O caipira como ele é – análise profunda do folclorista Cornélio Pires
Movendo e estudando tipos de “caipiras” nesta obra, especialmente caipiras paulistas, ao classificá-lo, não faço referências ao “cafuz(2) e ao “caboré(3), raros neste Estado.
O nosso caipira tem sido uma vítima de alguns escritores patrícios, que não vacilam em deprimir o menos poderoso dos homens para aproveitar figuras interessantes e frases infelizes como jogo de palavras.
“Caipiras”… Mas que são os caipiras?
São os filhos das nossas brenhas, de nossos campos, de nossas montanhas e dos ubérrimos vales de nossos piscosos, caudalosos, encaichoeirados e inumeráveis rios, “acostelados” de milhares de ribeirões e riachos.
É fato: o caipira puxador de enxada, com a maior facilidade se transforma em carpinteiro, ferreiro, adomador, tecedor de taquares e guembê, ou construtor de pontes. Basta-lhe uma só”explicação bem clara; ele responderá: “Se os ôtro fáiz… proque não hi de fazê!… Não agaranto munto, mais vô exprementá”.
Os caipiras não são vadios: ótimos trabalhadores, têm crises de desânimo quando não trabalham em suas terras e são forçados a trabalhar como camaradas, a jornal. Nesse caso o caipira é, quase sempre, uma vítima.
O trabalhador estrangeiro(4) tem suas cadernetas, seus contratos de trabalho, a defesa do “Patronato Agrícola” e seus cônsules… Trabalha e recebe dinheiro. Ao nacional, com raras exceções o patrão paga mal e em vales com valor em determinadas casas, onde os preços são absurdos e os pesos arrobalhados; nesse caso o caipira não tem direito a reclamações nem pechinches, está comprando fiado… com o seu dinheiro, o fruto do seu suor, transformado em pedaço de caderneta velha rabiscada a lápis.
E querem que o brasileiro tenha mais ânimo!
Ânimo não lhe falta, quando trabalha em suas próprias terras. As suas algibeiras e o seu crédito nas lojas e vendas o confirmam.
Deixem os fazendeiros de explorar o nacional, pagando-lhe em moeda corrente; que ele veja e sinta o dinheiro, o seu dinheiro, fruto do seu labor, e ele será outro.
Dócil e amoroso é todo camponês; sincero e afetivo é o caipira.
Não cuido aqui do caipira da cidade(5) Esse sabe ler, é bom, é fino, e só lhe falta o traquejo das viagens, o desenleio e o desembaraço adquiridos no contínuo contato com as populações dos grandes centros. Esse é menos desconfiado que o do sítio, mas revela grande timidez num meio grande e estranho, imaginando que todo mundo o observa, chasqueando-os, trocando-lhe o andar e o jeito.
Da cidade ou do sítio o caipira é sempre prejudicado pelo seu excesso de modéstia. É que em nossa terra, trancada de magníficas inteligências, parece que toda a gente é obrigada a ter talento! Daí o pouco caso a que são votados homens que brilhariam em outras terras.
A música e o canto roceiros são tristes, chorados em falsete; são um caldeamento da tristeza do africano escravizado, num martírio contínuo do português exilado e sentimental, do bugre perseguido e cativo. O canto caipira comove, despertando impressões de senzalas e tapéras. Em compensação, as danças são alegres e os versos quase sempre jocosos.
I – O CAIPIRA BRANCO
Neste caso, branco quer dizer de melhor estirpe, meia mescla, descendentes de estrangeiros brancos… gente que possa destrinçar a genealogia da família até o trisavô, confirmando pelo procedimento o nome e a boa fama dos seus genitores e progenitores. Podem ser alvos, morenos ou trigueiros… são brancos.
Descendem geralmente dos primeiros povoadores, fidalgos ou nobres decaídos de suas pompas, ou de brancos europeus atraídos para a nossa terra pela árvore das patacas e que, nos sertões de então, fecundos latinos, deixaram a sua descendência. A média de filhos do caipira branco é de 8, e ele consegue criá-los.
São esses os caipiras reclamadores de escolas. Seus filhos, engarupados no pangaré, freqüentam aulas na cidade a uma e meia léguas de distância, quando não há escola no bairro.
Por mais pobres que sejam, com seus cobrinhos, suas terras, porque eles são sempre proprietários, podem andar remendados, mas andam limpos. Usam chinelos de liga ou cara de gato, sapatões de vaqueta branca-amarelada ou botinas de elástico, pés não muito grandes, porém altos; barba abundante e os lóbulos da orelha gordos e destacados das faces. Não dispensam o paletó, não usam colete, não passam sem um lenço amarrado no pescoço; chapéu de pano, calça de riscado, e uma boa cinta de couro curtido, couro de sapateiro, como dizem eles.
As mulheres são asseadas e amorosas, fugindo às cores berrantes tão apreciados pelos caipiras caboclos. Excessivamente pudicas, suas filhas aos sete para oito anos já usam saias compridas…
Seus penteados prediletos são o pericote na nuca ou no alto da cabeça; a trança longa e cheia, ou duas tranças pendentes, usando também, quando pouco cabeludas, trancinhas em rodilha.
Os caipiras brancos, mesmo quando pobres, são respeitados pelo caboclo pobre ou rico e pelos pretos.
Se os filhos são analfabetos, em compensação são gentis e bem educados.
Pouco dados à cachaça, são sóbrios e alegres, comedidos nos gestos, compassivos, bonachões e pacientes.
As suas casas, apesar de ser de barro e telha vã, são asseadas, bem varridas, ostentando nas linhas enxadas envernizadas pelo uso, ficando atrás da porta os machados e foices. Nas estanqueiras não faltam a espingarda, a patrona de couro de jaguatirica o laço, o cabresto, o bornal, o freio, o serigote ou socado, o corote, o samburá e um pala.
Não são velhacos, nem carvoteiros, nem gaúchos: têm sempre de seu. Rascam regularmente nas violas de doze cordas, com seus canotilhos, toeiras e turina.
Riem abertamente. Têm o falar sossegado e bondoso, de tudo se admirando, a mostrar interesse pela conversa mais insossa e secante, só para serem delicados.
Não dispensam a sua cachorrada paqueira e veadeira, com que fazem seu desporto aos domingos ou dias de guarda. Amam os seus cães, que não cedem por dinheiro nenhum. Põe-lhes nomes originais: Bismarque – Sultão – Paxá – Baliza – Clarim – Palhaço – Fidalgo – Sem Nome – Que Importa – Espicula – Marengo – Piloto – Colibri – Corsário – Não Sei…
Como patrões, são verdadeiros amigos e companheiros de eito dos camaradas. Sabem adoçar a voz e a ordem com um sorriso.
Têm, quase sempre, em casa, um compartimento assoalhado para os hóspedes, pois são os mais hospitaleiros dos homens.
Quando moradores dos campos, suas casas ficam dentro de um mangueirão, com suas figueiras e coqueiros, pés de pinhão-paraguai, cochos em forquilhas, chiqueirão de um lado, paiol, uma horta–jardim e um modesto pomar.
Os ribeirinhos armam suas casas barreadas, rebocada e caiada no tope de uma ribanceira, num refego de vale ou no alto de uma poética barranca de rio.
São João e Santo Antônio são os seus santos prediletos e em todos os sítios se ostentam no mesmo mastro, costas com costas no mesmo caixilho, mastro pintado em gomos azuis e rosas.
Pelas cercas de pau-a-pique, pendentes e verdes, as “buchas”, as abobreiras e os croás cheirosos. Junto á porta, as pedras de afiar e de acentar o fio. No quintal as laranjeiras: lima, tangerina, tangerona, ananás, mexeriqueiras, azeda cascuda, seleta, limão doce, lima umbiguda, lima da Pérsia, cidreiras, jambeiros, além do abençoado pé de limão galego, que floresce toda a vida, o ano inteiro, até morrer. É o salvador dos doentes. De lado fica a horta, misto de campo e de conservação de plantas medicinais. Ali estão em confusão o cravo de defunto, o coentro, a erva-cidreira, o cravo-chita, e outros cravos, a hortelã. O cravo é a flor predileta do caipira, figurando sempre na sua poesia.
II – O CAIPIRA CABOCLO(6)
Caipiras caboclos são os descendentes diretos dos bugres catequizados pelos primeiros povoadores do sertão. Se o caipira branco diz: “eu sou da família Amaral(7), Arruda, Pires, Ferraz, Almeida, Vaz, Barros, Lopes de Souza, Botelho, Toledo”, ou outra, dizem os caboclos: “eu sou da raça” de tal gente…
Estes caipiras quase nunca têm os lóbulos das orelhas, ou estes são completamente pegados.
Inteligentes e preguiçosos, velhacos e mantosos, barganhadores como ciganos, desleixados, sujos e esmulambados, dão tudo por um encosto de mumbava ou de capanga; são valentes, brigadores e ladrões de cavalos…
São uns poáias quando dão para pilintras, e então, deixam a preguiça de lado e a vaidade presta o seu serviço, tornando-os trabalhadores. Neste caso, o chá é mandar chumbar um dente a ouro e pôr uma coroa na frente. Freqüentam os arredores das cidades. São valentes e ágeis, ligeiros como lambaris, arreganhando as magníficas e alvas dentaduras fazem um banzé-de-cuia(8) de uma hora para outra por causa de uma catirina, pois são mulhereiros e dados a galantes, com o seu andar gingado, bamboleante e gamenho. Estes “almofadinhas” caboclos, são raros, mas existem por todo o interior do Estado.
Geralmente os caipiras caboclos são madraços. Arranjando um cantinho no sítio do branco, ou numa fazenda, lá ficam munbaveando, tolerados pelos patrões… aos quais não prestam serviço.
Sua vida é caçar (com aviamentos arranjados aqui e ali à custa de pedinchices), pescar, dormir, fumar, beber pinga e tocar viola, enquanto a mulher, guedelhuda e imunda, vai pelos vizinhos, pidonha e descarada, filar dos bons trabalhadores o feijão, o toicinho, o açucre, o café, a farinha e… um manojo de couve. Os vizinhos dos caboclos só matam porco a tiro e sangram depois de morto, pois se o animal grita sob a faca esse é o dia das visitas…
Quando são muito trabalhadores, os caboclos se satisfazem com qualquer coisa: uns pé de couve, uma rocinha de mandioca, três pés de cebola de cheiro, batatas, abóboras e … a serralha dá por si…
São marotos. Criam os filhos ao Deus-dará.
O traje do caboclo é repelente. Sua casa é imunda, de paredes esburacadas, coberta de sapé velhíssimo e podre, afogada pelos vegetais daninhos que lhe invadem o terreiro e vêm até a porta do quintal, trepando a “unha-de-gato” pelas paredes até a cumieira, de sociedade com o melão de S. Caetano. A miséria envolve-lhe o lar. Cadelas magras e sarnentas a se coçar ao sol, cheias de bernes, completam o quadro, pois aqui nem o gato do caipira se encontra: tal casa não comporta ratos; se não há o que roer…
O caboclo…
Ei-lo de cocre à margem suja do ribeirão (não tem coragem de passar uma foice no pesqueiro) com sua vara-de-anzol quebrada e encanada com embira… O bambuzal fica perto, mas o caboclo não tem tempo para ir cortar uma vara nova. Descalço, pés chatos, e esparramados, dedos cabeçudos, longos, em garra, fincados no chão: uma das pernas da calça arregaçada, outra a tombar; botões mal tapados pela vista da calça; uma cinta de correia de couro cru, estreita, de fivela esconsa; metade das fraudas para fora das calças vendendo farinha. Pela aberta da camisa, na ilhaga, de quando em vez, enfia a mão de unhas curvas, longas e sujas e se coça pela costela num gozo infindo… A camisa aberta ao peito, sem botão, deixa ver os rosários de contas de capim, os bentinhos, um dente de porco ou de jacaré, e um patuá, que é um saquinho fechado de pano encebado, brilhante de sujice e de suor. Esse saquinho, envolve uma oração e uma pedra do Bom Jesus de Pirapora. A oração serve para fechar o corpo contra balas e as coisa-feito. A tiracolo tem o caboclo um saquitel com fumo, palha, isqueiro de taquara com tampo de cuia, pedra de fogo e um pedaço de lima à guisa de fuzil.
Além de sujo, é roto. A mulher não lhe remenda a roupa e ele deixa ficar. A sua cabeleira emaranhada parece uma touceira de capim barba-de-bode, um enxu(9) ou ninho de corruíra d’água ; quando vem do mato traz a cabelama cheias de ciscos e pauzinhos secos. O seu chapéu de palha de piaçaba, afunilado, que já foi branco, hoje está envernizado, com uma cor indefinível, brilha e fede. Tem as abas caídas e comidas de barata.
Pobre caboclo… Creio que nunca tomou banho…
Coitado do meu patrício! Apesar dos governos os outros caipiras se vão endireitando à custa do próprio esforço, ignorantes de noções de higiene… Só ele, o caboclo, ficou mumbava, sujo e ruim! Ele não tem culpa… Ele nada sabe.
Mas, graças a Deus parece que esse tipo vai desaparecer.
Foi um desses indivíduos que Monteiro Lobato estudou, criando o Jeca Tatu, erradamente dado como representante do caipira em geral.
Ainda não estão perdidos os caipiras caboclos. Para salvá-los bastam duas coisas tomadas a sério: a escola e a obrigatoriedade do ensino… mas de verdade.
III O CAIPIRA PRETO(10)
Caipiras pretos são os descendentes dos africanos já desaparecidos do Brasil
São os bons brasileiros vítimas ainda das últimas influências da escravidão.
Almas caridosas e pacientes, generosas e humildes são os “negros velhos”.
Vede-os ali, “conversando ao pé-do-fogo”, ou sentados numa pedra, no terreiro, ou na soleira de uma porta se aquecendo ao sol… Também estão rotos e esfarrapados… Pobres depois de terem, com seu suor, inundado as fazendas de brasileiros patrícios seus – de canaviais, algodoais e cafezais, enchendo-os de dinheiro, desse ouro abundante e bom!
Que é o negro velho?
Um farrapo de gente…é um bagaço da vida. É um hospital de doenças. Tem os pés inchados e rachados pelas frieiras, pelos espinhos, pela erisipela, pela elefantíase… O seu peito ronca e ringe cheio de asma!
E ele, o pobre negro velho, nos sorri, contando histórias de outros tempos, humilde, cabisbaixo, sem gestos, ou só gesticulando de quando em quando, tentando estender a mão “engruvinhada”, de dedos encroados, entravada pelo reumatismo, mão com que tenta mostrar o porte de uma criança ou apontar o quartel de cana ou o talhão de “café-velho”, para além, muito além onde ele conheceu a mata-virgem e ouviu o estrondar dos jequitibás nas derribadas; onde ele viu erguer-se a lavoura nova do “sinhô” e onde amou a sua “crioula”… Essa crioula hoje é a “negra-velha”, a mãe-preta” a “mamã” que tem qualquer coisa de Santa naqueles olhos bondosos, naqueles cabelos tão brancos! Ela é a miséria aliada à bondade; é a tristeza e o caminho; é o amor e a boa conselheira dos filhos daqueles que a torturaram explorando-lhe o trabalho.
Pobres negros velhos! Nas grandes cidades, disputam aos cães, pela madrugada os restos das latas de lixo! Não podem pedir esmolas, eles, que só viveram para o trabalho… Não podem: a polícia não deixa: – são nacionais…
Felizmente os filhos dos “Negros-velhos” reagiram! São hoje o melhor braço da nossa lavoura e dos serviços de “estiva” no litoral.
Vejamos o “caipira-preto” novo.
Sua casa é quase sempre limpa; é coberta de sapé, mas é cercado de lavoura: tem sua plantação de cana, um pouco de café, e cereais: tem um “punhado”de santos no terreiro, em mastros: S. João, Santo Antônio, São Benedito. Ele é religioso e pena é que a aguardente, a “cachaça” o arraste para a tuberculose. A sua engenhoca, é tocada a pulso; ele é forte. Um cachorro “jaguapoca”, pouco maior que um “jaguapeva” ronda sempre as capoeiras, assombrando tatus e defendendo as galinhas, dos “bichos do mato”.
Tem a sua horta e as suas frutas. Respira-se um grande bem-estar no seu “sitiéco”.
É trabalhador e não se deixa pisar pelos brancos – que muito estima e respeita – mas, por “qualquer-cousa” responde logo: – “Sinhô me descurpe… mais tempo de escravo já cabô!”
Aos domingos, chibante e limpo, aparece na cidade com as pretas pimponas e risonhas, mostrando lindas e magníficas dentaduras alvas num riso franco e feliz. E as pretas garbosas e nadegudas como “içás” passeiam suas saias de chita, engomadas, sob paletós brancos de babados e golas enfeitadas de renda e entremeios vermelhos ou azuis, fazendo visitas e comprando “quitandas” nos tabuleiros à porta da igreja matriz.
Se os caipiras brancos são patriotas, os pretos suplantam-nos com grande vantagem. Sentem-se orgulhosos do nome do Brasil. Quantas páginas brilhantes foram escritas na nossa história pelo brasileiro-negro!
O novo caipira-preto é cavalheiresco e gentil. Em contato com o italiano, tendo, em compensação a estranha simpatia da italiana
É batuqueiro, sambador, e “bate” dez léguas a pé para cantar um desafio num fandango ou “chacuaiá”o corpo num baile da roça.
IV – O CAIPIRA MULATO
Oriundos da cruzamento de africanos ou brasileiros pretos com portugueses, e brasileiros brancos, raramente com o caboclo, o caipira-mulato é o mais vigoroso, altivo, o mais independente e o mais patriota dos brasileiros. Ele é bem o brasileiro que sabe amar o Brasil acima da própria família.
Lutando contra a prevenção do branco e fugindo, repelindo o preto, ficou numa situação especial e por isso procura sempre e sempre se elevar e se distinguir pelas suas ações.
Quando dá para pachola e falante… deixemo-lo.
Excessivamente cortês e galanteador para com as senhoras, nunca é humilde ante o patrão. Grande apreciador de sambas e bailes, não se mistura com o preto, tratando-o com certa superioridade mas com carinho. As suas mães, pretas, tratam-no com tanto mimo, com tanto carinho, por serem claros, que eles se tornam um tanto desprezadores de seus genitores maternos.
Nem sempre são proprietários.
Fiéis, são os bons-empregados, os bons boleeiros, os bons copeiros, os bons camaradas, os ótimos fatotum dos ricos… enquanto não forem tratados com desprezo.
Aparece agora no nosso Estado um novo tipo de caipira mulato, robusto e talentoso, destacando-se nos grandes centros, tratável e simpático: é o mestiço do italiano com a mulata ou do preto tão estimado por algumas italianas( 11).
1- Trechos do livro “Conversas ao ‘Pé-do-Fogo” editado pela OTTONI Editora em 2002. A primeira edição desta obra deu-se em 1921.
2- Cafuz é resultado do cruzamento do negro com o índio, o cafuzo.
3- Caboré, salvo outras eventuais significações, refere-se ao nordestino. O termo remete à figura de um tipo de coruja de cabeça chata. Daí a expressão pejorativa e discriminatória de “cabeça-chata”, referente ao nordestino.
4- Aqui, “estrangeiros” refere-se aos colonos imigrantes vindos de vários países para o Brasil, principalmente no final do século XIX e início do século XX. Cornélio Pires revela a discriminação entre os trabalhadores nacionais e os estrangeiros.
5- Diferentemente do conceito de que “caipira” é necessariamente o homem do campo, Cornélio Pires faz referências ao “caipira da cidade”. Já Antônio Cândido em “Os Parceiros do Rio Bonito” diz que seu estudo limitava-se apenas ao “caipira paulista”, cabendo aqui então uma indagação: caipira é um estado da alma, um estilo de vida, uma estética peculiar, uma cultura?
6- Não estranhem os leitores a forma contundente com que o caboclo é apresentado aqui. A expressão “caboclo” como conhecida de forma tão romântica nos dias de hoje, esconde uma origem bem diferente. Cornélio Pires deixa bem claro que a esta categoria de caipira pertence os descendentes de indígenas. Pouco dados ao trabalho, pelo menos ao estruturado pela lógica da acumulação de bens e capital, os caboclos, como seus ancestrais preocupavam-se tão somente com a caça, pesca e coleta, indicando a forte presença cultural dos nossos indígenas. Perambulando pelas fazendas, e depois pelas cidades, lá se vai o caboclo carregando apenas as reminiscência de sua cultura original. Cornélio Pires analisa-os pela ótica do “civilizado”, assim como Monteiro Lobato faz com seu Jeca Tatu, personagem caipira que representa justamente este “caboclo” avesso à correria e desligado dos problemas da “civilização”. Vamos encontrar um pouco de tais características também em grande parte dos filmes do inesquecível Mazzaropi;
7- A título de curiosidade, segundo consta, Cornélio Pires era primo de Amadeu Amaral, autor de “O dialeto Caipira” e muito provavelmente também da família da pintora Tarsila do Amaral, pelas ligações que teve com o primeiro e com a cidade de Capivari no Estado de São Paulo.
8- Banzé-de-cuia: encrenca, confusão.
9- Enxu: colmeia da abelha conhecida popularmente como arapuá.
10- Cornélio Pires foi apaixonado pela cultura negra. Seu livro “Conversas ao ‘Pé-do-Fogo” revela bem esta afirmativa. Não estranhe, portanto, o leitor, seu tom romântico, ainda que melancólico, quando se refere ao negro.
11- Como se pode notar, Cornélio Pires já aponta, por volta de 1920 uma significativa miscigenação do negro com o branco italiano, originando o “novo tipo de mulato”, fenômeno anteriormente ligado ao português.
Add comment 9 09UTC Julho 09UTC 2009
Twitter Sandy Leah critica Lula que declarou na França que quer terceiro mandato
Sandy se manifesta contra possível
3º mandato de Lula
![]() |
|
Divulgação
|
6 comments 8 08UTC Julho 08UTC 2009
PARA OS BISPOS DA CNBB E CNBdoB LEREM: CARDEAL DE HONDURAS Oscar Rodríguez MOSTRA COMO DEVE SER A IGREJA : ANTICOMUNISTA CARDEAL DE HONDURAS MANDA CHÁVEZ DEIXAR HONDURAS EM PAZ
==
Foto: AP Photo/Luis Romero

El máximo jerarca de la Iglesia Católica en Honduras, el cardenal Oscar Rodríguez, responsabilizó al presidente venezolano Hugo Chávez de la crisis en el país centroamericano y pidió que evite “meter aquí sus manos”, en una entrevista publicada este miércoles por medios locales.
“”EVITE METER AQUI SUAS MÃOS.””
“Ese señor ha estado tratando de meter aquí sus manos. Que nos deje en paz, que se dedique a gobernar su país y basta”, dijo Rodríguez en declaraciones reproducidas por los diarios La Tribuna y El Heraldo.
“‘ESSE SENHOR ESTA TRATANDO DE METER AQUI SUAS MÃOS . QUE NOS DEIXE EM PAZ, QUE SE DEDICA A GOVERNA SÓ SEU PAÍS…
Rodríguez leyó el sábado un pronunciamiento en una cadena de radio y televisión en que justificó la forma como el presidente Manuel Zelaya fue sacado del poder.
Asimismo, pidió a Zelaya que no regrese al país para evitar un “baño de sangre” y señaló que el principal interés de la Iglesia es que no se pierdan vidas humanas.
PEDIU A ZELAYA QUE NÃO REGRESSE AO PAÍS PARA EVITAR UM BANHO DE SANGUE.
“Ninguna vida se debe perder por cuestiones de índole políticas, que se pueden llegar a solucionar a través del diálogo”, añadió.
“”NENHUMA VIDA SE DEVE PERDER POR QUESTÕES DE ÍNDOLE POLÍTICA, QUE SE POSSA CHEGAR A SOLUCIONÁ-LAS ATRAVÉS DO DIÁLOGO….
Zelaya y Roberto Micheletti, el presidente del Congreso designado para sucederle, tienen previsto dialogar este jueves en Costa Rica con la mediación del presidente de ese país y premio Nobel de paz, Oscar Arias, para buscar una salida a la crisis iniciada el 28 de junio.
Rodríguez, considerado uno de los ‘papables’ de América Latina y elogiado en el pasado por sus condenas de la deuda externa y el narcotráfico, se ha convertido en blanco de las críticas por su actitud favorable al derrocamiento de Zelaya.
© 1994-2009 Agence France-Presse
1 comment 8 08UTC Julho 08UTC 2009
HUGO CHÁVEZ COMANDOU VOLTA DE ZELAYA A HONDURAS – ORDEM ERA INVADIR PISTA DE AEROPORTOE PROVOCAR BANHO DE SANGUE – ZELAYA É TELEGUIADO POR CHÁVEZ
El plan de Chávez era provocar
una masacre
Tegucigalpa., Honduras
La agencia de noticias AFP captó el momento en que Hugo Chávez coordinaba, desde su oficina, la operación militar que condujo a Manuel Zelaya Rosales a Honduras, en una flagrante violación al espacio aéreo hondureño.
Sin embargo, más que ver a Chávez señalando su televisor Panasonic y aplaudiendo la “hazaña” de Zelaya Rosales, que se transmitía en vivo por la cadena Telesur, a los expertos en temas políticos y de seguridad les ha llamado la atención el mensaje escrito en la pizarra de formica y que podría ser una clara manifestación de que el objetivo era provocar una masacre en la manifestación.
Casi a tono con las intenciones que devela el escrito en la pizarra, Zelaya Rosales pedía mediante comunicación satelital y desde el avión, que la gente invadiera la pista y que retirara los obstáculos que las fuerzas militares habían colocado.
El mensaje textual en la pizarra de Chávez dice: 051345JUL09 Enjambre de abejas africanas, Tribuna Presidencial, heridos por picadas y desesperación de las personas.
Mario Berríos, abogado y analista en temas políticos y de seguridad, asegura que éste es un mensaje escrito en idioma militar.
El escrito 051345JUL09, según Berríos, es lo que en doctrina militar se denomina grupo-fecha-hora. Este mensaje revela el día (05), el mes (julio), el año (2009) y la hora (1:45 de la tarde), que fue precisamente la hora en la que la manifestación estaba replegando a los policías en las inmediaciones de Camosa, siendo insuficientes los anillos de seguridad para retenerlos e impedir su aproximación al aeropuerto Toncontín.
“Enjambre de abejas africanas” se refiere a la fuerza popular que en algunos países ha sido capaz de darle vuelta a un gobierno. En el caso del mitin del domingo frente al aeropuerto, Berríos advirtió que en efecto los manifestantes llegaron de todo el país y por fortuna no fue tan numerosa como para darle vuelta al gobierno y lograr que las Fuerzas Armadas y la Policía fueran avasalladas.
“Tribuna presidencial” significa que en el lugar se haría un emplazamiento directo a favor de Zelaya, declarándolo instalado nuevamente en el poder de la nación.
La frase “heridos por picadas”, según Berríos, podría ser lo más preocupante del mensaje y de la operación Chávez, ya que denota que el objetivo era inducir una respuesta violenta de las fuerzas militares y policiales o que entre los mismos manifestantes se provocaran heridos y se disparara a quemarropa con el afán de buscar nuevos mártires.
Desesperación de las personas, podría significar que la estrategia final era provocar un caos y un estado de ingobernabilidad al surgir muertos y heridos.
Toda la operación Chávez constituyó una agresión militar disfrazada de actividad civil, es obvio que para el desplazamiento a este sector, Zelaya Rosales estuvo bien asesorado, por eso no cabe duda que quien dirigió toda esta actividad militar ha sido Chávez y algunos estrategas militares que tuvieron que haber valorado el factor político, la actividad de las Fuerzas Armadas, el control, el poder, la capacidad, pero también el factor psicológico de la población, la fuerza popular y la capacidad de avasallar a las Fuerzas Armadas, explicó.
Cambian hora al toque de queda
Tegucigalpa. Casa Presidencial informó a la población que el toque de queda vigente inicia a las 10.30 pm del martes 7 de julio y finaliza a las 4.30 am del miércoles 8 de julio del presente año.
El Gobierno pidió a la ciudadanía su comprensión, paciencia y colaboración con la medida que han tomado, con el exclusivo propósito de proteger la tranquilidad, la vida y bienes de las personas que han de suspender tan pronto como desaparezca la situación de riesgo.
Además, el Gobierno ratificó el compromiso de garantizar a las personas el ejercicio de las libertades y derechos que establece la Constitución de la República.
El toque de queda ha bajado los índices de criminalidad en un 23 por ciento, según el Gobierno.
Add comment 8 08UTC Julho 08UTC 2009
ESPERMA ARTIFICIAL PELA PRIMEIRA VEZ NA HISTÓRIA CIENTISTAS CRIAM ESPERMAS EM LABORATÓRIO REVOLUÇÃO NA HUMANIDADE NAS CIÊNCIAS HOMEM ARTIFICIAL ESPERMATOZÓIDE DE LABORATÓRIO
http://www.ft.com/cms/s/0/1f16dfe8-6b2f-11de-861d-00144feabdc0.html
A equipa de cientista britância afirma ter desenvolvido uma nova técnica, que tem como ponto de partida células estaminais embrionárias portadoras dos cromossomas masculinos XY.
A lei não permite que este esperma seja utilizado para a fecundação, mas os cientistas acreditam que a técnica pode servir no Futuro para tratar a infertilidade masculina.
O professor Karim Nayernia, da Universidade de Newcastle, antevê que dentro de uma dezena de anos jovens sujeitos a quimioterapia podem deixar de ser estéreis graças a este método ou, por exemplo, permitir a um casal que sofra de esterilidade ter um filho que possa ser genético.
Outro ponto de desenvolvimento é o caminho para o estudo do esperma, para a compreensão da infertilidade e para uma melhor percepção das doenças genéticas.
Ainda assim, há cientistas que não concordam com esta técnica, como o biólogo Allen Pacey, da Universidade de Sheffield, que já referiu que não está convencido que as células produzidas possam ser correctamente chamadas de espermatozoídes.
Este biólogo, com 20 anos de experiência neste campo, considera que mesmo que as células produzam alguns dos traços genéticos os espermatozóides humanos têm uma morfologia celular própria, bem como, um comportamento e actividade que não estão descritas no estudo.
Ainda há poucos dias, uma outra equipa de investigadores afirmou ter clonado esperma em laboratório uma experiência que afirmam que no Futuro poderá ajudar homens com produção reduzida de esperma.
Add comment 7 07UTC Julho 07UTC 2009
EFEITO HONDURAS – CCJ DA CÂMARA DOS DEPUTADOS REJEIITA EMENDA DO TERCEIRO MANDATO DA REREELEIÇÃO

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) rejeitou, por unanimidade, a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Terceiro Mandato (373/09).
O colegiado seguiu o parecer do relator, deputado José Genoíno (PT-SP). Ele sustentou que a mudança constitucional para beneficiar quem quer que seja ofende a ordem jurídica brasileira.
Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), que falou oficialmente pelo Partido dos Trabalhadores na votação, afirmou que a oposição do partido ao 3º mandato não tem relação com a negativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em concorrer novamente em 2010 para a Presidência da República.
De acordo com o deputado, o PT entende que, ainda que fosse diferente a posição do atual chefe de governo, a PEC não poderia ser aprovada, pois ofende cláusulas pétreas da Constituição.
A comissão continua reunida no plenário 1 e agora analisa a PEC dos Vereadores.
Add comment 7 07UTC Julho 07UTC 2009
Obama nasceu no Kênia dizem testemunhas Hospital de Honolulu recusa confirmar carta de Obma o que a midia imprensa jornais brasileiros não falam certidão de nascimento de Obama que não pode ser presidente Obma não é americano
| BORN IN THE USA? WorldNetDaily Exclusive Hospital won’t back Obama birth claim Honolulu’s Kapi’olani Medical Center refuses to confirm White House letter –WND |
http://www.worldnetdaily.com/index.php?fa=PAGE.view&pageId=103306 INCRIVEL LEIAM…..
WND reported in the April issue of Whistleblower that Obama’s step-grandmother in an interview transcript obtained by WND in Africa has claimed she was present at Obama’s birth in Mombasa, Kenya.
WND is in possession of an affidavit submitted by Rev. Kweli Shuhubia, an Anabaptist minister in Kenya, who is the official Swahili translator for the annual Anabaptist Conference in Kenya, and a second affidavit signed by Bishop Ron McRae, the presiding elder of the Anabaptists’ Continental Presbytery of Africa.
BORN IN THE USA?
Hospital won’t back Obama birth claim
Honolulu’s Kapi’olani Medical Center refuses to confirm White House letter
9:26 pm Eastern
By Jerome R. Corsi
© 2009 WorldNetDaily
The Kapi’olani Medical Center for Women and Children in Honolulu has posted on its website a letter on White House stationery dated Jan. 24 in which Obama wrote, “As a beneficiary of the excellence of Kapi’olani Medical Center – the place of my birth – I am pleased to add my voice to your chorus of supporters.”

| Barack Obama states in this letter on White House stationery that he was born at the Kapi’olani Medical Center for Women and Children in Honolulu. The letter was posted by the medical center on its website. |
Kristy Watanabe, the public relations specialist for the hospital refused to confirm or deny the veracity of Obama’s letter claiming he was born at the hospital.
“Our comment to everyone who has been calling is that federal law does not permit us to provide any more details concerning information [about Obama's birth] without authorization from Mr. Obama,” Watanabe told WND.
She said the hospital had not contacted Obama for authorization.
(Story continues below)
When WND asked Watanabe why the hospital did not contact Obama to ask for authorization, especially given the number of phone calls the hospital was receiving with the request, Watanabe said: “This is our response, and we can’t say anything more than that.”
![]() Kapi’olani Medical Center for Women and Children in Honolulu, Hawaii |
WND asked if a hypothetical elected official pretended to be born at the hospital, would federal law prevent her from disclosing that? If so, which federal law would that be?
“It’s just our policy that without permission we don’t ever answer questions about babies born in the hospital,” she said.
This is not the first time Kapi’olani and other Hawaiian hospitals have slammed the door on WND’s attempts to ascertain specifics about Obama’s birth.
As reported last month, Kapi’olani declined to return any of at least four WND messages requesting comment, while Queen’s Medical Center said in a prepared statement, “Due to patient privacy laws we cannot respond to your inquiries.”
A private detective working in conjunction with WND’s investigations last year into Obama’s birthplace also visited the hospitals.
In a subsequent affidavit, he said the much-publicized online image of what the White House says is Obama’s birth certificate doesn’t prove any birth location.
“On October 31st, 2008, officials in Hawaii released a statement that they had examined the birth certificate, but failed to declare whether it was a Live Birth Certificate generated by a hospital with signatures of the attending physician or a ‘Late Birth’ Certificate of Hawaiian Birth that could have been obtained (for a child) who is one year old or older after birth by a simple affirmation of a family member,” wrote investigator Jorge L. Baro, of Elite Legal Services in Florida.
“Only the ‘Long Form’ original certificate will answer all questions about the date and location of birth and confirm that it occurred in Hawaii,” he said.
WND reported in the April issue of Whistleblower that Obama’s step-grandmother in an interview transcript obtained by WND in Africa has claimed she was present at Obama’s birth in Mombasa, Kenya.
WND is in possession of an affidavit submitted by Rev. Kweli Shuhubia, an Anabaptist minister in Kenya, who is the official Swahili translator for the annual Anabaptist Conference in Kenya, and a second affidavit signed by Bishop Ron McRae, the presiding elder of the Anabaptists’ Continental Presbytery of Africa.
In his affidavit, Shuhubia asserts “it is common knowledge throughout the Christian and Muslim communities in Kenya that Barack Hussein Obama, Jr., was born in Mombasa, Kenya.”
Shuhubia further states in his affidavit that he visited Obama’s grandmother at her home in the village of Alego-Kogello, on Oct. 16, 2008, in order to conduct a telephone conference interview that would connect with McRae in the United States.
During the telephone interview, McRae specifically asked Sarah Obama two times, “Were you present when your grandson was born in Kenya.”
“Both times she specifically replied, ‘Yes,’” Shuhubia affirmed in the affidavit.
“Ms. Sarah Hussein Obama was very adamant that her grandson, Senator Barack Hussein Obama, was born in Kenya, and that she was present and witnessed his birth in Kenya, not the United States,” Shuhubia continued in the affidavit.
“During the conversation, Ms. Sarah Hussein Obama never changed her reply that she was indeed present when Senator Barack Obama was born in Kenya,” Shuhubia insisted in the affidavit.
The affidavit documents that President Obama’s step-grandmother was asked the questions several times, both in her native language, Swahili, and in English, and that the Anabaptists conducting the interview were confident she understood clearly the questions that were asked.
“Ms. Sarah Hussein Obama never changed her reply that she was indeed present when Senator Barack Obama was born in Kenya,” McRae swore in his affidavit
McRae affirmed that Obama’s step-grandmother had been asked the question several times and a discussion over the conference call with those present with her in her home in Kogello made clear that she understood the question.
WND also reported the office of Hawaii Republican Gov. Linda Lingle has officially declined a request made in writing by WND in Hawaii to obtain a copy of Obama’s hospital-generated long-form original birth certificate.
“It does not appear that Dr. Corsi is within any of these categories of persons with a direct and tangible interest in the birth certificate he seeks,” wrote Roz Makuala, manager of constituent services in the governor’s office, in a e-mail in response to WND’s request for information Oct. 24.
Those listed as entitled to obtain a copy of an original birth certificate included the person born, or “registrant” according to the legal description from the governor’s office, the spouse or parent of the registrant, a descendant of the registrant, a person having a common ancestor with the registrant, a legal guardian of the registrant or a person or agency acting on behalf of the registrant.
| WND IN THE NEWS Farah: Why all the mystery? Read in-depth interview with WND editor about Obama’s eligibility –The Examiner |
| WorldNetDaily Exclusive Want to send Barack Obama a message? ‘Where’s the birth certificate?’ postcards available now –WND |
| WorldNetDaily Exclusive See how many support prez eligibility bill now Proposed law would require proof of future White House candidates –WND |
| WorldNetDaily Exclusive Start your own eligibility billboard campaign Yard signs that ask: ‘Where’s the birth certificate?’ –WND |
| WorldNetDaily Exclusive Join nearly 400,000 others in seeking citizenship proof Petition demands verification of Obama’s eligibility –WND |
| MAGNETIC MESSAGE WorldNetDaily Exclusive Your own personal billboard! Bumper sticker demands proof from Obama –Shop.WND.com |
| DEAL OF THE DAY Want to know how to take America back? Get Farah’s detailed battle plan – autographed – $4.95 today only! –WND |
| SPECIAL OFFER Save up to 75% on high quality coverage! Secure family’s future with affordable term life insurance. Contact us today –Matrix Direct, Inc. |
| WorldNetDaily Exclusive Check out latest eligibility billboard location See ‘birth certificate’ campaign that revived debate nationwide –WND |
| WorldNetDaily Exclusive The ad campaign that revived eligibility debate See the impact of ‘birth certificate’ billboards nationwide –WND |
| WorldNetDaily Exclusive $10,000 bounty for any witness to Obama’s birth Editor encourages readers to help him up the ante –WND |
| WorldNetDaily What’s the difference? Compare ‘long-form’ Hawaiian birth certificate with Obama’s –WND |
| WHERE’S THE BIRTH CERTIFICATE WorldNetDaily Exclusive Americans vote with wallets to see Obama documents $75K already given to ‘truth and transparency’ billboard campaign –WND |
| THE FULL STORY WorldNetDaily Exclusive Is Obama constitutionally eligible to serve? WND’s complete archive of news reports on the issue –WND |
Add comment 7 07UTC Julho 07UTC 2009
O BRASIL VISTO NO EXTERIOR MENOR JOVEM MOÇA DE 17 ANOS CONFESSA TER MATADO 30 PESSOAS -
Una joven brasileña de 17 años confesó a la Policía Civil del estado de Sao Paulo haber participado desde el año 2006 en más de 30 asesinatos, todos perpetrados con el mismo cuchillo, informaron hoy medios locales.
Puede ver un video con las declaraciones de la joven pulsando aquí.
El comisario de la Policía Civil de la ciudad de Sao José do Río Preto, Mauro Truzzi, dijo a los medios que la mujer asegura haber confesado los asesinatos porque le pesaba en la conciencia y para evitar ser procesada una vez cumpla los 18 años.
El policía explicó que aunque es pronto para saber si es cierta la versión de la adolescente, sí que fue capaz de describir al menos once de los crímenes, según la agencia local Estado.
Todas las víctimas son hombres adultos, según el comisario.
Aunque la mayoría de los asesinatos ocurrió en la localidad de Aparecida do Taboado, en el estado de Mato Grosso do Sul, la confesión fue hecha en Sao José de Río Preto, a unos 450 kilómetros de Sao Paulo, donde había sido detenida por haber participado en una pelea.
Las autoridades informan que ya han confirmado la participación de la joven en al menos uno de los asesinatos, que es sospechosa en otro y que al menos dos de los hombres que dice haber matado, efectivamente han fallecido.
Según el comisario Truzzi, la asesina confesa “narra con detalles” sus crímenes e incluso “a veces cita el apellido de una víctima o el lugar” donde la mató.
“Dice que después veía fotos de las personas que había matado pegadas en lugares como desaparecidos”, relató el funcionario
Con información de Efe y O Globo
Add comment 7 07UTC Julho 07UTC 2009
nova encíclica do papa Bento XVI amor na verdade caritas in veritati
LEIA EM PORTUGUES NO SITE DO VATICANO: http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/encyclicals/documents/hf_ben-xvi_enc_20090629_caritas-in-veritate_po.html
El Vaticano publica hoy, en vísperas del G-8, la tercera y esperada encíclica de Benedicto XVI, Caritas in veritate , que lleva fecha de 29 de junio, día de la festividad de los santos Pedro y Pablo. El documento, dedicado a la economía y al trabajo, es fruto de una larga reflexión sobre el sentido de la economía y sus fines.
las 127 páginas, divididas en seis capítulos, recogen los pensamiento del Pontífice sobre la crisis mundial y las vías de salida. La idea central del texto es que para que la economía funcione correctamente es necesaria la ética. En palabras de Benedicto XVI, el mundo precisa de nuevas reglas y de un gobierno de la globalización que aspire al bien común.
Add comment 7 07UTC Julho 07UTC 2009
a farsa da saúde em cuba – onze mortes por erro médico – clínicas só para fidel – medicina em cuba crime – clínicas em cuba só para turistas – medicina em cuba
Once muertes en Cuba por error médico
Por WILFREDO CANCIO
wcancio@elnuevoherald.com
Norma Flores, en Miami Lakes, todavía no ha podido asimilar la muerte inesperada de su hermana, Marisel Gutiérrez, quien evolucionaba satisfactoriamente en Cuba de una operación de cáncer.
“Se sentía bien, era una mujer bella y saludable”, narró Flores observando recientes fotografías de la hermana. “Fue un crimen lo que hicieron con ella”.
Gutiérrez, de 56 años, es uno de los 11 pacientes con cáncer que fallecieron repentinamente en junio en el hospital municipal de Morón, en la provincia central de Ciego de Avila, como consecuencia de negligencias médicas en el uso de sueros para quimioterapia.
Testimonios obtenidos de fuentes médicas, familiares de los fallecidos y residentes de Morón coinciden en que las muertes se produjeron durante las tres primeras semanas de junio, luego de que numerosos pacientes del hospital Roberto Rodríguez recibieran tratamiento con sueros citostáticos alterados.
“Ha habido un problema serio con los sueros de quimioterapia que se estaban aplicando y se han producido muertes por efectos colaterales al tratamiento”, dijo a El Nuevo Herald un médico de la institución que pidió anonimato.
El médico declinó confirmar la versión sobre la presunta aplicación de citostáticos vencidos a los enfermos y señaló que “el asunto está bajo investigación”. Los medicamentos citostáticos combaten el crecimiento de tumores.
Pero otros dos empleados del hospital y familiares de los afectados — en Morón y en Miami — relataron que los sueros de quimioterapia provenían de donaciones internacionales y estaban vencidos.
“El tratamiento con citostáticos caducados se hace inefectivo para combatir el cáncer, pero puede traer reacciones tóxicas graves”, consideró un auxiliar médico del hospital. “Todo indica que en estos casos los efectos colaterales y las complicaciones provocadas por el medicamento tuvieron consecuencias mortales”.
La noticia no se ha divulgado por los medios oficiales cubanos, pero es de conocimiento de la población de Morón, una ciudad de 63,000 habitantes situada 450 kilómetros al este de La Habana.
En una llamada telefónica hecha el miércoles a la Dirección Municipal del Ministerio de Salud Pública (MINSAP), una secretaria que no quiso identificarse admitió que “ha habido algunas dificultades en el hospital”, aunque no precisó detalles sobre los fallecidos.
Residentes de Morón contactados telefónicamente afirman que el suceso ha causado conmoción popular, y ha motivado la intervención de los dirigentes municipales del Poder Popular y el Partido Comunista (PCC).
“Sé que han hecho varias reuniones en el Partido con la gente de Salud”, contó María Julia Esteban, residente de Morón y contadora jubilada hace cuatro años. “Parece que ha habido varios enfermeros y médicos sancionados por el problema”.
Flores no se ha resignado a aceptar el trágico desenlace de Gutiérrez, su única hermana, y repasa una y otra vez los pormenores del incidente.
Gutiérrez fue operada de un cáncer de seno en marzo. La cirugía fue exitosa y se le indicó el tratamiento con citostáticos a partir de mayo. Tras la segunda aplicación de sueros tuvo que regresar de inmediato al hospital, donde ya había otros pacientes ingresados por afectaciones severas a causa de la quimioterapia.
Falleció el 7 de junio y fue enterrada tres días después en el cementerio de Morón.
Por WILFREDO CANCIO
wcancio@elnuevoherald.com
- « Anterior
- Página 2 de 2
“Le pusieron el suero y a los tres días comenzó a reventársele la boca y hubo que correr con ella para el hospital, le dieron convulsiones y murió de una hemorragia interna”, señaló Flores.
Señaló que hablaba con su hermana casi todos los días después de la operación y que la evolución posterior fue muy positiva.
“Nunca quise que se atendiera en ese hospital, porque yo había estado allí de visita hace cinco años y vi hasta ratones corriendo por el techo, un verdadero desastre”.
Flores ha mantenido comunicación con el viudo de Gutiérrez, Roberto López, quien reside en Miami hace 17 años y viajó de urgencia a Cuba tras conocer el fallecimiento de la mujer.
López estaba haciendo los trámites para reclamar a Gutiérrez y traerla a vivir con él a Estados Unidos. El Nuevo Herald no pudo contactarlo en Morón, pero su retorno a Miami debe producirse en los próximos días.
“Mi cuñado [López] está destrozado”, expresó Flores, que emigró de Cuba en 1967. “No puede entender lo que pasó y se ha ido a quejar ante las autoridades del gobierno, pero allí todo el mundo tiene mucho miedo a hablar y a reclamar lo que ha sucedido con sus familiares”.
La atención en hospitales y policlínicos cubanos atraviesa por un creciente deterioro, motivado fundamentalmente por la falta de personal médico, el inadecuado mantenimiento de las instalaciones, y el incumplimiento de las normas elementales de higiene y esterilización en los locales con riesgo de infección.
“Se han acumulado muchos problemas, pero la salida de médicos y profesionales de la salud hacia misiones en el extranjero ha sido el golpe de gracia para el sistema de salud pública cubano”, manifestó el médico disidente Darsi Ferrer, presidente del Centro de Salud y Derechos Humanos Juan Bruno Zayas en La Habana. “Eso ha determinado una disminución de personal en el programa de atención primaria en consultorios y policlínicos, lo que afecta sensiblemente la detección temprana de enfermedades como el cáncer”.
Hace exactamente un año, Ferrer informó sobre la muerte de al menos siete recién nacidos en el hospital materno infantil Hijas de Galicia, en La Habana, como consecuencia de una infección bacteriana que contrajeron en la sala de operaciones. En esa ocasión, tampoco los medios oficiales informaron del suceso.
Sin embargo, paralelamente a los servicios para el público cubano funciona un sistema para atención a turistas y pacientes extranjeros, con instalaciones médicas exclusivamente dedicadas a estos fines y pagos en moneda convertible. Una clínica con alta tecnología médica, el Centro de Investigaciones Médico Quirúrgicas (CIMEQ), en La Habana, está designada para el tratamiento a altos dirigentes y reconocidas personalidades del país.
Desde el 2004 más de 267,000 pacientes de países latinoamericanos han sido operados en instalaciones oftalmológicas cubanas como parte de la llamada Operación Milagro, lo que ha generado fuertes críticas de la población.
De acuerdo con estadísticas del MINSAP, Cuba tiene actualmente unos 36,000 médicos y otros profesionales de la salud que cumplen misiones en 73 países, 25,000 de ellos en Venezuela.
Add comment 7 07UTC Julho 07UTC 2009





