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Add comment 10 10UTC Agosto 10UTC 2009

ABORTOS NA CHINA – 13 MILHÕES DE ABORTOS POR ANO

Abortion statistics cause for concernBy Shan Juan in Beijing and Qian Yanfeng in Shanghai (China Daily)

http://www.nytimes.com/2009/07/31/world/asia/31abortion.html?_r=1&ref=world

http://www.chinadaily.com.cn/china/2009-07/30/content_8489656.htm

Updated: 2009-07-30 06:45

Inadequate knowledge about contraception is a major factor in the 13 million abortions performed in China every year, research shows. 

This is an unfortunate – and avoidable – situation, experts said, and improvements need to be made. 

Li Ying, a professor at Peking University, said Wednesday that young people need more knowledge about sex. 

A survey done by 411 Hospital of PLA (People’s Liberation Army) in Shanghai, for example, found that less than 30 percent of callers to a hotline knew how to avoid pregnancy, and only 17 percent were aware of venereal diseases. 

More than 70 percent said they did not know sexual transmission is the major contributor to the spread of HIV/AIDS. 

Related readings:

 China mulls ban on sex-selection abortion

 China launches campaign to break sex taboos

 Schools lift the veil on early years sex education

 Abortion ad sends supermodel running to court

 Four kids in five view pornography online

 No more secrecy on sex in cyber era 

Li said Chinese parents are reluctant to teach their children about sex, so more needs to be done on sex education. 

“Sex education needs to be strengthened, with universities and our society giving more guidance,” she said. 

Wu Shangchun, a division director of the National Population and Family Planning Commission’s technology research center, told China Daily that research shows nearly half of the women who had abortions had not used any form of contraception.

“The challenge of reducing (the number) of women seeking abortions in China is tough,” Wu said. 

Yu Dongyan, a hospital gynecologist, said new mores have changed the social setting. 

“Sex is no longer considered taboo among young people today, and they believe they can learn everything they need from the Internet. But it doesn’t mean they’ve developed a proper understanding or attitude toward it,” Yu said. 

Government statistics show that about 62 percent of the women who have abortions are between 20 and 29 years old, and most are single. 

Wu said the real number of abortions is much higher than reported, because the figures are collected only from registered medical institutions. 

Many abortions, Wu said, are performed in unregistered clinics. 

Also, about 10 million abortion-inducing pills, used in hospitals for early-stage abortions, are sold every year in the country, she said. 

The Shanghai hotline, which offers help for pregnant women, has reported an increase in calls, mostly from women 18 and under. 

Figures from 411 Hospital show that as many as 30 calls were received on its hotline some days this month, compared with about 10 per day in previous months. 

Most callers had questions about what to do after becoming pregnant or how to get an abortion, said Yu. 

Wu said birth control information mainly reaches young married couples. 

The morning-after pill, which can be used within 120 hours of intercourse to prevent pregnancy, has been widely sold as emergency contraception since 1998, she said. 

Wu said the pills have sold well, but she added that incorrect use is a problem. 

Wu also said much information on the Internet about sex frequently is incorrect. 

Sun Xiaohong, of the educational center of Shanghai’s Population and Family Planning Commission, said she found it difficult to promote sex education in schools because some teachers and parents believe it will encourage sex. 

Sun Aijun, a leading gynecologist at Beijing Union Hospital, said there also is a misconception among some women that the contraceptive pill is unsafe. 

Sun said many unmarried couples choose to use condoms, but that this can be problematic because some women find it difficult to turn down requests from a partner not to use them. 

Abortions cost about 600 yuan ($88). Since the 1990s, doctors have not asked for a woman’s marital status when an abortion is performed. 

There are about 20 million births in the country each year, Wu said.

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Chine : 13 millions d’avortement par an

AP  30/07/2009 | Mise à jour : 21:20 

Environ 13 millions d’avortements sont pratiqués chaque année en Chine, a rapporté aujourd’hui le quotidien officiel “China Daily”, révélant des statistiques du planning familial chinois. Un chiffre plus élevé que dans n’importe quel autre pays au monde. Selon le journal, le nombre réel d’avortements serait même plus important car beaucoup sont réalisés dans des cliniques rurales non déclarées. 

L’Organisation mondiale de la santé (OMS) et l’Institut Guttmacher avaient déjà estimé auparavant que neuf millions d’avortements avaient été pratiqués en Chine en 2003, soit plus que dans aucun autre pays. Mais c’est Cuba qui détient le taux d’avortement le plus élevé avec 57 pour 1.000 femmes entre 15 et 44 ans, contre 17 pour 1.000 en France.

 Selon le “China Daily”, environ 62% des avortements en Chine sont réalisés sur des jeunes femmes célibataires entre 20 et 29 ans, et près de la moitié des femmes qui ont avorté ont reconnu ne pas avoir utilisé de moyen de contraception. En outre, 10 millions de pilules abortives sont vendues chaque année dans le pays.

Add comment 30 30UTC Julho 30UTC 2009

Liberdade para Dr. Óscar Biscet, condenado a 25 anos de prisão por negar-se a realizar abortos.

Domingo, 21 de Junho de 2009

Liberdade para Dr. Óscar Biscet, condenado a 25 anos de prisão por negar-se a realizar abortos.

Dr_Biscet

Caríssimos (as) leitores (as),

Desejo compartilhar com vocês, o chamado de apoio  (que recebi da Equipe da Rádio e TV Convicción), a causa do médico cubano Dr. Óscar Biscet, que foi condenado a 25 anos de prisão por negar-se a realizar abortos. Por favor, pedimos que visitem o endereço http://plataformabiscet.org (ou http://biscet.blogspot.com/), a fim de informar-se sobre a triste situação deste héroi de nosso tempo. Visitem o site e vejam a forma de colaborar com a campanha em prol de sua liberdade.

Em Cristo,

Gederson Falcometa Zagnoli Pinheiro de Faria

Add comment 21 21UTC Junho 21UTC 2009

homilia do padre Paulo Ricardo sobre o aborto de gêmeos em Recife

Add comment 29 29UTC Março 29UTC 2009

Passeata contra o aborto – na espanha

Cem mil pessoas se reúnem contra o Aborto

Cem mil pessoas se reúnem neste domingo contra o aborto em Madri
Acontecerá amanhã, dia 29, em Madri a “Marcha pela vida”, uma iniciativa das organizações Direito de Viver, HazteOir.org, Medicina pela vida, e Pro-Vida Madri.
A idéia é promover a “Primeira semana pela vida”, primeira manifestação civil contra uma proposta de aborto encaminhada ao governo espanhol e em fase avançada.
O evento será uma festa de cores, música e alegria contra a minoria que, segundo a organização, propaga a morte. Ao final, será lido um manifesto a favor da vida.
São esperadas pelo menos cem mil pessoas e, no dia, também haverá um concurso envolvendo mais de trinta escolas, com o tema Desenho pela Vida.
Gádor Joya, porta-voz da Direito de Viver, e Jesús Proveda, presidente da Pro-Vida Madri, lembram sobre a importância na sociedade de mais debates sobre o assunto.
Fonte:http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=272625

Add comment 29 29UTC Março 29UTC 2009

Homilia do Pe. Paulo Ricardo sobre o caso aborto

Homilia do Pe. Paulo Ricardo sobre o caso aborto

1 comment 21 21UTC Março 21UTC 2009

A verdade sobre a menina que abortou gêmeos

Máxima importância – Caso do aborto

GRÁVIDA DE GÊMEOS EM ALAGOINHA

O lado que a imprensa deixou de contar

Há cerca de oito dias, nossa cidade foi tomada de surpresa por uma trágica notícia de um acontecimento que chocou o país: uma menina de 9 anos de idade, tendo sofrido violência sexual por parte de seu padrasto, engravidou de dois gêmeos. Além dela, também sua irmã, de 13 anos, com necessidade de cuidados especiais, foi vitima do mesmo crime. Aos olhos de muitos, o caso pareceu absurdo, como de fato assim também o entendemos, dada a gravidade e a forma como há três anos isso vinha acontecendo dentro da própria casa, onde moravam a mãe, as duas garotas e o acusado.

O Conselho Tutelar de Alagoinha, ciente do fato, tomou as devidas providências no sentido de apossar-se do caso para os devidos fins e encaminhamentos. Na sexta-feira, dia 27 de fevereiro, sob ordem judicial, levou as crianças ao IML de Caruaru-PE e depois ao IMIP (Instituto Médico Infantil de Pernambuco), de Recife a fim de serem submetidas a exames sexológicos e psicológicos. Chegando ao IMIP, em contato com a Assistente Social Karolina Rodrigues, a Conselheira Tutelar Maria José Gomes, foi convidada a assinar um termo em nome do Conselho Tutelar que autorizava o aborto. Frente à sua consciência cristã, a Conselheira negou-se diante da assistente a cometer tal ato. Foi então quando recebeu das mãos da assistente Karolina Rodrigues um pedido escrito de próprio punho da mesma que solicitava um “encaminhamento ao Conselho Tutelar de Alagoinha no sentido de mostrar-se favorável à interrupção gestatória da menina, com base no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e na gravidade do fato”. A Conselheira guardou o papel para ser apreciado pelos demais Conselheiros colegas em Alagoinha e darem um parecer sobre o mesmo com prazo até a segunda-feira dia 2 de março. Os cinco Conselheiros enviaram ao IMIP um parecer contrário ao aborto, assinado pelos mesmos. Uma cópia deste parecer foi entregue à assistente social Karolina Rodrigues que o recebeu na presença de mais duas psicólogas do IMIP, bem como do pai da criança e do Pe. Edson Rodrigues, Pároco da cidade de Alagoinha.
No sábado, dia 28, fui convidado a acompanhar o Conselho Tutelar até o IMIP em Recife, onde, junto à conselheira Maria José Gomes e mais dois membros de nossa Paróquia, fomos visitar a menina e sua mãe, sob pena de que se o Conselho não entregasse o parecer desfavorável até o dia 2 de março, prazo determinado pela assistente social, o caso se complicaria. Chegamos ao IMIP por volta das 15 horas. Subimos ao quarto andar onde estavam a menina e sua mãe em apartamento isolado. O acesso ao apartamento era restrito, necessitando de autorização especial. Ao apartamento apenas tinham acesso membros do Conselho Tutelar, e nem tidos. Além desses, pessoas ligadas ao hospital. Assim sendo, à área reservada tiveram acesso naquela tarde as conselheiras Jeanne Oliveira, de Recife, e Maria José Gomes, de nossa cidade.
Com a proibição de acesso ao apartamento onde menina estava, me encontrei com a mãe da criança ali mesmo no corredor. Profunda e visivelmente abalada com o fato, expôs para mim que tinha assinado “alguns papéis por lá”. A mãe é analfabeta e não assina sequer o nome, tendo sido chamada a pôr as suas impressões digitais nos citados documentos.
Perguntei a ela sobre o seu pensamento a respeito do aborto. Valendo-se se um sentimento materno marcado por preocupação extrema com a filha, ela me disse da sua posição desfavorável à realização do aborto. Essa palavra também foi ouvida por Robson José de Carvalho, membro de nosso Conselho Paroquial que nos acompanhou naquele dia até o hospital. Perguntei pelo estado da menina. A mãe me informou que ela estava bem e que brincava no apartamento com algumas bonecas que ganhara de pessoas lá no hospital. Mostrava-se também muito preocupada com a outra filha que estava em Alagoinha sob os cuidados de uma família. Enquanto isso, as duas conselheiras acompanhavam a menina no apartamento. Saímos, portanto do IMIP com a firme convicção de que a mãe da menina se mostrava totalmente desfavorável ao aborto dos seus netos, alegando inclusive que “ninguém tinha o direito de matar ninguém, só Deus”.
Na segunda-feira, retornamos ao hospital e a história ganhou novo rumo. Ao chegarmos, eu e mais dois conselheiros tutelares, fomos autorizados a subirmos ao quarto andar onde estava a menina. Tomamos o elevador e quando chegamos ao primeiro andar, um funcionário do IMIP interrompeu nossa subida e pediu que deixássemos o elevador e fôssemos à sala da Assistente Social em outro prédio. Chegando lá fomos recebidos por uma jovem assistente social chamada Karolina Rodrigues. Entramos em sua sala eu, Maria José Gomes e Hélio, Conselheiros de Alagoinha, Jeanne Oliveira, Conselheira de Recife e o pai da menina, o Sr. Erivaldo, que foi conosco para visitar a sua filha, com uma posição totalmente contrária à realização do aborto dos seus netos. Apresentamo-nos à Assistente e, ao saber que ali estava um padre, ela de imediato fez questão de alegar que não se tratava de uma questão religiosa e sim clínica, ainda que este padre acredite que se trata de uma questão moral.
Perguntamos sobre a situação da menina como estava. Ela nos afirmou que tudo já estava resolvido e que, com base no consentimento assinado pela mãe da criança em prol do aborto, os procedimentos médicos deveriam ser tomados pelo IMI dentro de poucos dias. Sem compreender bem do que se tratava, questionei a assistente no sentido de encontrar bases legais e fundamentos para isto. Ela, embora não sendo médica, nos apresentou um quadro clínico da criança bastante difícil, segundo ela, com base em pareceres médicos, ainda que nada tivesse sido nos apresentado por escrito.
Justificou-se com base em leis e disse que se tratava de salvar apenas uma criança, quando rebatemos a idéia alegando que se tratava de três vidas. Ela, desconsiderando totalmente a vida dos fetos, chegou a chamá-los em “embriões” e que aquilo teria que ser retirado para salvar a vida da criança. Até então ela não sabia que o pai da criança estava ali sentado ao seu lado. Quando o apresentamos, ela perguntou ao pai, o Sr. Erivaldo, se ele queria falar com ela. Ele assim aceitou. Então a assistente nos pediu que saíssemos todos de sua sala os deixassem a sós para a essa conversa. Depois de cerca de vinte e cinco minutos, saíram dois da sala para que o pai pudesse visitar a sua filha. No caminho entre a sala da assistente e o prédio onde estava o apartamento da menina, conversei com o pai e ele me afirmou que sua idéia desfavorável ao aborto agora seria diferente, porque “a moça me disse que minha filha vai morrer e, se é de ela morrer, é melhor tirar as crianças”, afirmou o pai quase que em surdina para mim, uma vez que, a partir da saída da sala, a assistente fez de tudo para que não nos aproximássemos do pai e conversássemos com ele. Ela subiu ao quarto andar sozinha com ele e pediu que eu e os Conselheiros esperássemos no térreo. Passou-se um bom tempo. Eles desceram e retornamos àsala da assistente social.
O silêncio de que havia algo estranho no ar me incomodava bastante. Desta vez não tive acesso à sala. Porém, em conversa com os conselheiros e o pai, a assistente social Karolina Rodrigues, em dado momento da conversa, reclamou da Conselheira porque tinha me permitido ver a folha de papel na qual ela solicitara o parecer do Conselho Tutelar de Alagoinha favorável ao aborto e rasgou a folha na frente dos conselheiros e do pai da menina. A conversa se estendeu até o final da tarde quando, ao sair da sala, a assistente nos perguntava se tinha ainda alguma dúvida. Durante todo o tempo de permanência no IMIP não tivemos contato com nenhum médico. Tudo o que sabíamos a respeito do quadro da menina era apenas fruto de informações fornecidas pela assistente social. Despedimo-nos e voltamos para nossas casas. Aos nossos olhos, tudo estava consumado e nada mais havia a fazer.
Dada a repercussão do fato, surge um novo capítulo na história. O Arcebispo Metropolitano de Olinda e Recife, Dom José Cardoso, e o bispo de nossa Diocese de Pesqueira, Dom Francisco Biasin, sentiram-se impelidos a rever o fato, dada a forma como ele se fez. Dom José Cardoso convocou, portanto, uma equipe de médicos, advogados, psicólogos, juristas e profissionais ligados ao caso para estudar a legalidade ou não de tudo o que havia acontecido. Nessa reunião que se deu na terça-feira, pela manhã, no Palácio dos Manguinhos, residência do Arcebispo, estava presente o Sr. Antonio Figueiras, diretor do IMIP que, constatando o abuso das atitudes da assistente social frente a nós e especialmente com o pai, ligou ao hospital e mandou que fosse suspensa toda e qualquer iniciativa que favorecesse o aborto das crianças. E assim se fez.
Um outro encontro de grande importância aconteceu. Desta vez foi no Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, na tarde da terça-feira. Para este, eu e mais dois Conselheiros, bem como o pai da menina formos convidados naquela tarde. Lá no Tribunal, o desembargador Jones Figueiredo, junto a demais magistrados presentes, se mostrou disposto a tomar as devidas providências para que as vidas das três crianças pudessem ser salvas. Neste encontro também estava presente o pai da criança. Depois de um bom tempo de encontro, deixamos o Tribunal esperançosos de que as vidas das crianças ainda poderiam ser salvas.
Já a caminho do Palácio dos Manguinhos, residência do Arcebispo, por volta das cinco e meia da tarde, Dom José Cardoso recebeu um telefonema do Diretor do IMIP no qual ele lhe comunicava que um grupo de uma entidade chamada Curumins, de mentalidade feminista pró-aborto, acompanhada de dois técnicos da Secretaria de Saúde de Pernambuco, teriam ido ao IMIP e convencido a mãe a assinar um pedido de transferência da criança para outro hospital, o que a mãe teria aceito. Sem saber do fato, cheguei ao IMIP por volta das 18 horas, acompanhado dos Conselheiros Tutelares de Alagoinha para visitar a criança. A Conselheira Maria José Gomes subiu ao quarto andar para ver a criança. Identificou-se e a atendente, sabendo que a criança não estava mais na unidade, pediu que a Conselheira sentasse e aguardasse um pouco, porque naquele momento “estava havendo troca de plantão de enfermagem”. A Conselheira sentiu um clima meio estranho, visto que todos faziam questão de manter um silêncio sigiloso no ambiente. Ninguém ousava tecer um comentário sequer sobre a menina.
No andar térreo, fui informado do que a criança e sua mãe não estavam mais lá, pois teriam sido levadas a um outro hospital há pouco tempo acompanhadas de uma senhora chamada Vilma Guimarães. Nenhum funcionário sabia dizer para qual hospital a criança teria sido levada. Tentamos entrar em contato com a Sra. Vilma Guimarães, visto que nos lembramos que em uma de nossas primeiras visitas ao hospital, quando do assédio de jornalistas querendo subir ao apartamento onde estava a menina, uma balconista chamada Sandra afirmou em alta voz que só seria permitida a entrada de jornalistas com a devida autorização do Sr. Antonio Figueiras ou da Sra. Vilma Guimarães, o que nos leva a crer que trata-se de alguém influente na casa. Ficamos a nos perguntar o seguinte: lá no IMIP nos foi afirmado que a criança estava correndo risco de morte e que, por isso, deveria ser submetida ao procedimentos abortivos. Como alguém correndo risco de morte pode ter alta de um hospital. A credibilidade do IMIP não estaria em jogo se liberasse um paciente que corre risco de morte? Como explicar isso? Como um quadro pode mudar tão repentinamente? O que teriam dito as militantes do Curumim à mãe para que ela mudasse de opinião? Seria semelhante ao que foi feito com o pai?
Voltamos ao Palácio dos Manguinhos sem saber muito que fazer, uma vez que nenhuma pista nós tínhamos. Convocamos órgãos de imprensa para fazer uma denúncia, frente ao apelo do pai que queria saber onde estava a sua filha.
Na manhã da quarta-feira, dia 4 de março, ficamos sabendo que a criança estava internada na CISAM, acompanhada de sua mãe. O Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (FUSAM) é um hospital especializado em gravidez de risco, localizado no bairro da Encruzilhada, Zona Norte do Recife. Lá, por volta das 9 horas da manhã, nosso sonho de ver duas crianças vivas se foi, a partir de ato de manipulação da consciência, extrema negligência e desrespeito à vida humana.
Isto foi relatado para que se tenha clareza quanto aos fatos como verdadeiramente eles aconteceram. Nada mais que isso houve. Porém, lamentamos profundamente que as pessoas se deixem mover por uma mentalidade formada pela mídia que está a favor de uma cultura de morte. Espero que casos como este não se repitam mais.
Ao IMIP, temos que agradecer pela acolhida da criança lá dentro e até onde pode cuidar dela. Mas por outro lado não podemos deixar de lamentar a sua negligência e indiferença ao caso quando, sabendo do verdadeiro quadro clínico das crianças, permitiu a saída da menina de lá, mesmo com o consentimento da mãe, parecendo ato visível de quem quer se ver livre de um problema.
Aos que se solidarizaram conosco, nossa gratidão eterna em nome dos bebês que a esta hora, diante de Deus, rezam por nós. “Vinde a mim as crianças”, disse Jesus. E é com a palavra desde mesmo Jesus que continuaremos a soltar nossa voz em defesa da vida onde quer que ela esteja ameaçada. “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham plenamente” (Jo, 10,10). Nisso cremos, nisso apostamos, por isso haveremos de nos gastar sempre. Acima de tudo, a Vida!
Pe. Edson Rodrigues
Pároco de Alagoinha-PE
padreedson@hotmail.com
(87) 3839.1473

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