
Não são poucas as queixas de que os filmes não mostram as mulheres como elas realmente são, e também são muitas as queixas que os “”autores”” dos filmes não as entendem.
O fato de o cinema ter tido, em sua história, poucas mulheres roteiristas, poucas diretoras, poucas editoras, poderiam ser algumas das explicações disto.
Independente destas queixas, os filmes, em geral, fazem sucesso, e muito, com as mulheres. Por quê?
E por quê, em muitos casos, venerou-se mais a atriz do que da personagem – Star Vheicules -, naqueles tempos em que se assistia ao filme por causa da atriz que nele trabalhava e não por causa da personagem por ela representada?
Em contraponto, poderia se estabelecer como regra que filme de mulher, aquele filme no qual as mulheres são elas mesmos, não faz sucesso?
E o por quê disto?-Seria porque os homens não querem saber de como elas realmente são?- Ou porque elas querem parecer outras para os homens?
O fato que há filmes e filmes! Há filmes nos quais as personagens femininos são coadjuvantes, filmes nos quais elas têm papel passivo.
Há outros filmes, nos quais, ao contrário, as mulheres controlam toda a situação, e trocam idéias, entre elas, sobre o que fazer com os homens.
Estes últimos são filmes, os quais, o público feminino pode dizer:
- Nós somos realmente assim!!
Estes últimos filmes, são os filmes tidos como suportáveis pelos críticos, e são os filmes, os quais eu suporto.

É fácil compreender que todos e todas fiquem fascinados por aquelas mulheres maravilhosas que parecem mais maravilhosas ainda por estarem na telona.
Mulher da telona, mulher em “Imagem em Movimento”, que parece esconder manchas, parece mais maravilhosa que as mulheres rosadas das pinturas sem movimento.
Eu falei em mulheres rosadas? Veja abaixo como o clássico The “Women” fica melhor no original em “Black and White”, antes deste horror que é o “colorizado por computador”.

Mas, por quê elas parecem mais maravilhosas na telona? Especialmente em P&B?
Qual a diferença entre tela e palco? Qual a diferença entre fotografia e fotografia em movimento?
Querer saber como é a vida delas, querer ser uma delas, querer ser a personagem, querer ser a atriz! Pensam isto, as mulheres que assistem a filmes? Mas querer ser outra mulher para quê? E por quê?
E os homens? Querem que as atrizes representem só para eles na vida “”real”"?
A literatura é sempre dos homens! Raras são as escritoras! Especialmente na época na qual o cinema deu os primeiros passos.
Mas em alguns filmes, ao contrário, é possível sim entrar no universo feminino. Penetrá-lo! Possuí-lo. Desmascará-lo! Desvendá-lo! Possuí-lo!
Porisso seremos sempre gratos a aqueles que fizeram filmes de mulheres: Citar nomes?
Quando se faz isso sempre se esquece de alguém, fazendo-se injustiça!
Apenas um exemplo: G. W. Pabst fez PANDORA´S BOX e DIARY OF A LOST GIRL, ambos com a rainha das melindrosas: LULU:
Afinal! Quem é a “sinceramente tua”?
Louise Brooks ou “Lulu in Hollywood”?