A crítica de Freud ao comunismo

A religião, a ética, são resultados destes esforços coibitivos sobre a agressividade humana. Observando Freud que, apesar de séculos de repressão à agressividade, estes empenhos da civilização até hoje não conseguiram muito’, e reconhecendo a agressividade como uma característica constitutiva e importante da natureza humana.

Freud faz, então, de forma quase profética, uma crítica às experiências do socialismo implantado na União Soviética, principalmente pelo fato do marxismo identificar na propriedade privada a causa de todos os males sociais e, uma vez esta sendo abolida a humanidade estabeleceria um novo e qualitativamente superior patamar de felicidade. 

“”"”"”Não estou interessado em nenhuma crítica econômica do sistema comunista; não posso investigar se a abolição da propriedade privada é conveniente ou vantajosa. Mas sou capaz de reconhecer que as premissas psicológicas em que o sistema se baseia são uma ilusão insustentável…..A agressividade não foi criada pela propriedade. Reinou quase sem limites nos tempos primitivos, quando a propriedade era ainda muito escassa, e já se apresenta no quarto das crianças, quase antes que a propriedade tenha abandonado sua forma anal e primária; constitui a base de toda relação de afeto e amor entre pessoas. ( p.135)”"”"” O Mal estar na civilização.

2 Respostas para “A crítica de Freud ao comunismo”

  1. Michel Zayres Disse:

    Excelente matéria.
    A psicanálise é uma forma clara de resistência do extermínio da individualidade e subjetividade humana.
    O comunismo não considera essas categorias existenciais.

  2. Carlos Freitas Disse:

    Concordo com Freud, sou psicólogo, os comunistas stalinistas daquele período vinham com um discurso falacioso, de que o comunismo traria o paraíso. Porém temos que ser sérios, a propriedade privada não faz surgir a agressividade, ela simplesmente torna essa pulsão em exploração, ou seja, soma o poder concentrado na mão de poucos à pulsão natural e primitiva que é a agressividade. Isso a URSS também fez, mas aquilo era um Capitalismo de Estado, era o Estado, dito falsamente Comunista, que explorava a população.
    O Comunismo é os homens gerindo coletivamente as coisas e a humanidade nunca esteve perto disso, talvez nunca esteja, mas é preferível lutar e seguir nesse sentido do que reforçar um estado de coisas que gera a coisificação das relações. A Revolução Burguesa fez com que se desenvolvesse a subjetividade, porém a sociedade de hoje massifica os desejos, podemos falar em subejetividade na sociedade em que todos usam jeans, tomam Coca-cola e comem no McDonalds? Não podemos falar nem em cultura local.
    Nessa sociedade subjetividade tem somente os 10% da população que podem escolher para onde ir e o que fazer da própria vida, “pobre não tem subjetividade”.

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