Arquivo da categoria ‘comunismo na igreja católica’

Canção Nova está nas mãos do PT- Tá Tudo dominado

16 de novembro de 2011

Leiam e divulguem!! A Canção Nova precisa saber que não pode manipular a mente dos milhares de seus fiéis. É preciso dar um basta nesses senhores que  se dizem padres e que na verdade, estão dentro da Santa Igreja Católica para destruí-la.

 

Não é possível servir ao socialismo e à Deus ao mesmo tempo.

 

Os fiéis da Canção Nova, o PT de Edinho Silva e o PMDB de Chalita. Ou: Não se deve usar o Reino de Deus para conquistar poder no reino dos homens. Ou: Rebanho de Deus não é rebanho de partidos

Escrevi ontem um post sobre o programa que o deputado estadual Edinho Silva, presidente do PT de São Paulo, ganhou na TV da Canção Nova. O texto está aqui. No programa de estréia, lá estava o deputado federal Gabriel Chalita (PMDB-SP), pré-candidato à Prefeitura de São Paulo. Luiz Inácio da Silva trabalha para que ele seja vice de Fernando Haddad. Caso isso não aconteça, é certo que estarão juntos num eventual segundo turno se um deles passar para essa etapa. Assim, a TV Canção Nova leva ao ar o que é, antes de mais nada, uma aliança de caráter político. Em suma, TRATA-SE DA POLITIZAÇÃO DE UMA CORRENTE QUE SE IDENTIFICA COM A IGREJA CATÓLICA. O pretexto para Edinho Silva estar lá seria a sua expertise na chamada “doutrina social da Igreja”. Entendo. A Canção Nova procurou, procurou e não encontrou ninguém melhor do que o presidente estadual do PT, é isso?

Tenho uma relação transparente com os meus leitores. E essa transparência me obriga a dizer que não me alinho com as correntes carismáticas da Igreja Católica, sempre reconhecendo que há genuínas vocações cristãs e católicas entre os que fazem essa escolha, sejam sacerdotes, sejam fiéis. Acho, inclusive, que a Igreja “tradicional” — recorro a essa palavra à falta de uma mais precisa para o caso — teria algumas coisas a aprender com correntes que me parecem viver a fé com mais entusiasmo e vivacidade. A Canção Nova sempre me pareceu uma força importante de renovação da fé. Mas tenho a impressão de que algo um tanto estranho pode estar se passando por lá.

O petista Edinho Silva, que acaba de ganhar um programa na emissora da comunidade, foi o mesmo que comandou os esforços para censurar — infelizmente, foi bem-sucedido — um manifesto de católicos contra políticos que apóiam o aborto. Não havia no texto qualquer referência a partido nem se citavam nomes. Uma lideranç da Igreja Católica, Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo de Guarulhos, foi impiedosamente demonizado por petistas . No comando, Edinho Silva!

Caso do padre José Augusto
Ficou conhecido o caso do padre José Augusto, que pertence à Canção Nova. Em uma homilia, censurou o PT por sua posição simpática ao aborto. Ele foi repreendido pelo comando da Canção Nova, que fez questão de desautorizá-lo. O pretexto para fazê-lo foi a neutralidade da comunidade, que não deveria se envolver em questões político-partidárias. Não obstante, Gabriel Chalita, claramente identificado com essa corrente, andava pra cima e pra baixo com Dilma, tentando corrigir o que ela própria, por livre e espontânea vontade, havia dito sobre o aborto. Pois bem: se o padre José Augusto foi censurado, não me parece, como posso dizer?, decoroso ver o próprio presidente da Canção Nova, Wellington Silva Jardim, conhecido como “Eto”, dividindo a mesa, como dividiu, com Edinho Silva em seu programa de estréia. Quer dizer que, quando um padre censura o PT, isso é politização indevida, mas quando se entrega um horário da emissora para o presidente do partido, só estão fazendo “coisas de Deus”???

Não, senhores! Algo não vai bem no comando da Canção Nova no que diz respeito à doutrina. Parece que os dirigentes da comunidade estão perigosamente perto do poder terreno e um tanto mais distantes do poder de Deus — E ISSO NADA TEM A VER COM OS FIÉIS, JÁ QUE A VERDADEIRA IGREJA É O REBANHO. Homens podem se desvirtuar, todos sabemos disso. Chalita também estava na estréia de Edinho. Parece-me que está em curso uma tentativa de instrumentalizar a fé em favor de uma escolha político-eleitoral.

Dada aquela relação transparente de que falei, não é segredo para ninguém que não sou fã de Chalita. Sua superficialidade é constrangedora. Seus textos são bisonhos. Tem-se mostrado ainda muito hábil (!) em contar uma verdade diferente a cada público. Em entrevista à Folha, por exemplo, disse ter deixado o PSDB porque estaria sendo perseguido por José Serra. Ao Estadão, já afirmou outra coisa: é que teria se encantado com Dilma. À Folha, em 2004, contou ter comprado um apartamento avaliado então em R$ 4,5 milhões com parte de uma herança da família; numa palestra no começo deste ano, fabulou a sua infância pobre, filho de pai analfabeto e feirante. Em 2000, tinha um patrimônio de R$ 741 mil; em 2011, chega a R$ 15 milhões (ler reportagem aqui), um crescimento de 1.925% — 115% só nos últimos três anos. Como conseguiu? Com seu salário de professor e com a venda de seus livros!!! Tentar saber, no entanto, o que essa venda significa em números é tarefa impossível — segredo de estado.

O leitor tem de saber, e sabe, que tenho, sim, meus pontos de vista. O caso de agora, no entanto, não tem nada a ver com eles. Escolher o presidente de uma seção — a paulista — do maior partido do país para falar sobre a “doutrina social da Igreja” tem pouco de religião e muito de política.

A comunidade da Canção Nova não merece ter a sua fé manipulada desse modo. Até porque PT e Chalita são só manifestações deste mundo, que um dia passam. Mas a Igreja fica. Que reflitam bastante sobre o que está em curso e tomem cuidado com os discursos de manipulação, que recorrem à palavra de Deus para conquistar posições do reino dos homens.

Reflitam! Aborto, disputa eleitoral, alianças partidárias… Cuida-se aqui de religião ou de política? Os fiéis da Canção Nova são parte do rebanho de Deus, não vacas de presépio de falsos profetas. O mal que está perto de nós sempre é mais insinuante. Ou nós já o teríamos afastado para longe.

 

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/os-fieis-da-cancao-nova-o-pt-de-edinho-silva-e-o-pmdb-de-chalita-ou-nao-se-deve-usar-o-reino-de-deus-para-conquistar-poder-no-reino-dos-homens-ou-rebanho-de-deus-nao-e-rebanho-de-partidos/#comments

24 católicos coptas assassinados: Nós católicos apanhando e morrendo no Egito e temos Igreja incencidada, padres do Brasil nem ai com isso

10 de outubro de 2011

http://www.lefigaro.fr/international/2011/10/10/01003-20111010ARTFIG00396-de-violents-heurts-font-24-morts-en-egypte.php

Plus de 200 personnes ont également été blessées dimanche au Caire en marge d’une manifestation copte qui visait à protester contre l’incendie d’une église.

Des heurts violents ont éclaté dimanche dans le centre du Caire entre des forces de police et des manifestants chrétiens coptes qui protestaient contre l’incendie d’une église mardi dernier. Vingt-quatre personnes ont été tuées dans ces affrontements, les plus meurtriers depuis la révolte qui a renversé leprésident Moubarak en février. Un couvre-feu a été décrété dans le centre de la capitale de 2h à 7h pour tenter de rétablir le calme et la sécurité a été renforcée autour du Parlement, du siège du conseil des ministres et du musée archéologique du Caire. Plus de 200 personnes ont également été blessées en marge de la manifestation.

Après le printemps arabe, l’hiver démocratique ?

Posté le 10 octobre 2011  |   Catégorie : Actu nationale, Communiqués de presse  |

Communiqué de Presse de Marine Le Pen, Présidente du Front National :

Menées au nom de la liberté et des droits de l’homme, les révolutions dans les pays du Maghreb tournent au fiasco démocratique et à la poussée de mouvements islamistes violents.

La mort dimanche de 24 chrétiens coptes au Caire qui protestaient contre l’incendie d’une église dans le sud du pays, fait suite aux nombreuses attaques meurtrières dont est victime cette minorité depuis plusieurs mois.

Cette vague de violences s’étend également à la Tunisie, où 200 islamistes ont tenté de prendre d’assaut le siège d’une télévision privée après avoir attaqué en juillet dernier un cinéma qui diffusait un film sur la laïcité.

Ces violentes attaques illustrent l’extrême fragilité des processus démocratiques dans des pays confrontés à l’influence grandissante des mouvements islamistes radicaux et les menaces qui pèsent sur les libertés individuelles.

Marine Le Pen, candidate à l’élection présidentielle condamne fermement ces violences perpétrées contre les minorités religieuses et exprime sa plus vive inquiétude face à la possibilité de voir surgir des dictatures islamistes aux portes de l’Europe.

Elle appelle le gouvernement français à témoigner d’une solidarité particulière à l’égard de ces communautés persécutées et à rappeler aux dirigeants égyptiens et tunisiens, leur devoir d’assurer et de protéger les libertés et la démocratie.

Em 1964 tinhamos gente patriota que combatia o comunismo

24 de outubro de 2010

Isso aconteceu logo antes de 1964

Propaganda por Panfleto

Os líderes da classe média brasileira, armados com as montanhas de provas reunidas por seus investigadores, puseram-se então a agir. Sua missão: despertar seus tolerantes e cordiais patrícios, cujas condescendentes atitudes políticas eram resumidas muito freqüentemente na frase: “Está certo, ele é comunista, mas é uma boa praça!”

Os anticomunistas organizavam dossiês sobre os chefes comunistas e seus colaboradores, dentro e fora do Governo, e distribuíram-nos largamente entre os líderes da resistência e os jornais. Eles visavam principalmente à crescentes classe assalariada do País, a grande sofredora com a galopante inflação.

Diretores de organizações comerciais e de fábricas convocavam reuniões regulares dos empregados, discutiam o significado oculto dos acontecimentos correntes, davam-lhes panfletos. Um livrinho barato, escrito por André Gama, dono de uma pequena fábrica de Petrópolis, e intitulado “Nossos Males e Seus Remédios”, teve uma circulação superior a um milhão de exemplares. Outro documento, escrito em linguagem simples, explicava como o sistema democrático funciona melhor do que outro qualquer, detalhava as tragédias da Hungria e de Cuba, e avisava: “Está acontecendo aqui.”

A distribuição desse e de outros materiais anti –comunistas a princípio foi clandestina, depois tornou-se ostensiva. Os lojistas punham os folhetos denunciadores dentro de embrulhos e sacos de compras. Os ascensoristas davam-nos a passageiros que se queixavam da situação. Os barbeiros punham-nos dentro de revistas que eram lidas pelos fregueses que esperavam a vez. Um tipógrafo do Rio imprimiu secretamente 50 000 cartazes com caricaturas de Fidel Castro fustigando seu povo e a legenda: “Você quer viver sob a chibata dos comunistas?” À noite mandou vários ajudantes colocá-los em lugares públicos.

Grito comunistas dos excluídos do PT

8 de setembro de 2010

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Grito dos excluídos é fruto da campanha da fraternidade de 1995 – Pelos frutos conhecereis a árvore…

Uma coisa que chamou a minha atenção é essa frase: vida em primeiro lugar. Como assim???? Toda essa gente da teologia da libertação(tomba lata) SÃO ABORTISTAS!!

O partido que SEMPRE esteve por trás dessa gritaria é o pt, e está nos seus estatutos que é abortista. Foi declarado pelo ministro da saúde e apoiado por todos os petralhas que aborto é saúde pública. Como saúde se o bebê morre?

Malditos, imundos, desgraçados são todos vocês que apoiam o comunismo!!

Que projeto popular? O Governo no poder é dessa gangue dos gritos. Popularizar mais o quê? Só se estão dizendo para os massas de manobra que popularizar MAIS é dar maconha e chá santo daime(agora até eu ri demais, eu me amo!

Tem que ser muito burro para dizer que os petralhas não são comunistas. Se dil-má-lá ganhar as eleições, podemos preparar o lombo!!!

Enfim o que é esse grito? Toda mãe diz para o filho: pára de gritar.

Só a cnbb que ensina a gritar. Comédia!

Como nasceu essa coisa?

A maior concentração acontece no pátio da Basílica de Nossa Senhora Aparecida – libera nos domine – e dizem ser a maior concentração do País.

Esse ano teve o grave acontecimento de um plebiscito.

Manda essa gente ir trabalhar, quem herdou terras não tem culpa de muitos nascerem ferrados e não ter nada na vida.

Quer terra?

Vai trabalhar para comprar.

Bispos católicos apoiam comunismo de Lula e fazem vistas grossas ao Casamento Gay

10 de julho de 2010

Maioria dos brasileiros se opõe à adoção homossexual apesar de decisão do Supremo Tribunal Federal.

Matthew Cullinan Hoffman, correspondente na América Latina SÃO PAULO, Brasil, 15 de junho de 2010 (Notícias Pró-Família) —

A maioria dos brasileiros se opõe à adoção gay, de acordo com uma pesquisa de opinião pública divulgada neste mês, apesar de uma recente decisão do Supremo Tribunal permitindo que uma dupla homossexual adotasse uma criança. Os resultados da pesquisa indicam que 51% dos brasileiros se opõem à adoção gay, enquanto só 39% a favorecem. A pesquisa consistiu de entrevistas com 2.660 pessoas em todo o Brasil, e tem uma margem de erro de mais ou menos 2%.

Apesar de que a Igreja Católica condena fortemente a conduta homossexual e se opõe à adoção gay, os católicos mostraram probabilidade muito maior de apoiar a prática do que os evangélicos.

O resultado provavelmente reflete as inclinações socialistas dos bispos católicos do Brasil, os quais tendem a apoiar o governo de tendência esquerdista do Presidente Luís Inácio Lula da Silva e eliminar a importância da moralidade pessoal em favor da ideologia política.

Embora só 47% dos católicos se oponham à adoção gay, 41% estavam a favor, de acordo com a pesquisa. Entre os evangélicos, 71% se mostraram contra, enquanto só 22% eram favoráveis. Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, confessou para a Folha de S. Paulo que “precisaremos de muitas paradas e marchas para convencer a população de que somos cidadãos que merecem o direito à paternidade e maternidade”.

Contudo, ele considera os números da pesquisa como “notícia muito boa”, pois representam, diante de atitudes passadas, uma melhoria em favor do movimento homossexual.

Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com

CNBB comunista insiste em destruir o agronegócio, destruir os recordes da produção agrícola, e se cala quando o PT LULA Dilma III PNDH defende aborto Escândalo! CNBB apoia plebiscito sobre limitação da propriedade da terra no Brasil

7 de julho de 2010

Escândalo! CNBB apoia plebiscito sobre limitação da propriedade da terra no Brasil.

CNBB Sul

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, divulgou esta semana a carta em apoio ao Plebiscito Popular pelo limite máximo da propriedade da terra no Brasil.

No documento, as coordenações regionais e nacionais das Pastorais Sociais e Organismos da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da CNBB, assumem o compromisso de participar do 16º Grito dos Excluídos e da organização do Plebiscito Popular.

“Esta decisão tem como base a consciência de que a democratização da terra através da reforma agrária é uma luta histórica do povo e uma exigência ética afirmada pela CNBB há décadas. É também a realização de um gesto concreto proposto pela Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010.”

Confira a carta na íntegra:

APOIO AO PLEBISCITO POPULAR PELO LIMITE DA PROPRIEDADE DA TERRA

E AO 16º GRITO DOS EXCLUIDOS

Reunidas em Brasília, nos dias 14, 15 e 16 de Junho, as coordenações regionais e nacionais das Pastorais Sociais e Organismos da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da CNBB, assumem o compromisso de participar do 16? Grito dos Excluídos e da organização do Plebiscito Popular por um Limite da Propriedade da Terra no Brasil.

Esta decisão tem como base a consciência de que a democratização da terra através da reforma agrária é uma luta histórica do povo e uma exigência ética afirmada pela CNBB há décadas. É também a realização de um gesto concreto proposto pela Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2010, promovida pelas Igrejas membros do CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs), como consta no Texto Base, n. 120: “Mobilização de apoio ao Plebiscito de iniciativa popular pelo Limite da Propriedade da Terra, em defesa da Reforma Agrária, da Soberania Territorial e Alimentar, promovido pelo Fórum Nacional de Reforma Agrária e Justiça no campo”.

Para isso, convidamos os cristãos e cristãs das dioceses, paróquias, comunidades, movimentos a engajarem-se neste exercício de cidadania que será realizado na Semana da Pátria e especialmente no dia 7 de setembro, junto com o 16? Grito dos Excluídos/as, abrindo espaços, formando comitês, colaborando com os comitês estaduais no processo de informação, formação e coleta dos votos.

O engajamento nesta prática cidadã de democracia direta é uma forma de realizar nossa missão evangélica em favor e junto com os excluídos e excluídas, construindo uma sociedade justa e solidária que garanta vida digna para todos os brasileiros e brasileiras.

Brasília, 16 de Junho de 2010.

Dom Pedro Luiz Stringhini

Presidente da Comissão

http://fratresinunum.com/2010/07/06/escandalo-cnbb-apoia-plebiscito-sobre-limitacao-da-propriedade-da-terra-no-brasil/

Na Venezuela Igreja Católica combate comunismo de Chávez, Aqui no Brasil, Igreja apóia invasão de terras

6 de julho de 2010

 

8:00 pm

‘El Cardenal Urosa actúa como un troglodita metiendo miedo al pueblo hablando de comunismo”

Video: Cortesía de VTV (05/07/2010)

El presidente de Venezuela, Hugo Chávez, llamó hoy “troglodita” al cardenal y arzobispo de Caracas, Jorge Urosa, por haber advertido que el gobierno bolivariano se está encaminando hacia un proyecto comunista.

El presidente de Venezuela, Hugo Chávez, llamó hoy “troglodita” al cardenal y arzobispo de Caracas, Jorge Urosa, por haber advertido que el gobierno bolivariano se está encaminando hacia un proyecto comunista.

“Es indigno este señor de llamarse cardenal de la Iglesia Católica… Viene el cardenal a hablar de comunismo, que es un peligro para el pueblo, como si aquí tuviéramos un proyecto comunista, habla que si la Unión Soviética. ¿Será que no se ha enterado de que la Unión Soviética pasó a la historia?”, señaló.

En un discurso en la Asamblea Nacional (Congreso) por los 199 años de la independencia de Venezuela, a la que asistió su colega ecuatoriano, Rafael Correa, el presidente afirmó que tenía razón cuando rechazó ante el Vaticano el nombramiento de Urosa como cardenal.

Chávez hizo el cuestionamiento dirigiéndose al nuncio apostólico, Pietro Parolin, quien estaba entre la representación diplomática presente en la cámara.

“Le mandé a decir al Papa que yo tenía mi candidato, que es un señor que debería ser supercardenal porque lo merece” -dijo en referencia a Mario Moronta (obispo de la región andina)- “pero allá lo tienen desde que yo llegué aquí (a la presidencia), la Conferencia Episcopal Venezolana casi que lo mandó al exilio. Para mí, él es el cardenal, para mí y para el pueblo, no este indigno obispo”, aseveró.

Chávez afirmó que a Urosa “lo manda” la burguesía a “meterle miedo al pueblo, hablando de comunismo”.

“Es un troglodita. No se da cuenta que el pueblo no es manipulable por sotana ni por nada, este pueblo es libre. Mientras tengamos estos obispos aquí, lamentablemente nos sentimos bien alejados de la jerarquía de la Iglesia Católica, pero nosotros andamos con los curas de las iglesias, de los pueblos”, aseveró.

Urosa dijo recientemente que el gobierno se encamina a un proyecto comunista, siguendo la directrices del comienzo de la Unión Soviética.

O Sem Medo da Verdade transcreve e repassa o lúcido artigo de Percival Puggina, sobre os erros da Campanha da Fraternidade de 2010, teologia da libertação, João Paulo II,

5 de março de 2010

O Sem Medo da Verdade transcreve e repassa o lúcido artigo de Percival Puggina, sobre os erros da Campanha da Fraternidade de 2010.

Nele, em linguagem serena e respeitosa, deixa claro os equívocos da CNBB que têm sua origem na confusão de conceito entre os campos de Economia e Política. 

 Por oportuno transcrevemos um texto de João Paulo II que mostra que ao assim procedera CNBB age contra a índole do povo brasileiro. 

ERROS DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 

Percival Puggina 

Entristece-me o fato de a CNBB jamais esclarecer que ela não é a Igreja Católica. A CNBB é um ente burocrático, um órgão de apoio, de auxílio aos bispos. No entanto, o silêncio sobre sua verdadeira natureza faz com que, entendida como “a” Igreja Católica (algo infinitamente superior ao que a CNBB de fato é), ela se misture e nivele a outras organizações da sociedade (OAB, ABI, CUT, MST, etc. e tal). É uma pena. 

A minha consternação se agrava, contudo, pela reiteração de certos equívocos que ficam bem nítidos na atual Campanha da Fraternidade. Um deles está na confusão entre os campos da Economia e da Política. Os documentos da CNBB são useiros e vezeiros em misturar essas duas esferas da atividade humana, atribuindo à primeira aquilo que é próprio da segunda. Como consequência, pretendem conferir aos agentes econômicos obrigações inerentes às instituições políticas. 

Trata-se de uma desatenção ao próprio pensamento católico, que reconhece a autonomia das duas esferas. De um sistema econômico se espera que produza, ao máximo de suas possibilidades, riqueza, desenvolvimento, postos de trabalho, tributos e renda, ou seja, condições materiais para a melhoria dos padrões de vida da sociedade. É o que pede a Campanha da Fraternidade de 2010? Não. Ela, enquanto aponta idolatrias e excessos que todos condenam, quer que o sistema nacional, priorizando a partilha e a solidariedade, rejeite as exigências do mercado, do consumo e do lucro. E gere empregos e tributos com penitência e oração? 

Toda consciência bem formada se revolta com as tragédias da pobreza material, feitas de analfabetismo, baixo nível educacional e cultural, más condições habitacionais e sanitárias, abandono dos aposentados. Feitas também por corrupção, esbanjamentos, mordomias, absurdos desníveis na remuneração do serviço público e maus governos. 

Não é com a superação desses embaraços que venceremos a miséria e os desníveis sociais? Pois é tudo campo da Política! Miséria e desníveis sociais são temas para os poderes públicos, que se apropriam de 40% do PIB nacional! As justas preocupações com partilha e solidariedade deveriam focar, principalmente, essa brutal ruptura com o Princípio da Subsidiariedade. É grave erro da Campanha não dizer que os problemas do Brasil são políticos do que econômicos. Muito mais institucionais do que empresariais. Bons governos, com boas políticas, enfrentam essas dificuldades valendo-se da competente operação do setor privado. 

Outro erro, ainda, está na influência marxista que se derrama sobre boa parte dos documentos da CNBB. Neles, o pobre, o pobre do Evangelho, sob influxo da mais do que reprovada Teologia da Libertação (TL), vira excluído. E fica subentendido que o excluído está excluído porque o incluído não o quer dentro. Assim, o apelo evangélico à caridade se converte em luta de classe.

E saiba leitor, que Bento XVI, ainda agora, no dia 5 de dezembro, olho no olho, advertiu os bispos brasileiros do Sul III e IV contra “os princípios enganadores da TL” e para “o perigo que comporta a assunção a crítica, feita por alguns teólogos, de teses e metodologias provenientes do marxismo, cujas sequelas mais ou menos visíveis, feitas de rebelião, divisão, dissenso, ofensa e anarquia fazem-se sentir ainda, criando, nas vossas comunidades diocesanas, grande sofrimento e grave perda de forças vivas”. 

Será preciso dizer mais? 

Fonte: Zero Hora, Porto Alegre, 28/01/2010 

Texto de João Paulo II 

Texto da alocução a Bispos brasileiros dos Regionais Nordeste 1 e 4 da CNBB em visita ad limina em 5-9-1995 

“O brasileiro gosta dos sinais exteriores da fé! Ele quer ver as Igrejas com suas características religiosas, com as expressões autênticas da arte sacra que despertam a levam à oração, ao recolhimento e à contemplação do mistério de Deus. 

“Ele quer ouvir com alegria bater os sinos de vossas igrejas convidando-o para as celebrações litúrgicas ou convidando-o para as orações do dia ou da tarde em louvor da Virgem Maria! Um sino que toca – e tantos emudeceram – leva a muitos ouvidos um sinal de vitalidade eclesial. 

“Ele quer sentir nas músicas de vossas Igrejas o apelo ao louvor de Deus, à ação de graças, à prece humilde e confiante e se sente desconfortável quando esses cantos em sua letra envolvem uma mensagem política ou puramente terrena, e em sua expressão musical não apresentam a característica de música religiosa,mas são marcadamente profanos no ritmo,na linha melódica e nos instrumentos musicais de acompanhamento. 

“É certo que há tanta gente que não possui o suficiente para acalmar a própria fome, mas ordinariamente, o povo tem mais fome de Deus que de pão material, pois entende que não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus (Mt 4,4). Ver a Igreja como Igreja, e não simples promotora da reforma social. 

“Vosso povo (…) que ver os Padres como verdadeiros Ministros de Deus, inclusive na sua veste e no modo exterior de proceder. Ele quer ver o homem de Deus nos Ministros de sua Igreja, uma presença que lhes inspire amor, respeito,confiança. O povo tem direito a isso e pode exigi-lo de seus pastores”.

Os negritos são da redação do boletim.

enfim aparece um bispo em Uberaba – mg que não é comunista

25 de janeiro de 2010

Dom Aloísio Roque Oppermann scj Arcebispo Metropolitano de Uberaba, MG Uma descoberta importante da Psicologia, feita sobretudo por Freud, foi a do nosso inconsciente. A humanidade, que se considerava totalmente segura nas suas decisões, através do livre arbítrio, de repente descobriu que nem sempre é assim. Nos refolhos de nossa alma, há dobrinhas secretas que, sem o percebermos, influenciam absurdamente nossas tendências, objetivos e tomadas de posição. Só nos cabe pedir ao autor do nosso íntimo: “Das profundezas clamo a ti, Senhor” (Sl 130, 1). Mas, entre outros, Fromm descobriu que existe também o inconsciente coletivo. Este se manifesta, segundo a minha leitura, em muitos acontecimentos, até certo ponto, incompreensíveis. São as tendências, as “modas” sociais, cuja gênese ninguém conhece. Os jornalistas, mais captam no ar essas idéias, sem seres seus criadores. Lembro aos incautos, que essas idéias são apenas uma tônica, coexistindo com objetivos diferentes e até contrários. De repente, todo mundo se torna discípulo da igualdade e fraternidade da revolução francesa. Quem quiser se considerar moderno, precisa se inclinar às idéias dos iluministas. Num estalar de dedos, o marxismo e sua luta feroz contra as classes possidentes, se torna predominante entre os acadêmicos. Os países que querem ser atualizados precisam ser socialistas. No que deu essa aventura já o sabemos de sobejo. Sem aviso de advertência, não pode haver mais nenhuma mulher, nem quero dizer gorda, mas com uns quilinhos a mais do que prescrevem os especialistas. E agora, depois de uma boa experiência democrática, aparece a democracia bolivariana, entre certas nações sul-americanas (Venezuela, Equador, Bolívia, com forte estímulo verde-amarelo). É bom ver que é um bolivarismo, sem as verdadeiras idéias de Bolívar. Aí tem, como diz o povo. E por último, apareceu o Projeto Nacional de Direitos Humanos que, segundo dizem, é para “modernizar” o nosso país. Na sua maior parte, o texto provém de ex-guerrilheiros – bastante refratários à ordem constitucional – e de mentes distantes do cristianismo. Tenho a certeza de que eles não conseguiram captar o inconsciente coletivo da nação brasileira. A distância entre o que o povo deseja, e o que propõe essa elite secularizada, nem astrônomo consegue medir. Dom Aloísio Roque Oppermann scj – Arcebispo de Uberaba, MG Endereço eltrônico: domroqueopp@terra.com.br

cebs comunidades eclesiais de base ceb teologia da libertação cnbb na origem do pt a historia do pt partido dos trabalhadores origem do pt frei betto o triunfo da pelegada pt cebs igreja

17 de dezembro de 2009

“O TRIUNFO DA PELEGADA” O PT nasceu de cesariana, há 29 anos. O pai foi o movimento sindical, e a mãe, a Igreja Católica, através das Comunidades Eclesiais de Base. Os orgulhosos padrinhos foram, primeiro, o general Golbery do Couto e Silva, que viu dar certo seu projeto de dividir a oposicão brasileira. Da árvore frondosa do MDB nasceram o PMDB, o PDT, o PTB e o PT.

Foi um dos únicos projetos bem-sucedidos do desastrado estrategista que foi o general Golbery. Outros orgulhosos padrinhos foram os intelectuais, basicamente paulistas e cariocas, felizes de poder participar do crescimento de um partido puro, nascido na mais nobre das classes sociais, segundo eles: o proletariado. O PT cresceu como crianca mimada, manhosa, voluntariosa e birrenta.

Não gostava do capitalismo, preferia o socialismo. Era revolucionário. Dizia que não queria chegar ao poder, mas denunciar os erros das elites brasileiras. O PT lançava e elegia candidatos, mas não “dançava conforme a música”. Não fazia acordos, não participava de coalizões, não gostava de alianças. Era uma gente pura, ética, que não se misturava com picaretas.

O PT entrou na juventude como muitos outros jovens: mimado, chato e brigando com o mundo adulto. Mas nos estados, o partido começava a ganhar prefeituras e governos, fruto de alianças, conversas e conchavos. E assim os petistas passaram a se relacionar com empresários, empreiteiros, banqueiros. Tudo muito chique, conforme o figurino. E em 2002 o PT ingressou finalmente na maioridade. Ganhou a presidencia da República.

Para isso, teve que se livrar de antigos companheiros, amizades problemáticas. Teve que abrir mão de convicções, amigos de fé, irmãos camaradas. A primeira desilusão se deu entre intelectuais. Gente da mais alta estirpe, como Francisco de Oliveira, Leandro Konder e Carlos Nelson Coutinho se afastou do partido, seguida de um grupo liderado por Plinio de Arruda Sampaio Junior. Em seguida, foi a vez da esquerda. A expulsão de Heloisa Helena em 2004 levou junto Luciana Genro e Chico Alencar, entre outros, que fundaram o PSOL.

Os militantes ligados a Igreja Católica também começaram a se afastar, primeiro aqueles ligados ao deputado Chico Alencar, em seguida Frei Betto. E agora, bem mais recentemente, o senador Flavio Arns, de fortíssimas ligações familiares com a Igreja Católica. Os ambientalistas, por sua vez, começam a se retirar a partir do desligamento da senadora Marina Silva do partido. Afinal, quem do grupo fundador ficará no PT? Os sindicalistas. Por isso é que se diz que o PT está cada vez mais parecido com o velho PTB de antes de 64. Controlado pelos pelegos, todos aboletados nos ministérios, nas diretorias e nos conselhos das estatais, sempre nas proximidades do presidente da República.

Recebendo polpudos salários, mantendo relações delicadas com o empresariado. Cavando beneficios para os seus. Aliando-se ao coronelismo mais arcaico, o novo PT não vai desaparecer, porque está fortemente enraizado na administração pública dos estados e municipios. Alem do governo federal, naturalmente. É o triunfo da pelegada..

declaração de praga, crime dos comunistas, lugar de comunista é na cadeia?

1 de novembro de 2009

http://praguedeclaration.org/

Dom Hélder Câmara – O Bispo Vermelho contra o Brasil

21 de março de 2009

Cfr. texto integral em :

http://resistenciamilitar.blogspot.com/2008/09/segredos-do-exrcito-so-revelados-por-um.html

Bispos comunistas do Rio Grande do Sul defendem as escolinhas comunistas do mst

25 de fevereiro de 2009

Questão agrária

 |

 25/02/2009 | 03h49min 

Romaria da Terra expõe divergências na Igreja

Bispos criticaram o fim das escolas itinerantes para o MST enquanto arcebispo questionou o funcionamento

 

A 32ª Romaria da Terra, realizada ontem, em Sapucaia do Sul, expôs visões díspares entre expoentes da Igreja Católica no Estado. Enquanto bispos criticavam o fechamento das escolas itinerantes em acampamentos dos sem-terra e a suposta tendência de criminalização de movimentos como o dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o arcebispo metropolitano, dom Dadeus Grings, principal autoridade católica no Rio Grande do Sul, questionava o funcionamento das escolas.

– Não conheço as escolas (itinerantes), mas acho que não é interessante ter escolas separadas. É importante a integração, não o isolamento. Fazer uma escola para meia dúzia de crianças? Escolas com pouquíssimos alunos são inviáveis – falou dom Dadeus, no início da manhã, ressaltando que o assunto não integrava oficialmente a pauta da romaria, cujo slogan desse ano foi Água: Sangue da Terra.

Criadas há 13 anos, elas educam crianças ligadas ao MST em acampamentos no Estado. O fechamento foi determinado por um acordo do Ministério Público Estadual (MP) com o Piratini. Os principais argumentos para o fim das escolas são o financiamento com dinheiro público, a terceirização de professores, as condições inadequadas e a pregação ideológica, segundo a filosofia política dos líderes do movimento.

As declarações de dom Dadeus, porém, não repercutiram junto aos organizadores do evento, coordenado pelo Vicariato de Canoas, pela Comissão Pastoral da Terra e pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Ao longo de uma hora de caminhada, entre a Igreja Sagrada Família, no bairro Colonial, e um pesqueiro, no bairro do Rio dos Sinos, alguém repetia no carro de som: “Deus não quer o fim das escolas itinerantes!”.

Ao saber das manifestações de dom Dadeus, o bispo de Santa Cruz do Sul, dom Sinésio Bohn, brincou:

– A oposição às escolas itinerantes é, no mínimo, questionável. Como as crianças vão estudar? Ainda bem que eu e o dom Dadeus somos amigos. Acontece que ele está na Capital, e eu no Interior.

Irmão comparou dias de hoje ao período da ditadura

Críticas ao fim do ensino em acampamentos também fizeram parte da pregação oficial da romaria, proferidas pelo bispo de Rio Grande, dom José Mario Ströher. Durante cerca de 20 minutos, Ströher ressaltou a importância dos rios, definidos como “úteros da biodiversidade”, apontou a suposta “criminalização dos movimentos sociais” e defendeu o ensino nos acampamentos.

– Vamos cuidar para que as escolas itinerantes não sejam extintas. Queremos que se busque diálogo com os movimentos sociais e se deixe de lado a criminalização. Muito maiores são os crimes contra o patrimônio público, como as fraudes no Detran (Departamento Estadual de Trânsito) – falou Ströher durante o sermão.

A manifestação mais enérgica, contudo, partiu do irmão marista Antonio Cechin. Um dos organizadores da primeira romaria, Cechin, 82 anos, comparou os tempos atuais ao período dos governos militares (1964 a 1985).

– Apesar de vivermos na ditadura militar, em 1978, quando a romaria foi criada, éramos muito mais respeitados. Hoje, o Poder Judiciário, mancomunado com o Executivo, comete as maiores injustiças fechando escolas itinerantes e criminalizando o movimento popular – disse Cechin.

Entenda o caso
> Depois de 13 anos em atividade, as escolas itinerantes que educam crianças ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em acampamentos no Rio Grande do Sul devem ser fechadas. A decisão foi determinada por um acordo do Ministério Público Estadual (MP).
> A decisão é o desfecho de um confronto iniciado há dois anos, quando o Conselho Superior do MP chegou a cogitar a declaração de ilegalidade do MST.
> As escolas são financiadas com dinheiro público e contam com professores terceirizados. Carecem de infraestrutura adequada e dividem o tempo entre o ensino convencional e a pregação ideológica, segundo a filosofia política dos líderes do movimento.
> Têm um custo relativamente baixo (inferior a R$ 20 mil mensais, em média) em comparação com gastos com o acréscimo no transporte público que será necessário para atender a nova demanda. Adaptadas às características culturais das comunidades de sem-terra, permitem que o aluno mude de cidade, à medida que os acampamentos se deslocam.
> Atualmente, conforme estimativa do MP, cerca de 500 crianças e adolescentes estudam em colégios improvisados em acampamentos de lona e madeira. Em dezembro, foi assinado um Termo de Ajustamento de Conduta com a Secretaria Estadual da Educação (SEC) em que o governo se comprometeu a garantir a transferência dos estudantes para a rede pública convencional.
> A mudança contém um forte caráter simbólico. O modelo de educação autônoma nos acampamentos, regulamentado em 1996, nasceu no Rio Grande do Sul e foi exportado para pelo menos outros seis Estados. É visto pelos líderes do MST como uma alternativa à educação “capitalista” e uma maneira de transmitir aos jovens os valores cultivados pelo movimento.

 

 

Quarta-feira, Fevereiro 25, 2009

MST desrespeita Ministério Público.

De Zero Hora:

Contrariando a decisão do Ministério Público tomada no dia 17, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) manterá em funcionamento as escolas itinerantes em acampamentos no Interior do Rio Grande do Sul. Segundo o deputado Dionilso Marcon, ligado ao MST, a manutenção das aulas tentaria evitar que os alunos perdessem o ano.– Não vai ter vaga nas outras escolas. E, se as famílias forem assentadas fora do local onde estão, os alunos terão dificuldades de se adaptar.Apesar do término do convênio do Estado com a entidade que contrata os professores, o deputado garante que as aulas continuarão sendo ministradas.– Falei com um professor hoje que me confirmou que vai trabalhar mesmo sem receber.

O comunismo e a Igreja Ortodoxa russa

8 de fevereiro de 2009

http://fatherjohn.blogspot.com/2005/02/day-they-began-killing-christians.html

A verdade sobre João Goulart e a revolução de 1964 e a subversão nas Forças Armadas

7 de dezembro de 2008

=

ver: http://homemculto.wordpress.com/2008/03/25/revolucao-de-1964-revolucao-de-31-de-marco-todos-os-marcos-se-parecem/?preview=true&preview_id=457&preview_nonce=0111595316

Revolução de 31 de março de 1964,  cruzada brasileira anticomunista brasileira

Almirante Carlos Penna Botto

atgaaab5b47tmynhctsjxajej1mhk38tryi1_w4mmugkozot-pyel41cl8d4q4k7kifckurkceukujwuryxplw7sog3pajtu9vcvh-bw1brmpzwaoddp9vueusf2sq

=

atgaaacaxmhtaohmao5mzmarx6_vm-uehtxnakd9xz1oaoubccx8lglhi-jztjchfv5bt1q7yk_qzpsisg3tnl9ga_rgajtu9vd2vgkqcuh7qdmiaxhkevzk_dl9jg

=

atgaaabm4wvap1v4v6asige_ukf4ff-3wpl3lkvp1s6yutftgdugu0x-vnug2onzhp8pjxzxq-ifhlhd7qphz1vku7iiajtu9vaao27_nqekqp46wpitkegandcq_g

=

atgaaaa-yyr_8cf8hkm2t73q82h2xswiie2w5mdhotqvkaqouf_c4ydlil4cnizbzlv78hdhi4ukdzigqm7fiefa0xdajtu9vc-uobinj_qypj1sq3iro99mslrzq

=

sites católicos

2 de dezembro de 2008
Para que não se diga que os conservadores católicos (fiéis a Roma!) não sabem o que é internet, alguns links populares:

A Igreja Católica condena o comunismo, o marxismo e o socialismo

2 de novembro de 2008

CARTA ENCÍCLICA
DIVINI REDEMPTORIS
DE SUA SANTIDADE
PIO XI
SOBRE O COMUNISMO ATEU 

 

INTRODUÇÃO
I – ATITUDE DA IGREJA PERANTE O COMUNISMO
II – DOUTRINA E FRUTOS DO COMUNISMO
III – LUMINOSA DOUTRINA DA IGREJA, OPOSTA AO COMUNISMO
IV – REMÉDIOS E MEIOS
V – MINISTROS E AUXILIARES DESTA OBRA SOCIAL DA IGREJA
CONCLUSÃO

 

http://www.vatican.va/holy_father/pius_xi/encyclicals/documents/hf_p-xi_enc_19370319_divini-redemptoris_po.html

padres comunistas da igreja católica de são paulo vão mandar fiéis votarem em marta suplicy

17 de outubro de 2008

você concorda com isto?

PT e padres preparam manifesto contra rejeição à Marta Suplicy
Objetivo é reduzir os preconceitos de católicos que não simpatizam com a
candidata

Em mais uma ofensiva para diminuir a rejeição de Marta Suplicy na corrida à
prefeitura de São Paulo, petistas e padres da chamada ala progressista
preparam um manifesto para ser distribuído em várias missas no próximo
domingo. A mensagem, que deve ser batizada de Carta aos Cristãos, tem o
objetivo de diluir os preconceitos de católicos que torcem o nariz para
Marta por causa da defesa feita por ela do direito ao aborto e da união
civil entre homossexuais.
Continue lendo aqui

http://dois-em-cena.blogspot.com/

Com Lula e Pt no governo, a comunista Teologia da libertação chega ao poder no Brasil: A entrevista histórica de Leonardo Boff

8 de agosto de 2008

http://www.radiobras.gov.br/especiais/boff/boff_capa.htm
1 de dezembro de 2003

Igreja da Libertação chegou ao poder, diz Boff
Participante da Conferência Nacional do Meio Ambiente, teólogo fala à Agência Brasil
sobre evolução, fé e política – e o que tudo isso tem a ver com ecologia

 

Spensy Pimentel/ABr

Brasília – Teólogo, filósofo, antropólogo, místico e… ecologista. Membro da Comissão de Honra da 1a Conferência Nacional do Meio Ambiente, Leonardo Boff, 64, exercitou no último fim de semana essa última faceta, menos conhecida do grande público, mas nem tão surpreendente para quem acompanha a evolução de seu pensamento em mais de 60 livros – quatro só em 2002, e cinco em 2001.

“Deus é aquele elo que faz com que o meio ambiente seja um ambiente inteiro”, responde, rápido, quando lhe perguntam o que tem religião a ver com ecologia. Ecologia ambiental, social e mental, que evolui para a “ecologia integral”, segundo um de seus escritos. O fenômeno, segundo Boff, surge quando os primeiros astronautas enxergam lá do espaço a Terra aqui embaixo e percebem, enfim, que estamos todos no mesmo barco.

Neto de imigrantes italianos, nascido em Concórdia (SC) de pai professor e mãe “roceira”, tornou-se doutor em teologia e filosofia pela Universidade de Munique. Depois de 33 anos de ordenação, Boff desligou-se da Igreja Católica em 1992, mas não abandonou o trabalho de divulgação da “igreja da Libertação”, que ele considera fruto da primeira teologia surgida na periferia do “Império Cristão”.

Hoje, com velhos amigos como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no governo, Boff considera que a Libertação chegou ao poder. Na entrevista a seguir, concedida no sábado à noite, na Universidade de Brasília, onde aconteceu a conferência, ele fala da responsabilidade ética desse grupo e da “mediocridade” na condução atual da igreja Católica, entre outros temas.

Agência Brasil – O sr. dizia, em sua palestra na Conferência do Meio Ambiente, que o ancestral do homem surgiu simultaneamente com as primeiras flores…

Leonardo Boff – É um fato da evolução que, quando surgiu aquele mamífero que não tinha mais que o tamanho de um coelho e vivia no topo das altas árvores 70 milhões de anos atrás, ele surgiu exatamente no momento em que as plantas, que eram todas verdes, começaram a se enrolar sobre si mesmas e apareceram as cores e, a partir das cores, as flores.

Não é uma coincidência, porque nada é coincidência no processo de evolução. Tudo tem algum propósito secreto. O nosso ancestral mamífero, que depois deu origem aos primatas, aos antropóides, até chegar a nós, era um ser complexo, que ia ser portador de consciência, inteligência, amorosidade. Como que o universo inteiro se alegrou com isso e ofereceu um ramalhete de flores. E esse ser é o nosso ancestral humano. Nós não somos o centro do universo, porque somos um elo da imensa cadeia de vida, mas somos seguramente, dos seres que nós conhecemos, o mais complexo.

Então, o universo dá uma manifestação da grandeza dessa erupção presenteando o ser humano com as flores. Esse ancestral só se alimentava de flores e de brotos. Ele vivia no tronco das grandes árvores e assim escapava dos dinossauros. Quando os dinossauros desapareceram há 65 milhões de anos, eles puderam descer e fazer a evolução que culminou na espécie humana.

ABr - Que importância o sr. enxerga nesta Conferência do Meio Ambiente?

Boff – Primeiro, este congresso é a culminância de toda uma mobilização na sociedade civil, em todos os estados, grupos de reflexão, grupos ecologistas, escolas. Cerca de 5 milhões de meninos e meninas, mais de 65 mil pessoas adultas discutiram. Esse congresso recolhe os frutos dessa enorme fermentação de idéias. Esse momento é democrático, vem de baixo para cima. É importante porque a ecologia se torna efetiva, e a preservação dos ecossistemas é feita na medida em que as pessoas se sensibilizam, sentem na pele, amam a natureza, lamentam os seus riscos, se comprometem na sua regeneração. Esse processo é pedagogicamente muito interessante e é um exercício de democracia participativa.

Segundo, porque se realiza aqui, em Brasília, onde representantes do país inteiro se encontram, trocam experiências. Cresce o sentimento de pertença, de que eles não estão isolados lá nas lutas locais, mas que são elo de um imenso movimento e têm preocupações parecidas, tem convergências nos objetivos que querem e aqui podem colocar em comum, fazer um amarramento das questões de base, para que o governo sancione essas decisões e faça política de estado.

Aqui temos uma estratégia política nova, democrática, de envolvimento, com capacidade de criar sujeitos que vão realizar aquilo que vai ser decidido aqui em cima lá nas suas bases, para que o movimento ecológico e ambientalista se transforme numa cultura brasileira. Que não seja deste ou daquele movimento. Que seja incorporado como um valor que todos os movimentos vão assumir, e o estado cria o quadro de legitimidade, de apoio para a preservação do nosso país, daí o lema, “Cuidando do Brasil”.

ABr - Professor, como herdeiro da tradição cristã, como o sr. vê este momento do pensamento ecológico?Boff – O cristianismo tem uma função ambígua no pensamento ecológico. Por um lado, ele reforçou o antropocentrismo, que é a primeira página do Gênesis: dominai a terra, submetei os animais – é a posição do ser humano como rei e rainha da criação. Essa visão reforçou uma atitude adâmica, de estar por cima das coisas, dominá-las, fazê-las propriedades suas, tratar a natureza a seu bel prazer.

  

Mas, essa é uma página da Bíblia. A segunda página, que é o capítulo segundo do Gênesis, coloca o ser humano no Jardim do Éden com a missão de cuidar, de ser o jardineiro. Como todo jardineiro, ele sabe tratar as coisas, limpar as ervas daninhas, incentivar o crescimento e a beleza da natureza. Ele tem uma responsabilidade ética.

Essa tradição não foi desenvolvida na nossa cultura. Hoje, devido à crise ecológica, resgatamos essa dimensão, fazemos uma autocrítica ao Cristianismo: ele foi cúmplice da degradação. E devemos nos perguntar: que coisas erradas o cristianismo fez na sua catequese, na formação das consciências, que não ajudou as pessoas a preservarem as plantas, os animais, as águas.

Hoje, o cristianismo é uma das muitas fontes que têm recursos para ajudar o resgate da natureza. Mas, tem que, primeiro, se penitenciar e depois oferecer a sua colaboração. Isso está se dando até junto às Cebs, Comunidades Eclesiais de Base, que estão sendo interpretadas como Cebs – Comunidades Ecológicas de Base. Ali, junto com a fé, a leitura dos textos sagrados, as pessoas aprendem a justiça social, mas também a justiça ecológica, respeitar as águas, não maltratar os animais. Essa combinação de valores faz com que, lá na base da sociedade, haja cristãos que utilizam o capital simbólico do cristianismo para ajudar a superar a crise ecológica.

ABr - O contexto atual é da chegada ao poder de um grupo político muito ligado à organização da base cristã no Brasil. Como o sr. assiste a este momento?

Boff – Eu estou muito feliz, porque a Teologia da Libertação, que nasceu no final dos anos 60 e se consolidou nos anos 70, 80 e até hoje, criou lideranças muito grandes na sociedade. São cristãos que, a partir da fé, militam contra a pobreza, a favor da justiça, comunidades de base, que são mais de um milhão, círculos bíblicos, que são mais de dois milhões. Ajudaram a criar sindicatos, é uma das pilastras que criaram o PT.

Muitas lideranças hoje no governo são crias da igreja. Acho que cinco ministros vêm dessa fermentação da igreja da Libertação. O governador Zeca, do Mato Grosso do Sul também. O governador Jorge Viana foi aluno meu, amigo quando eu trabalhava no Acre durante muitos anos no mês de janeiro, fevereiro. Tanto o irmão dele, Tião, como a Marina Silva são fruto dessa igreja da Libertação, que hoje chegou ao poder e carrega junto o sonho dos cristãos, não só o de criar uma sociedade boa, mas uma antecipação do reino de Deus, o reino da fraternidade, da justiça, do resgate da criação.

É um sonho generoso e de uma densidade ética poderosa, de transparência, de evitar toda mentira, todo engodo, toda manipulação do bem público. É uma contribuição que a Libertação trouxe à sociedade brasileira e que se esperava do cristianismo durante 500 anos. Ele foi cúmplice da colonização como invasão, foi cúmplice da escravidão. Hoje há um cristianismo de libertação, que resgata o sonho de Jesus, que é uma força de mudança. Ela está ajudando a melhorar o país, junto com outras forças políticas sindicais, de outras religiões cristãs ou afro-brasileiras que também assumiram a causa dos pobres.É uma força que garante que alguma coisa vai mudar nesse país.

ABr - Tendo vivido o movimento que resultou nisso tudo, como o sr. assistiu ao refluxo dessas discussões que aconteceu na igreja Católica nos últimos anos?

Boff – Nos anos 80, cardeais como Dom Paulo Evaristo, Dom Aloísio Lorscheider, uma gama de arcebispos, muitos bispos, padres, teólogos, religiosos, milhares de leigos, esse bloco chamado de igreja da libertação recebeu repressão do Vaticano. Era o tempo da Guerra Fria ainda, e eles temiam essa igreja que quer as mudanças sociais, em uma visão mais participativa, democrática. Não era socialista, mas apontava para ideais que o socialismo sempre sustentou, ela podia favorecer os grupos de esquerda marxistas.

Eu mesmo tive que sentar na cadeirinha onde sentaram Galileu Galilei, Giordano Bruno, para defender meu livro “Igreja: Carisma e Poder”, em que aplicava a Teologia da Libertação e dizia que a igreja não é uma instância de libertação. Ela quer libertação na sociedade, mas não a aplica internamente, então ela se desmoraliza. Para ela ser realmente uma igreja de libertação, tem que dar mais liberdade aos leigos, participação às mulheres, respeitar melhor os direitos humanos internamente. Essa mensagem não agradou ao Vaticano. Eu enfrentei um processo judicial e fui punido, silenciado, perdi a cátedra, meus escritos foram proibidos etc.

O efeito disso tudo foi um retrocesso da dimensão eclesiástica da Teologia da Libertação, mas ela caiu na sociedade, foi levada adiante pelos leigos, pelos políticos, pelos sindicatos, que são o caminho mais verdadeiro da libertação. Todas as dioceses que fazem uma opção pelos pobres, contra a pobreza, em favor da justiça têm como referência a teologia da libertação. Ela ganhou foi uma certa invisibilidade institucional, pelo controle a que o Vaticano a submetia. Na sociedade ela cresceu.

Nós não devemos esquecer que o movimento dos sem-terra veio da teologia da libertação. O movimento dos sem-teto, o movimento dos negros, dos meninos e meninas de rua, a CUT, foi tudo criação da igreja da Libertação. Então, ela está viva hoje na sociedade e é patrimônio da cultura de esquerda, da cultura mudancista. Isso é melhor do que ela ser um patrimônio da igreja. Por isso essa teologia continua, ela é viva hoje, e é a primeira grande teologia que nasceu na periferia do Império Cristão, que fala para o centro. Talvez hoje, de todas as teologias, seja a mais viva, a que mais tem a dizer. É a mais lida, na Alemanha, na França, na Itália, na África, na Coréia, na Índia, nos Estados Unidos, na Europa mesmo. É uma teologia que dialoga permanentemente com a crônica do dia-a-dia, da violência, da opressão, da exclusão social, da crítica ao mercado, a crítica à Alça – a esse tipo de Alca que querem criar.

É uma teologia que faz sentido, que ajuda a criar uma visão das coisas, não necessariamente cristã, porque nós não estamos interessados em que haja mais cristãos, estamos interessados em que haja mais cidadãos participativos, sensíveis, justos, lutadores pela libertação dos seres humanos, e o cristianismo como uma fonte geradora de pessoas assim. Isso é que nos interessa, porque Jesus não quis fundar uma nova religião, ele quis criar um homem novo, uma mulher nova. Esse é o propósito dos cristãos, e as igrejas existem é para que surja algo bom dentro da criação e da sociedade.

ABr - Que perspectiva o sr. vê para essa estrutura de poder em que se constitui a igreja católica hoje?

Boff – A tendência, hoje, é o cristianismo conhecer o seu limite interno. Ele é um pedaço do ocidente, que, cada vez mais, é um acidente na história global da humanidade. A chance do cristianismo, na perspectiva global, é ele entrar na teia das relações comunitárias, dos grupos que assimilam a mensagem cristã como uma das fontes que dão sentido à vida junto com o taoísmo, o hinduísmo, as religiões africanas, outras visões que a sociedade produz, que humanizam o ser humano. Que o cristianismo renuncie à arrogância de ser a única que carrega a verdade revelada. Deus não cabe na cabeça cristã, Ele é muito maior, está em todas as pessoas. A função do cristianismo, junto com outras religiões, é alimentar a chama sagrada dentro de cada ser humano, aquele impulso de espiritualidade.

Essa civilização beligerante e violenta com a qual o cristianismo se associou, não apresenta uma agenda positiva para o futuro da humanidade, não desenha um cenário esperançador. O cristianismo tem que se distanciar, fazer a crítica e beber da fonte originária, o movimento de Jesus, antes de ele ser igreja, instituição. Jesus não fundou uma igreja, ele criou o sonho de um reino de Deus, uma humanidade mais integrada na fraternidade, na igualdade, no amor, na capacidade de convivência dos diferentes.

Ou o cristianismo bebe dessa fonte e se recria junto, em diálogo com outras fontes, ou ele, então, fica irrelevante no mundo, fica uma seita do ocidente. Isso seria a pior coisa que aconteceria ao cristianismo. Lamentavelmente, sob esse pontificado de João Paulo II se reforçou enormemente a ocidentalização e a romanização da igreja. O Papa confunde Cracóvia e Roma, duas dimensões da cultura ocidental, com o mundo. Ele mediocrizou o cristianismo, ocidentalizou mais do que tudo o cristianismo, não permitiu um diálogo inter-religioso, não abriu o cristianismo para a ousadia de inovar, levantar grandes sonhos, mas reforçou a instituição ao redor da figura do papa, do bispo, do clérigo, mediocrizou os leigos, marginalizou as mulheres.

O cristianismo institucional calcado sob o poder clerical não está à altura da grandeza do sonho de Jesus. Por isso a igreja da libertação, que pensa esses problemas mais globais, não deixa morrer essa chama e continua, apesar das pressões que sofre, a levantar esse sonho de uma visão mais global da humanidade, dentro da qual o cristianismo tem algo a dizer, que nós supomos que seja bom para aqueles que o acolherem na liberdade.

ABr - Em relação à questão agrária no Brasil, recentemente grupos de latifundiários divulgaram um documento acusando o PT e a igreja de montarem algo como uma frente progressista de desestabilização do campo. Como o sr. vê o posicionamento cristão diante desse tipo de questão?

Boff – A igreja no Brasil, desde os anos 30, teve uma posição uníssona e coerente, sempre apoiou a reforma agrária, ajudou a fundar sindicatos, apoiou os sem-terra e sustenta a bandeira da reforma agrária, apesar de grupos também cristãos e católicos, como a TFP – Tradição, Família e Propriedade -, que estão aí para defender o latifúndio. Quase 90% do clero têm extração do campo, são filhos de colonos. Meu pai era professor de escola, mas a minha mãe era uma roceira.

Nós sentimos na pele o que significa a defesa de justiça na terra. Os latifundistas não erram em acusar a igreja, mas acusam a igreja no melhor que ela tem, que é defender a justiça no campo. Não é possível que 27 mil grandes latifundistas possuam 80% das terras no Brasil e 25 milhões de sem-terra perambulem como abraãos, buscando terra como se no Brasil não houvesse terra. Há um dado objetivo, injusto, que fez com que a Constituição assimilasse na sua letra que a reforma agrária é um preceito constitucional. Não é uma proposta da igreja, hoje é uma proposta oficial de governo, de estado. Discutimos as estratégias de como é feito isso, mas ela tem que ser feita.

A igreja, nisso, nunca se dividiu, e ela é uma força poderosa para sustentar isso. Esse papa, contraditoriamente com a visão conservadora dele, quando fala do Brasil, sempre repete: “sobre a propriedade privada no Brasil, pesa uma hipoteca social”. A propriedade é para o benefício social e não só privado. Deus não vendeu a escritura a ninguém da terra, a terra é um bem da humanidade, nós a dividimos entre nós por interesses escusos. Quando alguém pega um pedacinho de terra porque não tem onde morar, viver e comer, essa ocupação não é invasão, é um direito dele como habitante da terra. É um direito de grau zero de todas as culturas mundiais, que a cultura capitalista esqueceu porque estabeleceu a propriedade privada como valor supremo – e não é: o supremo é a utilização social, comum dos bens. Podemos dividi-los, mas nunca esquecendo que, em caso de necessidade, esse privado está aberto a ajudar os outros.

ABr - Os cristãos também têm se posicionado nesse debate sobre a diminuição da maioridade penal.

Boff – Aí, a igreja teve uma posição sapiencial. Primeiro, um menino de 16 ou 15 anos que comete um crime, isso tem que ser reconhecido como crime. Ele não fez por incúria, fez por todo um processo de desgarramento social e familiar, que deve ser considerado, mas é um crime.

Pessoalmente, acho que, em vez de mandá-los de vez para as prisões, devia haver instituições adequadas onde eles não ficassem apenas três anos, mas que passassem realmente aquilo que a lei manda, penas mais longas. Claro que eles têm direito de ser acompanhados pedagogicamente e não ser jogados junto com o criminoso comum, porque aí seria a melhor escola para fazê-lo um criminoso consumado, seria um erro. Mas, para evitar esse erro, não fazemos nada, só colocamos lá nas Febens para que ele fique três anos e depois seja liberado.

ABr - Como o sr. vê a proximidade de figuras como Frei Betto, Gilberto Carvalho, gente tão próxima dessa tradição cristã, ali no núcleo de poder?

Boff – Nós nos sentimos, pela primeira vez, como pessoas da casa. Até hoje o governo era nosso contraditório, era alvo da nossa crítica, não era de cunho popular, nem fazia políticas sociais que nós queríamos. De repente, os nossos companheiros estão lá. Lula é amigo de caminhada há trinta anos. A Marina (ministra do Meio Ambiente), eu e o meu irmão ajudamos a alfabetizá-la, a criar a cabeça da teologia da libertação nela, da mesma forma a Benedita (ministra da Assistência Social), das lutas nas favelas do Rio. Frei Betto (assessor especial da Presidência) é um irmão, sempre trabalhamos juntos. Gilberto Carvalho (chefe de gabinete de Lula) é uma pessoa de grande espiritualidade e senso ético.

De repente, nós nos sentimos colocados em uma conjuntura de grande responsabilidade. É dado a nós poder ajudar a nação a fazer mudanças fundamentais, e temos quadros de competência para isso. Cometem equívocos aqui e acolá, mas a linha de fundo é verdadeira, o caminho é correto. Ele pode fazer curvas, ter decidas e subidas, eventualmente tropeços, mas é esse, quer dizer, criar políticas sociais, dar centralidade ao povo brasileiro, fazer que a sociedade se crie de baixo para cima e de dentro para fora, contra a lógica comum que era de fora para dentro, de cima para baixo. Isso nos dá esperança de que podemos ajudar na mudança do nosso país.

Agora, nós, que não estamos no poder, temos a função de reforçar as bases. Temos que ficar continuamente chamando o poder para as bases, para que ele fique mais na planície do que no planalto. O poder inclui uma tentação fantástica, porque ele é o arquétipo mais poderoso da alma humana, nos dá a percepção da onipotência, de poder mudar, de poder trazer vida, eventualmente, morte. Esse arquétipo tem que ser tratado com muita sabedoria, para não incorporar patologias, não se substantivar. O poder tem que ser sempre meio, em função da justiça, das mudanças.

A nossa função é, primeiro, de colaboração. Eles são nossos companheiros e estão realizando, pela política, o nosso sonho. Só que o nosso sonho é mais do que o PT, é mais que esse governo, nós queremos um Brasil de outros quinhentos, uma sociedade brasileira muito mais rica. A mediação agora é o PT. Queremos que tudo dê certo, mas, se não der certo, nosso sonho não morre, continua avante, e vamos tentar reconquistar os nosso companheiros para esse sonho maior, de um povo brasileiro integrado e de uma humanidade mais reconciliada consigo mesma. Nós, no nosso experimento civilizatório tão extraordinário, temos muito a dar a uma futura sociedade mundial.

O horror que é a Teologia da Libertação, influência da teologia da libertação no Brasil

8 de agosto de 2008

http://portalcot.com/reporter/teologia-da-libertacao-e-sua-influencia-no-pais/