História de Uberaba – Fundação de Uberaba

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FOTO DE LARGO DA MATRIZ VELHA – Vila de Uberaba- 1856 – À direita da foto, a Casa de Câmara e Cadeia, tal como era quando foi construída pelo Capitão Domingos da Silva e Oliveira.

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O arraial de Santo Antônio e São Sebastião do Uberaba foi fundado, em 1808, pelo sargento-mor comandante da Companhia de Ordenanças do Distrito do Julgado do Desemboque da Capitania de Goiás, Antônio Eustáquio da Silva e Oliveira.

Anteriormente a Eustáquio, o cargo de comandante do Distrito do Desemboque fora ocupado por seu irmão Capitão-General José Manuel da Silva e Oliveira.

O Julgado do Desemboque correspondia ao atual Triângulo Mineiro menos a região de Araxá que foi elevada a julgado, em 1811, desmembrada do Julgado do Desemboque.

A primeira casa de Uberaba-MG, contruída pelo Sargento-Mór Antônio Eustáquio se localizava na atual esquina da Praça Rui Barbosa com a Rua Artur Machado, do lado esquerdo de quem desce a rua Artur Machado.

O Sargento-mor Antônio Eustáquio era oriundo do Distrito de Glaura, pertencente à antiga Vila Rica, atual Ouro Preto, onde seu pai, João da Silva de Oliveira, fora vereador por três mandatos na época da Inconfidência Mineira e capitão comandante de Glaura e compadre dos inconfidentes Tomás Antônio Gonzaga, João Rodrigues de Macedo e José Álvares Maciel. O capitão João da Silva de Oliveira foi cobrador de impostos para Rodrigues de Macedo, e sua filha Rita foi esposa do sobrinho de Macedo,  o Capitão Jerônimo Fernandes da Silva Macedo.

João da Silva de Oliveira e outros membros da  família  SILVA CARDOSO e outros pessoas como o Frei Lourenço do Caraça,  vieram fugidos, de Portugal, quando da perseguição à Família Távora pelo Marquês de Pombal em 1758.

Acento de batismo do Sargento-Mór Antônio Eustáquio:

AOS ONZE DIAS DO MÊS DE OUTUBRO DO PRESENTE ANO DE MIL SETECENTOS E SESSENTA E NOVE NESTA IGREJA MATRIZ DE SANTO ANTONIO DA CASA BRANCA BATIZOU E  PÔS OS SANTOS ÓLEOS O REVERENDO DOUTOR ANTONIO ALVES PORTELA (tio de Eustáquio) A ANTONIO  INOCENTE FILHO LEGÍTIMO DO ALFERES JOÃO DA SILVA DE OLIVEIRA E DE SUA MULHER JOANA FRANCISCA DE PAIVA, NETO PELA PARTE PATERNA DE MANUEL DA SILVA CARDOSO E DE ISABEL FRANCISCA, NATURAIS DA FREGUESIA DE SÃO MIGUEL DE OLIVEIRA DO DOURO, BISPADO DE LAMEGO, e PELA PARTE MATERNA DO ALFERES JOÃO ALVARES PORTELA NATURAL DA FREGUESIA DE SANTA MARIA DO CANEDO ARCEBISPADO DE BRAGA E DE JOANA MONTEIRA DE PAIVA NATURAL DA FREGUESIA DE SÃO PAULO DO PATRIARCADO DE LISBOA. FORAM PADRINHOS O CAPITÃO MATIAS GONÇALVES MOREIRA SOLTEIRO MORADOR NA FREGUESIA DE ANTONIO DIAS DO OURO PRETO E ANA MARIA DE PAIVA MULHER DE JOÃO GONÇALVES CAMPOS. DO QUE FIZ ESTE ACENTO E ASSINEI. VIGÁRIO ENCOMENDADO MANOEL DE BARROS“.

nota: O padrinho Mathias era Mathias de Távora da Silveira, (filho de Matias Gonçalves de Proença e Bárbara de Távora da Silveira}, mas não podia, na época, ninguém usar o sobrenome Távora.

O Sargento-Mor Antônio Eustáquio da Silva e Oliveira, buscando desbravar novas terras na região, realizou duas entradas pelo Sertão da Farinha Podre e foi também fundador, entre os anos de 1810 e 1813, do arraial denominado Nossa Senhora do Carmo dos Morrinhos, atual município de Prata.

Da família fundadora do Uberaba, Sargento-mor Antônio Eustáquio, seus irmãos e primos, o descendente mais ilustre é o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, tetraneto do Capitão-General José Manuel da Silva e Oliveira.

Uberaba surgiu pela migração de geralistas, como eram chamados os habitantes das Minas Gerais na época do Brasil Colônia, os quais deixaram as já esgotadas regiões produtoras de ouro, porém fracas para agricultura, da Capitania de Minas e de Goiás (Desemboque), em busca de terras férteis para se estabelecerem como agricultores e pecuaristas.

Entre estes pioneiros, além dos Silva e Oliveira, estavam, entre outros, os Rodrigues da Cunha, originários de Conselheiro Lafaiete-MG , e os Bernardes da Silveira, Rodrigues Gondim e Alves Gondim vindos de Formiga (Minas Gerais).

O local onde se instalou o Arraial de Uberaba, inicialmente denominado sertão da Farinha Podre, às margens do Córrego das Lages, foi escolhido por existirem, naquela área, formadas por seis colinas (Boa Vista, Estados Unidos, da Matriz, Cuiabá, Barro Preto e a colina da Misericórdia), grande quantidade de nascentes de córregos no alto destas colinas. Sendo que as primeiras “moradas de casas”, como se dizia na época, foram construídas próximas às nascentes destes córregos.

As terras do novo arraial pertenciam à Fazenda das Toldas, ainda existente, e foram doadas, em 1812, por seu proprietário Tristão de Castro Guimarães.

O “Arraial” de Uberaba, na época pertencente ao Julgado do Desemboque, Capitania de Goiás, foi elevado à condição de “Distrito de Índios” em 13 de fevereiro de 1811.

Em 1816, a região do Triângulo Mineiro, que na época compreendia o “Julgado do Desemboque” (onde Uberaba se encontra) e o “Julgado do Araxá”, deixou de pertencer à Capitania de Goiás e foi anexada à Capitania de Minas Gerais.

Estes dois julgados (Desemboque e Araxá) ficaram pertencendo à Vila e comarca de Paracatu do Príncipe. A comarca de Paracatu foi criada em 1815.

O Sargento-Mor Eustáquio pediu e conseguiu de D. João VI a elevação de Uberaba à categoria de freguesia em 2 de março de 1820 com o nome de Freguesia de Santo Antônio e São Sebastião do Uberaba, desmembrada da Freguesia do Desemboque.

Em 1831 é criada a Vila de Araxá, a qual Uberaba fez parte até sua emancipação política em 1836.

O sargento-mor Antônio Eustáquio foi o líder político de Uberaba até sua morte em 1832, quando assumiu o seu lugar, seu irmão Capitão Domingos da Silva e Oliveira que foi o líder político de Uberaba até sua morte em 1852, e, que conseguiu, em 1836, a emancipação política de Uberaba, então pertencente à Vila de Araxá. O Capitão Domingos havia trabalhado, também, em 1831, para a elevação de Araxá à categoria de vila.

Em 22 de fevereiro de 1836, pela lei mineira número 28, Uberaba foi elevada à categoria de município, a Vila de Uberaba, desmembrando-se de Araxá. Em 7 de janeiro de 1837, é instalada a Câmara Municipal, tomando posse os primeiros vereadores, tendo o Capitão Domingos como seu primeiro presidente.

Esta lei número 28 também extinguiu o julgado do Desemboque e o anexou ao município de Araxá e exigia que a população construísse às suas custas uma Casa de Câmara e cadeia. O Capitão Domingos, em menos de um ano, recolheu donativos e construiu a Casa de Câmara,  podendo, então, instalar a nova vila.

Os seguintes prefeitos de Uberaba são da família Silva e Oliveira:

- Domingos da Silva e Oliveira

- José Teixeira Alves de Oliveira

- José Joaquim de Oliveira Teixeira

-Gabriel Orlando Teixeira Junqueira

-Manuel Terra, ( O Maneco Terra)

-Hildebrando de Araujo Pontes, genealogista da família Silva e Oliveira e historiador

-Olavo Rodrigues da Cunha

-Leopoldino de Oliveira

-Guilherme de Oliveira Ferreira

-Artur de Melo Teixeira, prefeito do centenário de Uberaba em 1956

-Arnaldo Rosa Prata, que criou a galeria dos prefeitos

-Luís Guaritá Netto

Em 1840, Uberaba é elevada à categoria de comarca, a Comarca do Paraná, desmembrada da comarca de Paracatu do Príncipe. O primeiro juiz da Comarca de Uberaba era irmão do escritor Bernado Guimarães.

Uberaba é elevada da categoria de vila à categoria de cidade em 2 de maio de 1856.

Uberaba, na Guerra do Paraguai, foi passagem das tropas federais, e recebeu o Visconde de Taunay, que assim descreveu a paisagem ao redor de Uberaba:

Inúmeros regatos, córregos, ribeirões e possantes rios, semeado de flores, com um sem número de pássaros, aves e animais, todos esquivos e que mal se enxergam escondidos nas matas e capões, inçados de cobras de veneno virulentíssomo, cascavéis, jararacusssus, urutus, todas ariscas, fugitivas, e que só causam dano quando se tem a infelicidade de pisá-las e magoá-las.”

Taunay gostou tanto do violeiro, poeta, intelectual, gramático e único deputado estadual uberabense no Império do Brasil, Antônio Cesário da Silva e Oliveira, neto do Capitão Domingos da Silva e Oliveira que o colocou como personagem em seu romance “Inocência”.

Na década de 1870, criadores de Uberaba introduzem o gado zebu no Brasil.

A sessão da Câmara Geral, no Rio de Janeiro, atual Câmara dos Deputados, do dia 10 de maio de 1886, foi quase toda dedicada às tumultuadas eleições para deputado, ocorridas em Uberaba, em 15 de janeiro de 1886. Depois de muito debate, a Câmara Geral deliberou por anular as eleições de Uberaba.

Em 1889, chega a Uberaba, os trilhos da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro. A autorização para prolongar a Mogiana até Uberaba foi dada pelo decreto imperial nº 8.888 de 17 de fevereiro de 1883.

Em 1899 é criado o “Clube Lavoura e Comércio” com o objetivo de defender a lavoura e a pecuária, combatendo os altos impostos e as interferências do novo governo republicano na atividade rural. É lançado o jornal “Lavoura e Comércio” que, em seu primeiro número, ocupando toda sua primeira página, expõe os ideais dos ruralistas.

Desde o final do século 19, a Zona de Baixo Meretrício de Uberaba era localizado na atual rua Paulo Pontes, então chamada “rua da Alegria” e “rua do Baculelê”, logo abaixo do antigo cemitério de Uberaba localizado onde hoje é o Senac.  Atualmente a Zona de Baixo Meretrício de Uberaba  fica no Bairro São Benedito, onde foi a Tia Etelmiza, uma de suas principais proprietárias.

Na virada do século XX, os homens mais ricos de Uberaba eram os capitalistas que emprestavam dinheiro para os boiadeiros trazerem boiadas do pantanal do Mato Grosso até o frigorífico Santa Cruz no Rio de Janeiro.

Em 1905, é inaugurada a energia elétrica na cidade.

Em 1906, tem início as exposições de gado bovino. Exposições que foram muito prestigiadas pelo Doutor Getúlio Vargas, nas décadas de 1930 a 1950.

Abaixo foto do Doutor Getúlio com o Prefeito Antônio Próspero, em 1952:

O doutor Getúlio sempre andava acompanhado de um negro, o Tenente Gregório Fortunato, chefe da “Guarda Negra” que protegia o doutor Getúlio, que sempre gostou muito de cinema. Assim o Gregório foi o primeiro negro a frequentar o Cine Metrópole, na Avenida Leopoldino de Oliveira. Os negros, naquele tempo chamados de PRETOS, só podiam entrar no Cine São Luiz, na Praça Rui Barbosa.

Em 29 de setembro de 1907, é criada a Diocese de Uberaba, elevada à categoria de arquidiocese e sede metropolitana em 14 de abril de 1962.

Durante a Revolução de 1924, uma comissão de líderes políticos uberabenses encontra, em Mogi Mirim, o líder tenentista João Cabanas e lhe oferece dinheiro, armas e tropas para que ele e a sua coluna, chamada Coluna da Morte, rumarem para o Uberaba, onde o Tenente João Cabanas proclamaria a criação do “Estado do Triângulo“, antiga reivindicação da região, e partirem, em seguida, para Belo Horizonte, para depor o governo mineiro. O tenente João Cabanas cont,a em seu livro “A Coluna da Morte”, que aceitou a proposta, mas, enquanto fazia os preparativos para a partida para Uberaba, pela Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, chegaram ordens do comando revolucionário para a Coluna da Morte partir em retirada para o atual Mato Grosso do Sul.

Durante a Revolução de 1932 foram travados combates entre mineiros e paulistas na fronteira com o estado de São Paulo, na “Ponte do Delta”, que ligava Uberaba ao estado de São Paulo. Uberabenses, liderados por Roberto de Genari, constroem um carro blindado para enfrentar os paulistas na “Ponte do Delta”.

Na década de 1940, começam a serem encontrados fósseis de animais pré-históricos na região da antiga Estação de Trem de Peirópolis.

Nesta época, Uberaba ganhou sua primeira favela, O CAMPO DAS AMORAS, que ficava para baixo da Igreja da Abadia até o Barro Preto.

Em 1946, o escritor Monteiro Lobato passou por Uberaba e fez um discurso da Campanha O Petróleo é Nosso.

 Sobre sua passagem por Uberaba, Lobato escreveu:

Cquote1.svg Estive o mês passado no Triângulo Mineiro e pude verificar a tremenda etapa já vencida pela ideia do petróleo. Fui recebido pelas meninas do Colégio Nossa Senhora das Dores, em Uberaba. Uma coisa linda, das quais só os mineiros sabem fazer. Duas religiosas, dessas que pela sua bondade transparente convertem por ação de catálise, levaram-me ao grande pátio interno, onde, em semicírculo, centenas de meninas, uniformizadas de sainha azul e blusa creme, esperavam esse misterioso Lobato do sítio da Dona Benta. Parei diante delas, ladeado das duas freiras. Adiantou-se uma menina de 16 anos, Luci Mesquita, e pronunciou um discurso bastante sério. – Quem teria escrito esse discurso? perguntei-lhe mentalmente enquanto a ouvia; e quando ela terminou, repeti a pergunta: – Quem escreveu este discurso, senhorita? – “Eu mesma”, foi a singela resposta, e as duas irmãs a confirmaram. – “Sim, foi ela sozinha. A Luci é muito lida, e até tivemos de cortar um pedaço porque se estendeu demais sobre o petróleo”. Luci disse entre outras coisas: -”O vosso sacrifício da carreira literária para se dedicar inteiramente ao serviço da propraganda do petróleo é das mais nobres que conheço”….. Eu arregalei os olhos. Só naquele momento percebi que realmente havia sacrificado minha carreira literária em prol do sonho do petróleo. Cquote2.svg

Monteiro L

Durante a elaboração da Constituição de 1946, nos debates da Assembléia Nacional Constituinte, o deputado federal mineiro Juscelino Kubitschek propõe a construção da nova capital do Brasil no Triângulo Mineiro.

Em 10 de setembro de 1950, o Doutor Getúlio Vargas, na sua campanha para presidente da república, faz um discurso em Uberaba em defesa da pecuária. Lembrando sua condição de pecuarista, Getúlio conversou com os uberabenses, uma conversa de pecuarista com pecuarista:

Quero que saibam que lhes vou dizer as coisas na linguagem simples de companheiro! Nossa conversa será no jeito e estilo daqueles que os fazendeiros costumam fazer de pé, junto á porteira do curral.!”

E continuou o doutor Getúlio:

Lutando contra opiniões que combatiam a introdução do gado zebu no Brasil, os fazendeiros do Triângulo Mineiro apoiados exclusivamente no seu próprio trabalho e nos seus próprios recursos arrostaram todos os percalços da tremenda luta que se feriu, e que, afinal, lhes conferiu incontestada vitória. De então para cá, o Brasil Central passou a ter expressão econômica, transformando-o de uma vasta solidão inaproveitada, que era então, no grande reduto econômico e francamente ativo da atualidade. — Getúlio Vargas

Em 24 de abril de 1952, ocorre uma revolta em Uberaba contra os altos impostos cobrados pelo governo estadual chefiado por Juscelino Kubitschek. O edifício da Coletoria Estadual é destruído, assim como os postos de cobrança de impostos nas entradas da cidade. Temia-se que a revolta se espalhasse por outros municípios mineiros. A revolta só terminou com a chegada de tropas do 4º Batalhão de Caçadores, vindas de Belo Horizonte, de avião, e que ocuparam as ruas do centro de Uberaba portando metralhadoras. A revolta foi notícia no The New York Times.

Logo em seguida, procurando se reconciliar com os uberabenses, o governador mineiro Juscelino Kubitschek cria a Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro e a instala no edifício onde funcionava a Cadeia de Uberaba, em edifício vizinho ao  mercado municipal.

Na década de 1950, o casal Cecília e Mário Palmério começam a investir em educação, dando origem a atual Uniube, Universidade de Uberaba.

Em 1956, em Uberaba, acontecem grandes comemorações em homenagem ao seu primeiro centenário de elevação à categoria de cidade.

Em 1957, a senhora Aparecida Conceição Ferreira, a “Dona Cida”, funda o “Hospital do Fogo Selvagem“, referência nacional no tratamento do pênfigo foliáceo.

Em 1959, fixa residência em Uberaba, o médium Chico Xavier que se tornaria o mais conhecido dos médiuns brasileiros.

A construção de Brasília deu um impulso ao desenvolvimento de Uberaba. Assim, em 1959, a lei federal nº 3.613, de 12 de agosto, assinada pelo presidente Juscelino, ordena que seja implantada e pavimentada, uma rodovia ligando Limeira a Brasília, passando por Uberaba (de São Paulo a Limeira-SP já existia uma rodovia asfaltada). Em junho de 1961, o asfalto chega à divisa São Paulo-Minas Gerais, em Igarapava-SP, e, em 1965, a pavimentação asfáltica da BR-050, entre Uberaba e Uberlândia, é inaugurada pelo presidente da república Humberto de Alencar Castelo Branco.

 Documentos da história municipal de Uberaba

Transferência do Triângulo Mineiro à Capitania de Minas Gerais

Alvará de 4 de abril de 1816:

“Eu, El Rei, faço saber aos que este meu alvará virem, que tendo creado a nova Comarca de Paracatú, assignando-lhe os limites, que me parecem proprios, na fórma do Alvará de 17 de maio do anno passado de 1815, e representando-me os povos da Campanha do Araxá, que comprehende os dous Julgados e Freguezias de S. Domingos e Desemboque, os grandes incommodos que supportam em viverem sujeitos à Capitania e Comarca de Goyaz, cuja Capital lhes fica em distancia de mais de 150 leguas, sendo lhes penosos os recursos, de que frequentemente necessitam; ao mesmo passo que estando elles sujeitos á Capitania de Minas Geraes e á Ouvidoria de Paracatú que lhes fica próxima, podem ser mais facilmente ouvidos e soccorridos nas suas dependencias, sem serem obrigados a desamparar as suas casas e culturas de suas terras, ficando também mais desembaraçados e promptos para se empregarem no meu real serviço: e querendo eu evitar-lhes tão penosos inconvenientes, e promover as comodidades daquelles povos, que, pela sua industria e digna aplicação á lavoura, se fazem dignos da minha real comtemplação;……..Hei por bem separar e desannexar da Capitania e Comarca de Goyaz os ditos dous Julgados e Freguezias de S. Domingos do Araxá e Desemboque, com todo o territorio que lhes pertence; em mando que deste alvará em diante fiquem pertencendo á Capitania de Minas Geraes e á Comarca de Paracatú, fazendo parte dos limites desta….Dado no Rio de Janeiro a 4 de abril de 1816″.

Criação da Freguesia de Uberaba

Decreto de 2 de março de 1820:

Cria uma freguesia no distrito de Uberaba, em Minas Gerais, com a invocação de Santo Antônio e São Sebastião de Uberaba, e manda fundar uma capela curada na mesma Freguesia.

“…Sendo-Me presente o grande desgosto que sofrem os colonos estabelecidos no Sertão da Farinha Podre, por se verem privados de socorro e pasto espiritual, sem que o possa obter com facilidade da Freguesia do Julgado do Desemboque, que dali dista mais de 60 léguas: Hei por bem que se estabeleça uma freguesia no distrito de Uberaba até a confluência do rio Paranaíba e rio Pardo, com a invocação de Santo Antônio e São Sebastião de Uberaba, dividindo-se com a Capela de N. S. Do Monte do Carmo, e com a Freguesia do Desemboque, por onde mais conveniente for. E Sou outrossim servido, que nesta nova Freguesia haja também uma capela curada, no lugar que mais convier, para comodidade dos habitantes que novamente se acham por ali estabelecidos. A Mesa da Consciência e Ordens o tenha assim entendido, e faça executar com os despachos necessários. Palácio do Rio de Janeiro em 2 de março de 1820.

Com a rubrica de Sua Majestade”

NOTA:  1- Nossa Senhora do Monte do Carmos é hoje Prata-MG.

nota 2- A  confluência do rio Paranaíba e rio Pardo citada é a antiga divisa entre as capitanias de goiás e mato grosso.

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Criação da Vila de Uberaba

Manuel Dias de Toledo, Presidente da Província de Minas Gerais: Faz saber a todos os seus habitantes que a Assembléia Legislativa Provincial decretou e eu sancionei a Lei seguinte:

Artigo 1- Fica elevado à Vila o arraial de Santo Antônio de Uberaba, compreendendo no seu município a freguesia do mesmo nome e o distrito de Sacramento da Freguesia do Desemboque servindo de divisa pelo lado desta povoação a Lagoa dos Esteios e a linha do prolongamento da mesma lagoa até o Rio das Velhas ao Rio Grande.

Artigo 2- É suprimido o julgado do Desemboque, e a parte dele não compreendida no Município de Uberaba é incorporada ao de São Domingos do Araxá.

Artigo 3- Os habitantes do novo município são obrigados a construir, à sua custa, Casa para sessões da Câmara Municipal, Júri, uma cadeia segura, conforme o plano que for determinado pelo governo; antes de verificar-se condição não terá lugar a execução desta lei”.

Dada no Palácio do Governo, na Imperial cidade de Ouro Preto, aos vinte e dois de fevereiro 1836.

 Ata da instalação do Município de Uberaba

“Ano do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil oitocentos e trinta e sete, décimo sexto da Independência e do Império, aos sete dias do mês de janeiro do dito ano, neste Arraial de Santo Antônio e São Sebastião do Uberaba, Comarca do Rio Paracatu do Príncipe, Província de Minas Gerais, em nova Casa, construída pelos Cidadãos do novo Termo, para servir de Paço da Câmara, que vai se instalar, perante os novos vereadores, que hão de formar, eleitos na forma da Lei. E, em presença dos cidadãos que concorreram a este Ato, leu, o Capitão Domingos da Silva e Oliveira, o Ofício da Câmara Municipal da Vila do Araxá, pelo qual o convidava, como cidadão mais votado, a prestar juramento para Presidente da nova Câmara; E declarando que o tinha feito, leu a Certidão do mesmo juramento prestado a 20 de dezembro de mil oitocentos e trinta e seis. Leu a Portaria da Presidência da Província de Minas Gerais, de vinte de julho do dito ano, que ordena a execução da Lei Mineira número 28, que elevou este Arraial à Vila e que lhe marcou seus limites”.

Nota: Esta citada casa, construída pelo Capitão Domingos da Silva e Oliveira, para servir de Casa de Câmara e Cadeia de Uberaba, ainda hoje, serve como Gabinete do Prefeito e de Câmara Municipal de Uberaba.

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19 Respostas para “História de Uberaba – Fundação de Uberaba”

  1. Raphaela Disse:

    Muito bom… usei para uma pesquisa… porem é muito grande… tive q resumir… o trabalho e manuscrito…

  2. Antonio Junior Disse:

    Yo mucho gusto de la ciudad de Uberaba. Soy mejicano, mas vivo en el Brasil en la ciudad de Uberaba en la provincia de MG.

    Hasta pronto[...]

  3. camila Disse:

    ual isso tudo so pq eu ntenho um trabalho para faze

  4. Rosane Disse:

    Também me foi bastante útil para um trabalho acadêmico, Preciso mesmo de fatos a respeito da arquitetura de Uberaba, mas alguns, podem ser daqui retirados!!

  5. Giovanni Spirandelli Disse:

    Meus amigos, gostaria de saber se alguém sabe mais a respeito da participação dos Uberabenses na Revolução de 1932. Além desse blindado tem mais alguma coisa a ser contada? Quem souber me manda mensagem, preciso dessas informações. abs

  6. ' Robeert Disse:

    ‘ – estamos na escoola , fazeendo um trabalho sobre iso!

  7. robert Disse:

    ‘ é noooooooooooooooooooooooooooooooooooix qê Táh , cheee’f ;]

  8. mjgta_bnt@gmail.com Disse:

    queor uma ersposta

  9. grazy Disse:

    trabalhooooooooooo sobre uberaba……………

  10. mila Disse:

    muito om saber como Uberaba foi fundado!! sou uberabense com muito orgulho!!!

  11. Andrea Wendhausen Disse:

    Gostei , achei bem interessante , gosto de historia .

  12. Andrea Wendhausen Disse:

    Gostei , achei bem interessante .

  13. VINICIUS Disse:

    É OTIMO PARA TRABALHOS

  14. sergio luis nunes Disse:

    minha cidade querida hoje fazendo 192 anos, parabens cidade, parabens ao povo de uberaba que faz essa cidade ser a melhor cidade do mundo so tem um problema os politicos que nos temos não dão o devido valor nessa cidade mravilhosa, e nem nesse povo trabalhador que faz essa cidade crescer a cada dia que passa, se essa cidade esta desenvolvida hoje e por causa de vc uberabense que fas essa cidade ser melhor de que ontem com o nosso trabalho com nosso suor, essa ea cidade honde nasci e pretendo morrer, daqui não saio nem me pagando,nem por todo dinheiro do mundo.

  15. JOSÉ EUSTAQUIO DE MACEDO Disse:

    PORQUE MUDA UMA DATA DE UM ANIVERSÁRIO DE UMA CIDADE TÃO IMPORTANTE ? ERA ”02 DE MAIO POR MUITOS ANOS. MAS COMO DIA 01{ PRIMEIRO DE MAIO É DIA DO TRABALHO E DIA 03 INAUGURAÇÃO DA ”EXPOSIÇÃO”. COM TANTOS FERIADOS JUNTOS. COMO A EXPOSIÇÃO É MAIS IMPORTANTE QUE ”UBERABA” PASSANDO PARA 02 DE MARÇO.

  16. ju Disse:

    adorei eu precisava fazer um trabalho escolar e encontrei aqui

  17. Douglas Disse:

    Como todos aki tbm to fazendo trabaio de geografia a fessora e mo enjuada

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