OS TUAREGES QUEREM SE LIBERTAR DO MALI, apenas o começo do fim da África.
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A África começa a acabar: Cada povo vai querer ter um país: Teremos a África dos mil povos-mil países
6 de abril de 2012Coisas da África de kadafi: fossa com 2.000 assassinados em Trípoli
25 de setembro de 2011
EL CAIRO, sep 25 (Reuters) - Una fosa común con los restos de unas 1.200 personas fue encontrada en las cercanías de la prisión de Abu Salim en la capital de Libia, Trípoli, reportó el domingo la cadena de televisión Al Jazeera.
El canal citó a su corresponsal, que no dio más detalles en el breve reporte.
El Gobierno del derrocado líder Muammar Gaddafi utilizó la prisión de Abu Salim, en el sur de Trípoli, para mantener cautivos a sus opositores, incluyendo a muchos que se rebelaron en su contra durante la guerra civil.
No Rio de Janeiro, pastor é preso por renunciar a Satanás.
4 de setembro de 201118 abril 1980 – 30 anos de ditadura Robert Mugabe na antiga Rodésia Zimbabwe Zimbábue
18 de abril de 2010Independência ocorreu a 18 de Abril de 1980.
http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1546253&seccao=%C1frica
Promessas ainda estão por cumprir.
O primeiro-ministro Morgan Tsvangirai está na próxima semana em Bruxelas para negociações com a União Europeia. Estas são consideradas fundamentais para assegurar a eficácia do Governo de unidade nacional, que tem sobrevivido no meio de crises e tensões entre o Movimento para a Mudança Democrática (MDC, em inglês), de Tsvangirai, e a ZANU-PF, partido do Presidente Robert Mugabe.
Entre crises, intimidações – as forças de segurança continuam a deter figuras da oposição a Mugabe – e tensões, o Governo tem obtido resultados. Os mais importantes foram o controlo da hiperinflação e a recuperação de níveis de actividade aceitáveis nos vários sectores da economia. Já este ano, foi anunciada a produção de 1667 toneladas de ouro no primeiro trimestre em comparação com a inexistência de qualquer produção no mesmo período em 2009.
As crises são contudo recorrentes. Ainda esta semana foi noticiada novo escândalo envolvendo um sobrinho de Mugabe, Philip Chiyangwa, que adquiriu de forma fraudulenta terrenos municipais em Harare, com a cumplicidade de um elemento do município, outro familiar do Presidente. O caso originou uma troca de acusações entre o MDC e a ZANU-PF e bloqueou, mais uma vez, a actuação do Executivo. Passadas três décadas sobre a transição de poder para a maioria negra, o Zimbabwe (ex-Rodésia, antiga colónia britânica) vive uma encruzilhada crítica para o seu futuro. A partilha de poder entre Mugabe e Tsvangirai, após as presidenciais de 2008 e o Acordo Político Global, sob mediação da África do Sul, de Fevereiro de 2009, evidencia a permanência de riscos para a estabilidade de um país que reúne condições para ser dos mais desenvolvidos do continente, mas a viver hoje em extrema penúria. O partido de Mugabe, e os sectores militares que lhe são próximos, detêm ainda as alavancas de poder para, a qualquer momento, bloquearem as necessárias reformas políticas. Algumas indicações deixam antever uma possível alteração da conjuntura. Prevê-se que Tsvangirai, na passagem por Bruxelas, exija o fim das sanções com o duplo argumento de que este fim é necessário para a sua credibilidade como governante e para acelerar a recuperação da economia e a transição política. Afinal, foi o combate do MDC e as pressões regionais a forçarem a actual partilha imperfeita do poder.
Se Tsvangirai voltar para Harare com apoios e acordos estará a demonstrar que o futuro do Zimbabwe passa mais por ele do que por Mugabe. E o Zimbabwe precisa do futuro 30 anos após a independência.
Ainda o ódio contra brancos de olhos azuis – Sul africana branca conta seu caso – vítima de preconceito do partido do prêmio nobel da paz Mandela
29 de março de 2009O racismo contra os brancos da África – Mandela e o Congresso Nacional Africano – Mugabe
29 de março de 2009Vejam, confrades, se lhes interessa, esse documentário:
http://www.africancrisis.org/Movies/The_Songs_They_Sing_Full_low.wmv
* http://www.africancrisis.org/Movies/The_Songs_They_Sing_Full_high.wmv (o mesmo, em alta resolução)
para ver apenas um trecho:
http://www.africancrisis.org/Movies/The_Songs_They_Sing_Kill_The_Boers_Kill_The_Racists.wmv ( Mandela)
re-publicado aqui: http://www.africancrisis.org/ZZZ/ZZZ_News_008803.asp
no Youtube (trecho): http://www.youtube.com/watch?v=YT34ymDKMhQ
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Há legendas (em inglês) nos trechos em que os militantes cantam em língua local. Pode-se-as ver nesses trechos capturados nas fotos abaixo linkadas:
http://www.africancrisis.org/images/The_Songs_They_Sing_Hate_Whites_Kill_Boers_1.jpg
(onde se lê na legenda “kill the boers the racists!” Boers são, é claro, os agricultores e camponeses brancos sul-africanos)
vejam também:
http://www.africancrisis.org/images/The_Songs_They_Sing_Hate_Whites_Kill_Boers_4.jpg
* http://www.africancrisis.org/images/The_Songs_They_Sing_Hate_Whites_Kill_Boers_5.jpg (foto)
* tp://www.africancrisis.org/images/The_Songs_They_Sing_Hate_Whites_Kill_Boers_12.jpg
* http://www.africancrisis.org/images/The_Songs_They_Sing_Hate_Whites_Kill_Boers_16.jpg
Viagem do Papa à África – A Igreja Católica e a África
23 de março de 2009Desafios do Vaticano
Os dez mandamentos para a Igreja Católica em África
22.03.2009 – 18h29
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1370361
O Instrumento de Trabalho do Sínodo dos Bispos sobre África, que decorre em Outubro, foi entregue pelo Papa esta semana aos bispos do continente. O texto sintetiza os desafios que a Igreja Católica enfrenta em África. O PÚBLICO selecciona dez.
1-Pobreza e delapidação do continente
Os recursos naturais africanos são “confiscados e delapidados” por grupos de interesse, há trabalhadores a receber “salários indecentes”, subsiste a escravatura. O retrato de África não é meigo. E mesmo se o texto do sínodo não insiste na fome ou na pobreza absoluta de tantos, o Papa não se esqueceu de referir o problema à sua chegada a Luanda. Os agricultores não podem ficar reféns das sociedades produtoras de organismos geneticamente modificados, que pretendem solucionar o problema alimentar, mas que não podem fazer esquecer os “verdadeiros problemas” dos camponeses. As mudanças climáticas fazem–se sentir, “comprometendo os ganhos modestos das economias africanas”. Os bispos não podem “ficar insensíveis a estas questões”, diz o texto.
2-Globalização ignora África
A globalização “tende a marginalizar o continente africano”, mas é impossível ignorá–la. Até pelas consequências nefastas que já tem no continente: “Forças internacionais exploram [a] miséria do coração humano”, apoiam “poderes políticos que não respeitam os direitos humanos” e a democracia, “fomentam guerras para vender armas”. Os programas de reestruturação das instituições financeiras têm consequências “muitas vezes funestas” e fragilizaram as economias africanas. As multinacionais invadem o continente “com a cumplicidade dos dirigentes africanos”. Na exigência de maior justiça, o texto do sínodo não esquece a necessidade de a própria Igreja Católica dar exemplo: “Deve, antes de mais, viver a justiça no seu seio”, diz o documento. Até porque “os salários justos nem sempre são garantidos” e a gestão dos bens “padece, por vezes, de falta de transparência”.
3-Mais e melhor democracia
Há mais democracia em África do que há década e meia, quando se realizou a primeira assembleia do Sínodo dos Bispos sobre o continente, verifica o documento. “A emancipação dos povos do jugo dos regimes de ditadura anuncia uma nova era e o início, ainda que tímido, de uma cultura democrática.” A Igreja quer-se manter imparcial na luta política, fez de mediadora em vários processos de transição e iniciativas como as comissões de Verdade e Reconciliação vieram ao encontro da tradição africana da “árvore das palavras” e do conceito cristão do perdão, diz o texto. A Igreja quer agora empenhar-se numa África mais reconciliada e mais democrática. Disse-o o Papa na chega a Luanda, sexta-feira, quando referiu os princípios de uma “democracia civil moderna”: respeito pelos direitos humanos, governos transparentes, magistratura independente, comunicação social livre, administração pública honesta.
4-Conflitos também chegam à Igreja
A guerra é uma das tragédias africanas várias vezes e sob diversas formas referida no texto de preparação do sínodo. Mas o documento não arrisca propor a não-violência como lógica de resolução dos conflitos, limitando–se a enaltecer os cristãos que, nos exércitos, testemunham o respeito pela deontologia militar, os bens e as pessoas” e levantam a sua voz “contra a venda de armas”. Mas também a Igreja Católica não escapa à lógica do conflito: “As divisões étnicas ou tribais, regionais ou nacionais, as atitudes xenófobas verificam-se igualmente nalgumas comunidades eclesiais, nas atitudes e propósitos de certos pastores”, reconhece o documento. Não é difícil perceber a alusão à guerra civil e aos massacres no Ruanda, em 1994 – precisamente quando decorria a primeira assembleia do Sínodo dos Bispos sobre África – naquele que era um dos países africanos com mais forte presença católica. As divisões chegam ao interior de várias conferências episcopais, onde os bispos se dividem no apoio a diferentes partidos. Para falar “com autoridade aos dirigentes políticos”, a hierarquia católica terá que “falar a uma só voz” sobre as situações conflituosas dos povos africanos, sugere o documento.
5-Eurocentrismo na liturgia?
“A Igreja só pode formar autênticos cristãos se encarar com seriedade o enraizamento cultural da mensagem evangélica”, afirma o texto de trabalho do sínodo. Esta é uma tensão permanente no cristianismo: até onde ir na adaptação à cultura local, respeitando o essencial da fé cristã? Para muitos teólogos, o que se passou no Ruanda em 1994 foi mesmo consequência de levar até ao extremo a inculturação cristã – tornando-a uma tribalização. Mas este debate relaciona-se também com a liturgia: em África, uma missa sem dança não é dança. O Papa avisou, no seu discurso aos bispos nos Camarões, quarta-feira: “Habitualmente, estas celebrações eclesiais são festivas e animadas, exprimindo o fervor dos fiéis (…). Entretanto, é essencial que a alegria assim manifestada não seja obstáculo mas meio para entrar em diálogo e comunhão com Deus, através de uma real interiorização.” Este pode ser mais um aviso do pensador europeu que é Bento XVI, contra os “desvios” à norma católica. Ontem, a missa da manhã em Luanda teve, aliás, apenas cânticos litúrgicos de origem europeia.
6-Buscar a matriz da religião tradicional
Nem sempre é fácil a relação do cristianismo com as religiões tradicionais africanas. O documento entregue pelo Papa aos bispos fala dos valores da cultura africana, quase sempre presentes na religião tradicional do continente: respeito pelos anciãos, respeito pela mulher como mãe, cultura da solidariedade e da hospitalidade, respeito pela honestidade… A Igreja Católica deve identificar a matriz da religião tradicional africana, sugere o documento, para “identificar os elementos bons e nobres, que o cristianismo pode adoptar, purificando os que julgar incompatíveis com o evangelho, para forjar uma cultura de reconciliação, justiça e paz”. Esta aproximação “facilitará a colaboração com os adeptos desta religião” e “contribuirá para uma autêntica inculturação na Igreja”. Mas o texto diz que a Igreja deve recusar os “chauvinistas” que defendem a religião tradicional “como património nacional e fazem dela um objecto de orgulho nacional, embora muitas vezes não a pratiquem”.
7-Diálogo e intercâmbio com o islão
O catolicismo cresceu em África nos últimos anos, mas o islão também se expande. E a conversa entre as duas religiões nem sempre é fácil. O Papa Bento XVI escolheu os Camarões para primeira etapa africana porque, entre outras razões, ali existe uma sã convivência e muitas iniciativas conjuntas de católicos, protestantes e muçulmanos. O texto do sínodo nota que há realidades diversas no diálogo entre catolicismo e islão e diz que há o risco de “politizar as pertenças religiosas”. O intercâmbio e a solidariedade entre cristãos e muçulmanos e o respeito pelas identidades religiosas de crianças muçulmanas que frequentam escolas católicas são iniciativas que devem continuar, sugere o texto.
8-Seitas manifestam sede de Deus
O catolicismo cresce em África, “uma grande sede de Deus” manifestou-se no continente e “paradoxalmente a proliferação das seitas é disso um sinal”. As seitas ou os novos movimentos religiosos, juntamente com as religiões tradicionais africanas e, por vezes, com as diferenças tribais ou étnicas, criam um enorme mosaico num mercado sócio-religioso diversificadíssimo. Bento XVI referiu-se também ao problema logo no voo para os Camarões, no início da viagem que amanhã termina: “Sabemos que estas seitas não são muito estáveis”, mas respondem a desejos de “prosperidade” e “curas milagrosas”. A Igreja deve aparecer como uma estrutura estável e universal, que supera o individualismo, sugeria o Papa.
9-Preservativo vs. medicamentos grátis
A sida e o preservativo acabaram por ser um tema forte da viagem do Papa aos Camarões e a Angola, a par da denúncia da corrupção. A Igreja Católica tem insistido em factores como o acesso gratuito a medicamentos e as facilidades de tratamento, mas essa mensagem fica obscurecida pela oposição reiterada ao uso do preservativo. O documento do sínodo, claro, não altera a doutrina, antes valoriza a criação de instituições de apoio a doentes.
10-Contra preconceitos sobre a mulher
As mulheres africanas – ou “a mulher” abstracta, como os documentos da Igreja se lhe referem – são vítimas de muitos preconceitos, nota o documento: mutilação sexual, casamento forçado, poligamia, violência doméstica, prostituição. Neste capítulo, o documento fica por este tipo de denúncias – que alarga também às crianças, em vários casos -, fala depois da evangelização e do papel da família, recusa a homossexualidade e o aborto, mas não faz outras propostas.
Kadafi – O rei da África – Um dos ditadores mais antigos do mundo
8 de fevereiro de 2009REPORTAJE
Gaddafi, ‘rey de reyes africanos’
El líder libio recupera su sueño de unir a África bajo su batuta
IGNACIO CEMBRERO - Madrid – 08/02/2009

A su larga lista de títulos -Guía de la gran revolución, Guía supremo, etcétera-, el líder libio Muammar el Gaddafi, de 66 años, acaba de añadir uno más: Rey de los reyes tradicionales africanos. De esta manera, le describe su séquito desde que, a principios de semana, fue elegido en la cumbre de Addis Abeba presidente de la Unión Africana, organización que agrupa 53 países del continente.
La designación fue casi por casualidad. El puesto correspondía por rotación a un país del norte de África. Marruecos no es miembro de la UA, Mauritania ha sido sancionada con la suspensión de su participación y los demás jefes de Estado de la región no acudieron a la cita.
El cargo cayó pues en manos de Gaddafi. Y lo que iba a ser una cumbre de 48 horas duró cuatro días. El líder libio quiere que durante el año que dure su presidencia la UA cumpla su sueño de crear los Estados Unidos de África. No todos los países miembros están entusiasmados. Por eso se alargaron los debates.
Gaddafi apareció en la capital etíope ataviado con una toga brocada color oro y con un birrete a juego. Su indumentaria era la habitual, pero no así su séquito, al que incorporó a una decena de jefes tribales que la delegación libia describía como “reyes tradicionales africanos”.
No en balde, Gaddafi está convencido de que lo que de verdad importa en África son las tribus. “Carecemos de estructuras políticas [en África]; nuestras estructuras son sociales”, lanzó a los mandatarios. “Nuestros partidos políticos son partidos tribales y por eso ha habido derramamiento de sangre”. De ahí que en Libia estén prohibidos.
Pese a que en septiembre hará 40 años que Gaddafi ejerce el poder en Libia -protagonizó un golpe de Estado militar-, el líder sigue marcado por sus orígenes beduinos. Nació en un pueblo de la región de Sirta, en el seno de la tribu qadhadfa.
Junto con su visión tribal, otra de las tendencias de fondo de la trayectoria política del célebre coronel libio es su empeño en desempeñar un papel en África. Acaso esta pasión africana se haya visto acentuada por el rechazo que suscita entre muchos líderes árabes, que ven en él a un personaje estrambótico.
En los años ochenta, Gaddafi financió a los movimientos rebeldes de varios países africanos, empezando por sus vecinos de Chad y Níger. Esas aventuras desestabilizadoras fueron un motivo, no el más importante, de su exclusión de la comunidad internacional. La principal razón de su marginación fue la implicación de sus servicios secretos en los atentados contra aviones de la estadounidense Pan Am, en 1988, y de la francesa UTA, al año siguiente. En total causaron 440 muertos.
Veinte años después, Gaddafi reanuda con su sueño africano, pero esta vez por la vía pacífica. No en balde se ha convertido en un miembro relativamente sensato de la comunidad internacional al que Condoleezza Rice, ex secretaria de Estado norteamericana, visitó en septiembre. Hace tan sólo un mes fue el rey de España, don Juan Carlos, el que se desplazó a Trípoli.
“Necesitamos que las gentes de África canalicen sus energías para empujarnos hasta alcanzar la fase final: los Estados Unidos de África, que serán como son hoy en día los Estados Unidos de América”, aseguró Gaddafi en su discurso ante la cumbre.
Para ello, prosiguió, es necesario “un gobierno de la unión”. “Tendrá que haber secretarios [ministros], coordinadores de políticas como Defensa, Asuntos Exteriores”, que hoy en día “son divergentes”. Gaddafi mencionó incluso la creación de un único ejército africano, de una moneda única y de un mismo pasaporte.
En 12 meses había que sentar los cimientos de una unión que Europa, un continente mucho más homogéneo, no ha logrado en más de medio siglo. El sueño libio se topó con las reticencias de varios pesos pesados africanos, empezando por Suráfrica.
Al final, fue Jean Ping, el presidente del órgano ejecutivo de la UA, el encargado de explicar a la prensa el laborioso compromiso alcanzado. “El propósito inicial fue de crear un gobierno de la unión, pero los Estados miembros señalaron durante el debate que eso tenía unas implicaciones claras y que no se había llegado a esa fase”, aclaró. “Será mejor pasar de una comisión a una autoridad”.
La comisión que preside Ping pasará a llamarse autoridad, tendrá algunas competencias más y un mayor presupuesto. El cambio de nombre tardará años porque requiere ser ratificado por los dos tercios de los países miembros. Aun así, Gaddafi se mostró satisfecho: “Esto debe de ser aplaudido y ahora hay que aplicar la decisión”.
Pese a haber sido rebajado, su proyecto sigue suscitando escepticismo en África. Primero, el maltrato que depara a los subsaharianos en Libia -denunciado por ONG de derechos humanos- no hace de Gaddafi el más indicado para dar lecciones de panafricanismo.
“Pido que alguien, deprisa, despierte a Gaddafi de su sueño y le haga volver a la realidad”, escribía Sylva Nze Ifedigbo en el Nigerian Muse de Lagos. “África tiene demasiados problemas para perder el tiempo discutiendo del panafricanismo”. “Lo que necesitan nuestros pueblos es pan en la mesa”.