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história, vultos, personalidades, lembranças, penápolis de antigamente, fatos de penápolis

O penapolense, esperando o Centenário de sua cidade em 2008, não esquece as histórias de pioneiros. Muitos deles chegando de carro de boi de Uberaba, em viagens que duravam um mês, e ficando semanas na Pensão do Sr. Ventura ou em barracas no ‘Acampamento dos Pioneiros’ até se construir uma casinha no sítio recém comprado que ainda era puro mato.

Penápolis que já foi uma estação de trem e uma venda. As enormes perobeiras à beira dos ribeirões. A minúscula Companhia Paulista de Força e Luz do Avanhandava da década de 1920.

O sr. Tarcísio da Livraria Católica relembrando o seu pai, um pioneiro, carreteiro, que “puxava” sal e gêneros alimentícios em carro-de-boi entre Penápolis e Franca. Os pioneiros, recebendo em 1958, com muito orgulho, no Cinqüentenário de Penápolis, o título de cidadão honorário penapolense.

Penápolis não esquece a antiga Estação de Trem, o antigo Campo da Aviação, na vila Fátima, com seus “teco-tecos”, os “CAP-4 Paulistinha“, paraquedistas, a Esquadrilha da Fumaça com seus gloriosos aviões T-6, o saudoso Correio Aéreo Nacional com sua linha até o Paraguai. O Clube de Planadores de Penápolis. O Syndicato Condor decolando seus aviões Junkers alemães para o Mato Grosso.

Os passeios no Salto do Avanhandava que, nas palavras da Carmita Ahmad, o salto: “Serpenteia em meneios coleantes, em alvéo de pedras, rumoreja a caudal de espumas borbulhantes do Tietê em fina benfazeja”.. Os banhos e as pescarias no Ribeirão do Lageado. O Porto do Cruz e a Estrada velha do Lageado.

A dureza da política dos anos 1920 e o assassinato do Luís Osório da Fonseca. O Domingos Vieira da Silva que atirou no tribunal do júri em fevereiro de 1930 e foi notícia no New York Times. o cérebre Tenente Galina, caçador de criminosos no sertão da Noroeste.

As ruas descalças e pacatas com apenas 30 automóveis em 1925. A antiga Escola Mixta Municipal do Lageado do Professor Altino Araújo Vaz de Mello, fundada em 1913. As crianças recebendo o diploma do 1º Grupo Escolar. A primeira Escola Feminina Estadual de Penápolis da Professora Ismênia Aymbiré do Amaral Rocha, em 1912, época em que muitos professores se recusavam a irem para Penápolis por medo dos índios.

A Carmita de Mello Ahmad, filha do Professor Altino, lendo todos os livros que apareciam na cidade e escrevendo suas poesias sobre Penápolis e sobre São Francisco de Assis. A Pepita Rodrigues, de porta em porta, vendendo tomate.

Os comícios do Doutor Adhemar Pereira de Barros em frente ao Mercado Municipal: -“Penapolenses de Penápolis“!, assim começava o velho Adhemar os seus discursos. Estadista Adhemar que, junto com o Lucas Nogueira Garcez, construiu a velha e saudosa Usina Hidrelétrica de Avanhandava e construiu as duas principais rodovias que cortam Penápolis: a SP-300 e a SP-425.

Em 1919, a grande festa na cidade, recebendo os mais importantes políticos da capital que vieram fundar a Santa Casa de Misericórdia de Penápolis e instalar as Escolas Reunidas, que depois se tornariam o 1º Grupo Escolar.

A dureza de se atravessar, a vau, com carroças e cavalos, o rio Tietê, feito este que só se conseguia em um único ponto mais estreito do rio, e a tão sonhada ponte do Tietê, ligando Penápolis a São José do Rio Preto, que finalmente foi construída no tempo do saudoso governador Doutor Washington Luís, na década de 1920.

A Cora Coralina vendendo mudas de árvores para a cidade toda e sua Casa de Retalhos. Em uma época em que era raro ver uma mulher comerciante, Cora Coralina lutava, nas ruas e no jornalO Pennapolense” do professor Altino, pela instalação de uma Associação Comercial na cidade. Grande Professor Altino!, cuja família também foi pioneira na educação e no jornalismo em Uberaba no século XIX. O Pennapolense circulou de 1915 a 1939.

O Dr. Mário Sabino, político e médico, atendendo pobres e ricos com carinho. O lendário Quinca Monteiro com seu chapéu de aba larga e sua coleção de fazendas . As elegantes alunas voltando do Instituto de Educação com seus uniformes de camisa branca e saia azul-marinho com pregas.

O Luís Leme orgulhoso de seu antepassado Fernão Dias mas sempre reclamando que tiraram o “Leme” do Fernão Dias Pais Leme, e mostrando a todos, a espada ganhada pelo seu avô, do D. Pedro II, nos velhos tempos da Colônia Militar.

A primeira casa de Penápolis, toda de madeira, doada, pelo Coronel Manoel Bento da Cruz, aos frades Capuchinhos, da qual, uma antiga moradora, a poetiza Carmita Ahmad dizia:

“Casinha velha.. Você relembra A história de nosso passado Que não será esquecido e foi glorificado… Nos tempos primordiais, Seu teto abrigou nossos ancestrais… Você foi templo, escola e residência… A tradição sua forma conservou… É símbolo e foi berço. Onde originou a nossa civilização“.

O apito da locomotiva Baldwin “Maria-Fumaça”. Os trens lotados de imigrantes rumando para sabe-se lá onde. O homem do trem, percorrendo os vagões da velha Noroeste do Brasil, gritando: -”Olha o sanduíche!, quem vai querer?!. Estrada de Ferro Noroeste com seus vagões com muita poeira pois os seus trilhos foram colocados diretamente no solo, sem um suporte de pedras.

As jardineiras (ônibus de antigamente), vagarosas e empoeiradas, chegando de São José do Rio Preto. O assassinato do delegado Álvaro Martins Sevilha, em 1936, e a famosa pensão da viúva, dada pelo governo do estado.

O velho cemitério do tempo dos índios. Os pracinhas da FEB. A sósia de Elis Regina. O “Cidade contra Cidade” e a “Miss Penápolis” no programa Sílvio Santos. Os bons tempos do time de futebol da cidade o “CAP“. O jornal semanal “Comarca de Penápolis” do Sr. Raul Forchero Casasco, que circulou por 40 anos (1937-1977).

As 50 charretes de aluguel (táxi) e os amáveis charreteiros em frente à antiga Estação rodoviária, sendo que em 2005 restavam apenas duas charretes. A Maria 21. A Dona Maria Chica. A despedida concorrida e emocionada do Manoel Bento da Cruz. O leiteiro da carrocinha, deixando leite de casa em casa. O primeiro arranha-céu: O Edifício Adilha, sinal de progresso. A trágica morte, em 1968, do Dr. Ramalho Franco quando seu paraquedas não abriu.

Penápolis não esquece as disputas eleitorais entre o Nagib Sabino e o Edson João Jeirassati. O caminhoneiro “Zé Preto” narrando as dificuldades e proezas das viagens de caminhão, na década de 1950, para o “Norte” (hoje se diz nordeste do Brasil). A Orquestra Penapolense na década de 1950 tocando no Clube Penapolense.

As visitas do Bispo de Lins que reuniam multidões. As irmãs e irmãos do Apostolado da Oração, primeira irmandade de Penápolis, criada em 1909, e da Venerável Ordem Terceira Franciscana Secular.

O Frei Thiago de Cavênide, rigoroso seguidor das normas de pobreza e sempre ao lado dos jovens, teólogo e mestre, e os capuchinhos de Trento.

Os frades pioneiros: Frei Bernardino de Lavalle que celebrou a primeira missa na fundação de Penápolis. Frei Boaventura de Aldeno, Frei Sigismundo de Canazei e o Frei José de Cassana com sua Escolinha São Francisco, escola pioneira, toda de madeira, na primeira casa de Penápolis. Frei Domingos de Riesi que dirigiu a construção da primeira igreja, do convento e da nova escola, já em 1909, e que seria inaugurada em 1913.

As festas do padroeiro no Largo da Matriz. O engenho de açúcar artesanal. Os carros de boi levando toras de madeira para as serrarias e as carroças puxadas por burros levando café para a velha Estação de trem (que funcionou até1917) da velha Estrada de Ferro de Bahurú a Itapura.

Coisas e pessoas que fizeram de Penápolis um lugar muito amado e inesquecível.


Add comment Abril 4, 2008

História de Penápolis - Centenário de Penápolis - Origens de Penápolis - Pioneiros de Penápolis - Penápolis - Sua História - Penápolis e os Capuchinhos.

A Região dos “Campos do Avanhandava” e do “Salto do Avanhandava” no baixo Rio Tietê, quando da chegada dos primeiros pioneiros (brancos colonizadores), era habitada pelos índios Coroados (ou Kaingang ou ainda Caingangue) vindos do sul do Brasil.

O topônimo Ava - Nhandava significa: ” O índio que fala o dialeto Nhandeva“, por isso não se diz: “salto de, e, sim, se diz: “Salto do Avanhandava” ou “Cachoeira do Avanhandava”, e por isso se acredita que os nhandevas predominavam na região quando da chegada dos índios Coroados.

A primeira presença do Estado brasileiro na região foi, na década de 1860, pouco antes da Guerra do Paraguai, uma Colônia Militar (quartel, fortaleza), próxima ao Salto do Avanhandava, que recebeu o nome de Colônia do Avanhandava e a alcunha de Degredo.

Naquela época se criaram várias colônias militares em todo o Brasil para proteção das fronteiras e “proteger a população do interior contra índios selvagens, facilitar as comunicações e o comércio e ajudar os núcleos civis que se fundarem nas suas vizinhanças”.

A Colônia do Avanhandava, localizada próximo ao porto de desembarque, o Porto do Cruz, no rio Tiête, pouco antes da Cachoeira do Avanhandava, junto à estrada que ligava Piracicaba a Paranaíba, foi criada pelo decreto imperial de 18 de março de 1858, e tinha como objetivo, proteger o povoamento da região, onde cinco fazendeiros compraram terras devolutas do governo e pretendiam formar um “patrimônio”, como se chamava, na época, as pequenas povoações, recém criadas, construídas ao redor de uma capela, à qual se doa um “patrimônio“: uma área para praça e capela.

A Colônia de Avanhandava deveria servir também de retarguarda à Colônia de Itapura, na foz do rio Tiête. A Colônia do Avanhandava, porém, não prosperou.

Hoje, o salto do Avanhandava, a colônia militar e a velha Usina Hidrelétrica de Avanhandava jazem no fundo da represa da Usina Hidrelétrica de Nova Avanhandava.

Posteriormente, próximo ao velho quartel já abandonado e ao Ribeirão do Lageado, se tentou formar, em 1883, pelos primeiros pioneiros, um Patrimônio, tendo como orago o “Nosso Senhor dos Passos”. Este primeiro patrimônio não prosperou porque uma das famílias pioneiras, os Pintos, foi massacrada pelos índios em 1886.

Em 1895, o presidente do estado de São Paulo, Bernardino de Campos, autoriza em lei, a construção de uma estrada de Bauru ao Salto do Avanhandava, estrada esta que facilita o acesso à região dos Campos do Avanhandava.

O Patrimônio do Santa Cruz do Avanhandava surgiu, tempos depois, em terras compradas dos herdeiros da pioneira Maria Chica pelo empreendedor Coronel Manuel Bento da Cruz e em terras doadas em 1906, pelo fazendeiro Eduardo José de Castilho.

Manuel Bento da Cruz e Eduardo Castilho doaram, para a formação do novo patrimônio, um lote de terras aos frades capuchinhos, e venderam as terras vizinhas, fracionando-as em pequenos lotes de terras, os sítios.

Assim, a colonização de Penápolis foi feita, como em todo o oeste paulista, de acordo com a Lei de Terras estadual de 1895, que só permitia a aquisição de terras devolutas em leilão (haste) público. A Lei de Terras estadual exigia também que, em breve, o seu comprador as revendesse em lotes que não podiam passar de 500 hectares em terras de cultura, 4.000 hectares em “campos de criar” e 40 hectares nos lotes suburbanos, garantindo, assim, o acesso à terra aos pequenos proprietários.

Assim para esta colonização, Manuel Bento da Cruz, Eduardo de Castilho e os capuchinhos fundaram o Patrimônio de Santa Cruz do Avanhandava, em 25 de outubro de 1908. Como marco deste acontecimento, ergueram eles um cruzeiro em frente ao local onde, depois, se instalou, em 1923, o 1º Grupo Escolar de Penápolis.

Logo em seguida, em 2 de Dezembro de 1908, chegou ao novo povoado, a Estrada de Ferro Noroeste do Brasil que impulsionou o povoamento da região. A construção dos trilhos da Noroeste prosseguiu até à década de 1920 rumo ao rio Paraná, em terras pertencentes, na época, à Penápolis, com um número de mortos por malária e por índios, em 10.000 pessoas.

Os pioneiros encontraram seus maiores obstáculos nos ataques dos índios e na malária. Os índios só foram finalmente pacificados, em 1912, com a ação do Coronel Cândido Rondon, que, por isto, é homenageado dando seu nome a principal rodovia que corta a região da Estrada de Ferro NOB (Bauru até a divisa com o Mato Grosso do Sul), atual Novoeste.

A pacificação dos índios realizado pelo Coronel Rondon foi decisiva para o povoamento da região, tanto que o preço do alqueire de terra subiu 1.000% de 1910 a 1914, passando de 13$000 réis a 100$000 réis, indicando um grande aumento da procura por terras após a pacificação. Em 1925, o alqueire de terra, próximo à área urbana de Penápolis, já estava cotado a 1:000$000, ou seja, uma nova valorização de 1.000% em relação a 1914.

Pouco restou da cultura dos índios Coroados. A cidade foi, porém, enriquecida por várias tradições européias e asiáticas, pois se estabeleceram em Penápolis imigrantes de vários países para trabalharem nas lavouras de café; Vieram também muitos migrantes de Minas Gerais, com tradição em engenhos de cana-de-açúcar, doces, queijos e o carro de boi.

 História administrativa

Em 17 de Novembro de 1909, pela lei estadual nº 1.177, o Patrimônio do Santa Cruz do Avanhandava é elevado à condição de distrito de paz de São José do Rio Preto e passa a se chamar “Villa de Pennapolis”, em homenagem ao recém-falecido presidente da República Afonso Pena, grande incentivador das ferrovias, e, cujo teor, é o seguinte:

“O Dr. Manoel Joaquim de Albuquerque Lins, Presidente do Estado de São Paulo, faz saber que o Congresso Legislativo do Estado decretou e eu promulgo a lei seguinte:

Artigo I: Fica creado, no município e comarca de São José do Rio Preto, o districto de paz de Pennapolis, no povoado e estação de Santa Cruz do Avanhandava, da Estrada de Ferro Noroeste do Brazil”.

Em 16 de dezembro de 1910, o Distrito de Paz de Penápolis é transferido para o município e comarca de Bauru.

A “Villa de Pennapolis” foi desmembrada do município de Bauru e elevada à condição de município, em 22 de dezembro de 1913, pela Lei estadual nº 1.397, passando a se chamar Município de Pennapolis. O novo município possuia dois distritos: Penápolis e Miguel Calmon, hoje chamado Avanhandava.

A Câmara Municipal de Penápolis foi instalada em 11 de maio de 1914.

O município foi elevado à condição de comarca em 10 de outubro de 1917. A instalação da Comarca de Penápolis ocorreu a 27 de julho de 1918.

Hoje, a Comarca de Penápolis abrange os municípios de Penápolis, Glicério, Braúna, Alto Alegre, Avanhandava, Luiziânia e Barbosa.

O território original do município de Penápolis era muito grande, indo até o Rio Paraná, na fronteira com o atual Estado do Mato Grosso do Sul, mas este território foi muito reduzido com os seus sucessivos desmembramentos em novos municípios. Em 1926, data da Lei estadual 2.129 que fixou as divisas de Penápolis, o seu território já estava bastante reduzido, mas ainda se extendia até perto da atual Marília.

 Igreja Católica e os Capuchinhos

O município pertence à Diocese de Lins e seu padroeiro é São Francisco de Assis, sendo a Igreja Matriz de Penápolis servida pelos frades capuchinhos. Criada a paróquia em 1909 com o nome de “Curato do Santa Cruz do Avanhandava”. Paróquia grande que foi desmembrada inúmeras vezes. O primeiro vigário da paróquia foi Frei Boaventura de Aldeno.

É considerada a fundação de Penápolis, a realização de uma primeira missa em 25 de Outubro de 1908 pelos frades capuchinhos da Igreja Católica, os quais, assim que chegaram a Penápolis fundaram uma Escola, a Escolinha de São Francisco, que foi a única da cidade até 1912 quando se instalou a primeira escola feminina, e em seguida em 1913, quando se inaugurou a Escola Mista do Lageado. Pouco depois, a Escolinha se transformou em Colégio São Francisco.


Add comment Abril 4, 2008

Sites polêmicos!


Add comment Fevereiro 3, 2008

E tem gente ainda contra os espanhóis e a Igreja.

Ossos fervidos revelam que astecas matavam e comiam invasores
Reuters
14:08 23/08
CALPULALPAN, México (Reuters) - Esqueletos encontrados em um sítio arqueológico no México revelam que os astecas capturaram, sacrificaram ritualmente e comeram parte dos corpos de centenas de pessoas que acompanharam as forças invasoras espanholas em 1520.

Leia abaixo o texto

Caveiras e ossos encontrados no sítio arqueológico de Tecuaque, perto da Cidade do México, mostram que cerca de 550 vítimas tiveram seus corações arrancados por sacerdotes astecas em oferendas rituais. Em seguida, foram desmembradas e tiveram seus ossos fervidos ou raspados, dizem especialistas.

A descoberta vem respaldar relatos segundo os quais os astecas teriam capturado uma caravana de conquistadores espanhóis e homens, mulheres e crianças nativas que viajavam com eles, matando seus integrantes para vingar o assassinato de Cacamatzin, rei de Texcoco, a segunda maior cidade do império asteca.

De acordo com especialistas, a descoberta prova que alguns astecas opuseram resistência aos conquistadores liderados pelo explorador espanhol Hernán Cortés, apesar de os livros de história dizerem que a maioria deles deu as boas-vindas aos cavaleiros de pele branca, acreditando que eles seriam deuses astecas que estariam retornando ao país.

“Este é o primeiro lugar a fornecer tantas evidências de resistência à conquista”, disse o arqueólogo Enrique Martinez, diretor da escavação em Calpulalpan, no Estado de Tlaxcala, perto de Texcoco. “Ele mostra que nem tudo foi submissão. Houve resistência também”.

Aparentemente, a caravana foi capturada porque era composta principalmente por homens e mulheres mulatos, mestiços, índios maia ou caribenhos dados aos espanhóis para servir de carregadores e cozinheiros quando os espanhóis desembarcaram no México, em 1519. Por essa razão, a caravana estaria se deslocando lentamente.

Os prisioneiros foram conservados em jaulas durante meses. Todos os dias, ao raiar do dia, sacerdotes astecas da região que hoje é a Cidade do México escolhiam alguns deles, os colocavam sobre uma pedra e cortavam fora seus corações, que ofereciam em sacrifício a vários deuses astecas.

Alguns podem ter sido dopados com cogumelos alucinógenos ou pulque, uma bebida alcoólica leitosa feita de suco fermentado de cacto, para entorpecê-los antes do sacrifício.

MARCAS DE DENTES

“Foi um sacrifício contínuo que se arrastou por seis meses. Enquanto os prisioneiros ouviam seus companheiros sendo sacrificados, os próximos eram selecionados”, disse Martinez em seu laboratório, entre caixas de ossos humanos, alguns de crianças pequenas.

“Só podemos imaginar a dor e angústia dos últimos, que tiveram que aguardar seis meses para serem escolhidos”.

Às vezes os sacerdotes e outros líderes, que realizavam os rituais nos degraus de templos separados da cidade por uma muralha perimetral, comiam os corações crus de suas vítimas ou cozinhavam a carne de seus braços e pernas.

Marcas de facas e mesmo dentes nos ossos mostram que alguns tiveram a carne arrancada para ser consumida, disse Martinez.

Algumas mulheres grávidas no grupo tiveram seus fetos apunhalados ainda dentro de seus ventres, como parte do sacrifício.

Nos tempos astecas o sítio era chamado Zultepec. Era uma cidade de templos e casas de estuque branco, onde cerca de 5.000 moradores plantavam milho e feijão e produziam pulque para vender a comerciantes.

Foi preciso trazer sacerdotes de fora para a matança ritual, porque nunca antes tinham sido feitos sacrifícios humanos no local, segundo Martinez.

Ao tomar conhecimento do massacre que durou meses, Cortés mudou o nome da cidade para Tecuaque — que, na língua indígena nahuatl, significava “onde pessoas foram comidas” — e enviou um exército para exterminar sua população.

Quando souberam que os espanhóis se aproximavam, os astecas de Zultepec atiraram os pertences de suas vítimas dentro de poços. Com isso, inadvertidamente garantiram a preservação de botões e jóias para os arqueólogos.

A equipe arqueológica, que iniciou os trabalhos no sítio em 1990, também encontrou restos de animais domésticos trazidos da Espanha, como cabras e porcos.

“Eles ocultaram as provas”, disse Martinez. “Graças a isso, pudemos descobrir um capítulo desconhecido na história da conquista do México”.


1 comment Janeiro 27, 2008

A VERDADE SOBRE O PAPA E A IGREJA SALVAREM JUDEUS DA MORTE.

DESMENTINDO A CALÚNIA CONTRA O SANTO PADRE PIO XII

 http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/category/nazismo/

 NA VERDADE AS CALÚNIAS CONTRA PIO XII FORAM TODAS INVENTADAS PELOS COMUNISTAS DO KGB RUSSO.


Add comment Novembro 10, 2007

RESENHA DE LIVROS - SEM CONTAR A ESTÓRIA - FAZER UMA CRÍTICA SEM TIRAR A SURPRESA DO LEITOR!

Não aguento aqueles críticos que podem até dizer algo interessante sobre um livro ou um filme mas acabam por contarem parte do enredo, estragando a surpresa do leitor.O ideal é falar do livro e do autor sem contar nada da história.Também não aguentam aqueles críticos que colocam um autor de livro ou um diretor de cinema no mais alto pedestal mas não pratica o que o autor diz sobre psicologia ou outra tema.

Quantos que exaltam Machado de Assiz (isso mesmo com Z) se recusam a se envolverem com mulher esperta como Machado alerta em um de seus romances realistas? E põe realista nisto.

Quantos? Talvez nenhum dos fãs de Machado o faça, mas o homem culto o faz. Fica longe de mulher que coloca a esperteza como dom maior que a paixão.


1 comment Outubro 24, 2007

POR UMA SOCIEDADE E ESTADO DE LEITORES!

O GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO INCENTIVA A LEITURA NAS SUAS 8000 ESCOLAS DE ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO .

SÃO PREMIADOS OS ALUNOS QUE MAIS LEÊM.

UMA COMPETIÇÃO. QUEM LE MAIS LIVROS NA SALA DE AULA, NA ESCOLA E NO ESTADO (ESTADO É COMO OS DISTRITOS EM PORTUGAL).

E A QUALIDADE DOS LIVROS? PRÊMIO PARA A MAIOR QUANTIDADE DE LIVROS LIVROS e quem vai premiar a qualidade dos livros lidos?

MUITOS DESANIMAM DE LER PORQUE OS PRIMEIROS LIVROS QUE LERAM FORAM RUINS.

FIZ A MINHA PARTE ONTEM COM UMA PRÉ - ADOLESCENTE PASSANDO CULTURA SOBRE QUALIDADE DE LIVROS - PERGUNTEI QUE TIPO DE LIVRO GOSTA - MISTÉRIO - RESPONDEU A ESTUDANTE RECORDISTA EM LEITURA DE SUA SALA DE AULA.

ENTÃO LHE  INDIQUEI E EMPRESTEI LIVROS NÃO MUITO DIFÍCEIS DE LER MAS BEM ESCRITOS, E TAMBÉM NÃO MUITO LONGOS PARA NÃO DESANIMAR.

AOS POUCOS, CADA UM AJUDANDO AS MINORIAS QUE LEÊM O MUNDO VAI FICANDO UM POUCO MELHOR.


Add comment Outubro 19, 2007

COMO MEDIR A QUALIDADE DE UM LIVRO E O NÍVEL INTELECTUAL DOS LEITORES!

As duas coisas estão intimamente relacionadas: 

Se  for best sellers, o tal sucesso de vendas,  se estiver bem na entrada da livraria com muitos exemplares e em edição de luxo é LIXO.

O livro bom é lido por poucos, raramente reeditado, raramente encontrado, as grandes massas não estão à sua altura.

São livros maçantes, sem sensacionalismo, frios, de quem tem verdades a dizer e ponto final.

Como o vinho de qualidade, quanto mais antigo de safra boa melhor.

 Quem leria hoje GUIA DOS PERPLEXOS VOLUME I de MAIMONIDES?

Meçam o desnível intelectual entre MAIMONIDES, que é clássico há 900 anos, e estes fulanos que fazem sucesso hoje e amanhã serão desconhecidos.

Meça o abismo intelectual entre de quem lê MAIMONIDES e quem diz que Bíblia é tudo igual, e diz:

- Acho que vou ler este CÓDIGO porque fala de religião (sem saber se fala bem ou mal, sem saber se é um estudo ou se é ficção).


Add comment Outubro 17, 2007

A LITERATURA NA PRÁTICA! - PRATICANDO LITERATURA!

MUITOS SE ENGANAM QUANDO ACHAM QUE LITERATURA NA PRÁTICA SERIA O LEITOR TENTAR ESCREVER UM TEXTO, POIS NÃO ADIANTARIA LER LER E JAMAIS ESCREVER.

NA VERDADE, POR EM PRÁTICA É, POR EXEMPLO, NO CASO DE UM ROMANCE QUE FALA DE CIÚME, TENTAR APLICÁ-LO AO CASO DE AMOR QUE O LEITOR ESTEJA VIVENDO.

POIS NÃO ADIANTA NADA ENALTECER OS GRANDES ESCRITORES, NAQUELA LADAINHA TODA DO TIPO: “COMO ELE É BOM, COMO É PROFUNDO” E NÃO APLICAR O QUE APRENDEU NO ROMANCE NA SUA VIDA PARTICULAR.

EU JÁ FIZ MUITO ISTO. APANHEI LEVEI SURRA MAS VALEU A PENA.  POSSO DIZER , SEM MEDO DE ERRAR, QUAL TEORIA SENTIMENTAL FUNCIONA E QUAL NÃO FUNCIONA.

E ISTO VALE PARA ROMANCES FILMADOS TAMBÉM. LEVEI UMA SURRA MUITO GRANDE, CERTA VEZ, QUANDO IMITEI UM GALÃ DE CINEMA DOS ANOS 40.

A TEORIA ESTAVA CERTA MAS NÃO VALIA PARA OUTRAS ÉPOCAS, NO CASO ,  A DÉCADA DE 70. FALEI O CERTO MAS EM DÉCADA ERRADA.


Add comment Outubro 16, 2007

SOBRE UM FILME FALSO DE UMA FARSANTE!


Add comment Outubro 6, 2007

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