinário e opressivo, incidindo sobre toda a vida social e não apenas sobre a esfera política. Era o que acontecia na terra do Menino do Pijama Listrado, daí o Levante do Beco de Varsóvia, em 1943, quando judeus desesperados — não tendo senão uma morte horrenda como alternativa — preferiram abreviar a vida numa luta suicida contra as tropas nazistas.

Mas esse não era o caso do Brasil dos militares. Aqui, os guerrilheiros eram homens e mulheres bem nascidos que, por puro espírito de aventura, jogavam fora o futuro como médicos, engenheiros e advogados e se arvoravam a libertadores da pátria, sem notar que a maioria esmagadora da população — provavelmente mais de 90 por cento — não se sentia oprimida nem pedia para ser libertada. Pelo contrário, o regime instalado em 1964 teve forte apoio popular e quando começou a ser repudiado nas urnas, em 1974, com a expressiva vitória do velho MDB, esse repúdio era mais de caráter econômico que político. A inflação estava recomeçando e os pobres votaram contra a “carestia”, que é como chamavam a inflação na época.

Já escrevi repetidas vezes, mas a ocasião me obriga a escrever de novo: quem acha que no Brasil houve uma ditadura sanguinária, totalitária, nos moldes nazistas (é essa a visão que se tem dos militares nas escolas) deve ler Pedagogia do Oprimido, o panfleto de auto-ajuda marxista do pedagogo Paulo Freire. Esse livro — que faz uma defesa explícita da luta armada e santifica Che Guevara, Fidel Castro e Mao Tsé-Tung — foi publicado em pleno ano de 1970, no Rio de Janeiro, pela Editora Paz e Terra, ligada aos padres da Teologia da Libertação. Em 1981, Pedagogia do Oprimido já estava na 10ª edição. Um verdadeiro best-seller, levando em conta que não é um livro comercial e o Brasil tinha muito menos estudantes universitários do que tem hoje. Ora, se o regime militar foi o período “mais sombrio da nossa história”, como dizem os intelectuais de esquerda, como se explica o sucesso editorial de uma obra que o combatia? Em Havana seria possível publicar um livro do gênero contra Fidel Castro, o santo fardado de Buarques e Sáderes?

Mas nem é preciso recorrer à ditadura cubana para demonstrar que os intelectuais brasileiros mentem descaradamente quando dizem que o regime militar de 64 foi uma ditadura sanguinária. A própria história recente do Brasil — contada mentirosamente por eles — mostra a contradição em que incorrem. É só comparar a “Revolução de 30” com a “Ditadura Militar” (ponho as expressões entre aspas para remeter ao modo como os dois períodos costumam ser chamados nos livros de história). Qual a diferença entre os dois períodos? A rigor, nenhuma. Salvo o fato de que Getúlio Vargas era um ditador civil, obviamente apoiado por militares, porque toda ditadura precisa de armas.

Sob o ponto de vista da repressão, Vargas foi muito pior do que os militares. O seu período, sim, foi literalmente “anos de chumbo”. Enquanto os militares procuraram preservar as instituições, garantindo eleições legislativas e a independência do Judiciário, Vargas centralizou todos os poderes em suas mãos, destituindo governadores e nomeando interventores em seu lugar. São Paulo se rebelou, na chamada Revolução Constitucionalista de 32, e Vargas bombardeou o Estado — o episódio mais sangrento da história brasileira no século passado, apesar de ofuscado pela preferência dos intelectuais pela Guerrilha do Araguaia. Todavia, mesmo quem não pegava em armas, não ficava ileso. O escritor Graciliano Ramos, individualista nato, incapaz de arregimentar qualquer movimento político, acabou sendo preso durante quase um ano, num presídio comum, sem julgamento. Seu único crime: escrever o romance São Bernardo, entre outros escritos tidos como comunistas. Bem que merecia, mas não teve indenização alguma pelo arbítrio de que foi vítima. Ao contrário dos fanfarrões que pegaram em armas contra os militares, o Velho Graça tinha vergonha na cara.

Se a sanguinária ditadura de Getúlio Vargas merece, nos livros de história, o epíteto de “Revolução de 30” (justificadamente, por sinal), por que os governos militares não podem ser chamados de “Revolução de 64”, levando em conta que também mudaram a face do Brasil? Vargas já era ditador desde o início de seu governo, antes mesmo da implantação do Estado Novo, em 1937, quando a tresloucada Intentona Comunista de 35 levou ao recrudescimento do regime. Já os militares só foram verdadeiramente ditadores a partir de 12 de dezembro de 1968, quando editaram o AI-5, obrigados pelos atos de terror da esquerda armada, treinada e financiada por Fidel Castro e abençoada por intelectuais como Paulo Freire. Mesmo assim, foi uma ditadura cirúrgica, circunscrita aos inimigos declarados do regime. Tanto que não chegou a matar nem 500 pessoas, como reconhecem os próprios autores de esquerda nos balanços que fizeram do período. As vítimas inocentes, em sua maioria, tombaram por terem sido usadas como escudo pelos adversários do regime.

Um dos argumentos de Maria Victoria Benevides para criticar o editorial da Folha é que não se mede ditadura com estatísticas: “Quando se trata de violação de direitos humanos, a medida é uma só: a dignidade de cada um e de todos, sem comparar ‘importâncias’ e estatísticas”. Em artigo publicado, na terça-feira, 24, o jornalista Fernando de Barros e Silva, editor de Brasil da Folha, corrobora a tese da socióloga: “Algumas matam mais, outras menos, mas toda ditadura é igualmente repugnante. Devemos agora contar cadáveres para medir níveis de afabilidade ou criar algum ranking entre regimes bárbaros?” Claro que devemos — respondo eu. Todo crime só se iguala em repugnância para aquele que é sua vítima, mas para quem o analisa de fora, especialmente se esse alguém for um historiador, há uma enorme diferença entre matar 100 pessoas ou matar 100 mil. Se Hitler tivesse matado apenas uma centena de judeus, o nazismo seria a encarnação do mal no imaginário do mundo contemporâneo?

Só não vê que ditadura também se mede com estatísticas aqueles que têm medo dos números. Ao ver que nenhuma ditadura capitalista até hoje conseguiu igualar os mais de 100 milhões de mortos do comunismo no mundo, a esquerda inventou esse argumento falacioso de que uma só morte perpetrada por uma ditadura diminui toda a humanidade, como se o homem-massa da revolução marxista tivesse lugar na poesia metafísica de John Donne. Justamente a esquerda, que não faz conta do individuo de carne e osso, só da massa de manobra da revolução. O regime militar não apenas matou muito menos gente do que outros regimes autoritários — também foi capaz de criar um modelo de ditadura que deveria ser exportado. Toda ditadura costuma ser encarnada por um homem só, que se torna escravo do poder que concentra, perdendo inclusive os freios morais. Daí a profusão de ditadores sádicos, pessoalmente sedentos de sangue humano.

No Brasil isso não ocorreu. Os militares criaram uma espécie de ditadura institucional, em que o poder não era encarnado por nenhum homem, mas pela instituição — as Forças Armadas. Nem o principio federativo foi quebrado num primeiro momento, como ocorreu de imediato com a ditadura de Getúlio Vargas. Antes do recrudescimento da luta armada, ainda houve eleição para governadores e, mesmo depois que elas foram suspensas, o legislativo continuou funcionando. Essa quase normalidade institucional propiciou até o surgimento e fortalecimento de uma oposição que jamais houvera em toda a história do Brasil — a oposição institucional, criada e mantida pelas próprias entranhas do Estado.

Boa parte do chamado movimento social — que hoje alimenta o PT e demais partidos de esquerda — começou a ser construído graças a esse processo de institucionalização do país gestado pelos militares. Começando pelas próprias universidades federais — cobras a quem os militares deram asas. A Reforma Universitária feita pelos militares em 1968 profissionalizou o ensino superior no país, instituindo antigas reivindicações da própria comunidade acadêmica, como dedicação exclusiva de docentes, introdução de vestibular unificado e implantação de mestrados e doutorados. Valendo-se dessa estrutura, os intelectuais de esquerda se infiltraram nas universidades e, a partir delas, forjaram em todo o país um movimento social de proveta, destinado não a resolver problemas, mas a fomentá-los.

Um exemplo são os quase 50 mil homicídios que ocorrem anualmente no país. Eles decorrem, em grande parte, da irresponsabilidade doentia dos intelectuais brasileiros, que, à força de pressionar o Congresso Nacional, levaram à completa lassidão das leis penais, hoje irreversível, já que a mentalidade pueril da esquerda parece ter contaminado até os ministros do Supremo. Não é a toa que o ministro Gilmar Mendes deixa entrever que, a qualquer momento, pode soltar nas ruas 189 mil dos cerca de 440 mil presos do país, muitos deles homicidas e estupradores. Aí, sim, teremos um verdadeiro genocídio da população indefesa, em parte porque a esquerda, com o objetivo de demonizar os militares, transformou o falacioso conceito de direitos humanos num dogma divino. Como se vê, a criminalização paranóica dos militares só atende a um objetivo — esconder que os intelectuais de esquerda forjaram um país muito pior que o deles.

Publicado no Jornal Opção, de Goiânia, em 1º de março de 2009.

Divulgação: www.juliosevero.com

Leia também:

Uma data que não pode ser esquecida

Add comment 2 02UTC Março 02UTC 2009

a subversão comunista nas forças armadas em 1964

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Algumas obras do Regime Militar da Revolução de 1964

Add comment 11 11UTC Setembro 11UTC 2008

Revolução de 1964 – Revolução de 31 de março ! todos os marços se parecem?

ver: http://homemculto.wordpress.com/2008/12/07/a-verdade-sobre-joao-goulart-e-a-revolucao-de-1964-e-a-subversao-nas-forcas-armadas/

ver  : http://homemculto.wordpress.com/wp-admin/post.php?action=edit&post=2276&message=6   A bendita MArcha da Familia que salvou o Brasil do comunismo.

ver obras: 2008 <!–homemculto–>Edit

Manchetes nos jornais no dia  31/03/1964

Como pensava a sociedade e a mídia naquele período?
 Qualquer semelhança com os tempos atuais, parece não ser mera coincidência…”Seria rematada loucura continuarem as forças democráticas desunidas e inoperantes, enquanto os inimigos do regime vão, paulatinamente, fazendo ruir tudo aquilo que os impede de atingir o poder. Como dissemos muitas vezes, a democracia não deve ser um regime suicida, que dê a seus adversários o direito de trucidá-la, para não incorrer no risco de ferir uma legalidade que seus adversários são os primeiros a desrespeitar”
(O Globo de 31 de março de 1964)
“Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares, que os protegeram de seus inimigos. Devemos felicitar-nos porque as Forças Armadas, fiéis ao dispositivo constitucional que as obriga a defender a Pátria e a garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem, não confundiram a sua relevante missão com a servil obediência ao Chefe de apenas um daqueles poderes, o Executivo.(…)”
O Globo, 2 de abril de 1964.
” O Exército e os desmandos do Presidente”.
Se a rebelião dos sargentos da Aeronáutica fora suficiente para anular praticamente a eficiência da Arma, a subversão da ordem na Marinha assumia as dimensões de um verdadeiro desastre nacional”.
(Estado de São Paulo de 31 de março de 1964).
“Aquilo que os inimigos externos nunca conseguiram, começa a ser alcançado por elementos que atuam internamente, ou seja, dentro do próprio País. Deve-se reconhecer, hoje, que a Marinha como força organizada não existe mais. E há um trabalho pertinaz para fazer a mesma coisa com os outros dois ramos das Forças Armadas”.
(Folha de São Paulo de 31 de março de 1964).
O ex-governador gaúcho pregou a necessidade de uma saída pacífica para “este impasse a que chegamos”, sugerindo “uma Constituinte para a eleição de um Congresso popular, um Congresso onde se encontrem trabalhadores e camponeses, onde se encontrem muitos sargentos e oficiais nacionalistas.
Em Brasília, os líderes oposicionistas Bilac Pinto e Pedro Aleixo consideraram subversivas e violadoras da lei as palavras do Sr. Leonel Brizola, estranhando que os Ministros militares, presentes ao palanque da Praça Cristiano Otôni não o houvessem preso em flagrante. O Sr. João Goulart considerou “bom” o discurso do ex-governador gaúcho. (…)” Jornal do Brasil, 14 de março de 1964.
“Pois não pode mais ter amparo legal quem no exercício da Presidência da República, violando o Código Penal Militar, comparece a uma reunião de sargentos para pronunciar discurso altamente demagógico e de incitamento à divisão das Forças Armadas. (…)”-
Jornal do Brasil, 31 de março de 1964.
“Atualmente, no presente governo, que ainda se diz democrata, a ideologia marxista e mesmo a militância comunista indisfarçada constituem recomendação especial aos olhos do governo. Como se já estivéssemos em pleno regime “marxista-leninista”, com que sonham os que desejam incluir sua pátria no grande império soviético, às ordens do Kremlin. (…)”
Diário de Notícias, 1 de abril de 1964.
“(…) Além de que os lamentáveis acontecimentos foram o resultado de um plano executado com perfeição e dirigido por um grupo já identificado pela Nação Brasileira como interessado na subversão geral do País, com características nitidamente comunistas”.
(Correio do Povo de 31 de março de 1964).
FOTOS DA “FAMÍLIA COM DEUS PELA LIBERDADE “
MAIS DE UM MILHÃO DE PESSOAS
“Agora se decidirá se nós conseguiremos superar a terrível crise provocada pela inflação, pelos desajustes sociais, pelo descalabro econômico-financeiro, sem perda de nossas instituições livres, ou se, contrário, uma ditadura esquerdista se apossará do País, graças, principalmente, ao enfraquecimento e progressivo desaparecimento das Forças Armadas. {…)”
O Globo, 31 de março de 1964.
“Queremos que o Sr. João Goulart devolva ao Congresso, devolva ao povo o mandato que êle não soube honrar.
Nós do Correio da Manhã defendemos intransigentemente em agosto e setembro de 1961 a posse do Sr. João Goulart, a fim de manter a legalidade constitucional. Hoje, como ontem, queremos preservar a Constituição. O Sr. João Goulart deve entregar o Governo ao seu sucessor, porque não pode mais governar o país.
A Nação, a democracia e a liberdade estão em perigo. O povo saberá defendê-las. Nós continuaremos a defendê-las.”
 Correio da Manhã, 1 de abril de 1964.

“Basta!
Não é possível continuar neste caos em todos os setores. Tanto no lado administrativo como no lado econômico e financeiro”.
(Correio da Manhã de 31 de março de 1964).

 

 

“É cedo para falar dos programas administrativos, da Revolução. Mas é incontestável que um clima de ordem substituiu o que dominava o País, onde nem mesmo nas Forças Armadas se mantinham nos princípios de rígida disciplina hierárquica que as caracterizam”.
(Folha de São Paulo de 31 de março de 1964).
“Dezenas de automóveis trafegaram pelo centro da cidade, tocando suas businas, em sinal de alegria pela vitória da democracia em todo o País. As estações de rádio e televisão, que estavam sob censura, iniciaram suas transmissões normais, pouco depois das 17 horas. Os contingentes de fuzileiros navais que ocupavam as redações de alguns jornais, foram recolhidos aos quartéis.
Por volta das 17,15, o Forte de Copacabana anunciava, com uma salva de canhão, a aproximação das tropas do general Amauri Kruel, que atingiria o Estado da Guanabara às últimas horas da noite de ontem.
A população de Copacabana saiu ás ruas, em verdadeiro Carnaval, saudando as tropas do Exército. Chuvas de papéis picados caíam das janelas dos edifícios enquanto o povo dava vazão, nas ruas, ao seu contentamento. (…)”
O Dia, 2 de abril de 1964.
É bom recordamos hoje, o que a mídia atual parece ter esquecido……..

3 comments 25 25UTC Março 25UTC 2008

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